terça-feira, 29 de setembro de 2015

O OLIMPO BRASILEIRO


Uma bela noite, uma grande cidade, o doce aroma das serras de Minas Gerais, uma cultura singular, uma gente que vale ouro, um café maravilhoso e o pão de queijo... ah, o pão de queijo... meu tenro e macio café da manhã... coisas que me fazem ter certeza de que não poderia viver em um lugar melhor nesse mundo. De fato, a grama do vizinho é mais verde, mas a nossa é muito mais florida!

- Charles Tôrres

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

LUA VERMELHA


E ontem Belo Horizonte pode observar um dos maiores espetáculos lunares que já aconteceu nas últimas décadas. Trata-se de dois fenômenos em um só: a Super Lua, que ocorre quando a lua está mais próxima do planeta, se exibindo em Full HD para nós seres terrenos; e a chamada Lua de Sangue, que é quando apenas alguns raios solares atravessam a Terra e atingem a lua, dando a ela um aspecto avermelhado. Essa coincidência entre os dois fatos só aconteceu cinco vezes em 115 anos de observação, e irá realizar-se novamente apenas em 2033. Ontem nossos mirantes estavam lotados, sendo praticamente impossível acessá-los. O fato é que a natureza nos presenteia com espetáculos artísticos gratuitamente, e não tem nada melhor que poder fotografá-los.

- Charles Tôrres

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

SMOKE IN THE MIRROR


Vejo a urbe no espelho e vejo outra cidade. Ao avesso, ao contrário, rota invertida. Leste no oeste e norte no sul. Avenidas negativas, mão inglesa, saída à francesa, queijo de pão, leite com café. Mas não me importo; assim como as cores, o averso é complementar.

- Charles Tôrres

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

SUPRA QUENTE


Que calor dos infernos! Tá difícil até de escrever hoje. O calor em BH parece estar acompanhando a alta do dólar. Vou-me nessa, tomar um banho e relaxar. Hidratem-se, meu povo. Abraços para todos.

- Charles Tôrres

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

PRESENÇA


Belo Horizonte e seus aspectos expressivos e insinuantes.

- Charles Tôrres

terça-feira, 22 de setembro de 2015

SUNSHINE


Não gosto de colocar títulos em inglês em minhas fotografias, especialmente pelo fato de se tratar de um projeto feito para brasileiros que retrata uma cidade no Brasil. Porém, nosso tão extenso português carece de uma palavra para descrever os belíssimos raios produzidos pelo sol; enquanto o idioma inglês já a possui: sunshine! Que ao pé da letra significa brilho do sol. Gosto dessa palavra, a qual já foi cantada em verso e prosa por americanos, britânicos e outros cidadãos cujo idioma nativo é o inglês. Por isso, fiquem por hoje com a Sunshine, fotografia fresquinha que acabou de sair do forno.

- Charles Tôrres

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

BARAFUNDA DA PERTURBAÇÃO URBANA IV


Sob a ótica da Fuji, minha nova companheira de aventuras fotográficas, oriunda das longínquas regiões nipônicas, faço registros urbanos instigantes, presentes e inquietos. Fotografo as cidades e suas entranhas venenosas, seus céus riscados de contrails, as favelas e seus mandamentos. Gosto do arranjo barafundo, da geometria dissimétrica, da rua sobre a rua, do fio que energiza o lar. Tendo ao meu testemunho o cidadão urgente, a metrópole crescente e o expectador convergente, sigo descobrindo os nós que amarram nossa Belo Horizonte, afim de desatá-los em grandes imagens.

- Charles Tôrres

sábado, 12 de setembro de 2015

LIBERDADE


Há um tempo atrás, durante a apresentação dos temas dos projetos dos alunos do nosso Curso Completo na Metrópole - Escola de Fotografia, dentre diversas ideias interessantíssimas, uma aluna disse que gostaria fotografar a liberdade. Como registrar a sensação de liberdade? Bom, achei a questão pra lá de instigante. Cada um declara a liberdade de uma forma diferente. Eu, como já disse centenas de vezes aqui no BH - Uma Foto Por Dia, vejo a liberdade no céu, no bailar das nuvens, nos rajados atmosféricos, no aplainar dos pássaros. Sinto-me voar por entre os cumulus, nadar junto aos cirrus. Isso sem sair um centímetro sequer do chão. Basta empunhar minha singela Fuji com sua delgada lente f/2.0 e escutar seu som discreto, seu click que mais se assemelha a uma carícia nous ouvidos, apontando sua lente para imensa abóboda celeste nossa de cada dia, registrando as belas paisagens que só Belo Horizonte tem a nos oferecer. Viva a liberdade!

- Charles Tôrres

terça-feira, 8 de setembro de 2015

POLÊMICA VERTICAL


Ainda que repugnada por muitos, densidade urbana e verticalização é a melhor e mais eficiente maneira de combater o desmatamento causado pelo crescimento das grandes cidades do planeta. Já pensou: uma metrópole como Belo Horizonte, quase 6 milhões de habitantes, todos vivendo e trabalhando em casas e edifícios baixos? Teríamos uma área urbana completamente espalhada, com um diâmetro de mais de 150km em todos os eixos da rosa dos ventos. Isso contribuiria para o desmatamento, para o uso ainda maior dos recursos naturais, teríamos problema com transporte (já que as distâncias seriam maiores), altíssimo gasto com energia (iluminação das ruas e avenidas; combustível), dentre outros problemas. Temos bons exemplos no Brasil de cidades espalhadas (e, obviamente, ecologicamente incorretas) que não deram certo, como Brasília, Palmas, Teresina, Manaus ou Sorocaba. Nos Estados Unidos temos como exemplo Los Angeles, maior cidade do mundo em área urbana. Os poucos prédios altos que existem na segunda maior cidade americana são sedes de instituições financeiras. Only that! O restante são construções de no máximo 3 pavimentos. Uma viagem de leste a oeste na Grande Los Angeles em área completamente conurbada daria cerca de 250km! Isso contando com "apenas" 15 milhões de habitantes. Já na Grande Tóquio, cidade mais populosa do mundo (38 milhões de habitantes), quase três vezes mais populosa que Los Angeles, metrópole completamente densa, onde praticamente todo mundo mora em apartamento;  uma viagem de leste a oeste em área conurbada não dá nem 150km. Pergunta: qual cidade desmatou mais, Tóquio ou Los Angeles? Qual consumiu mais recursos naturais? Qual preservou mais seu entorno natural? Não precisa ser um gênio matemático para responder. Então, da próxima vez que você for reclamar que BH é uma selva de pedra ou que em BH temos poucas áreas verdes, lembre-se de que a verticalização da capital mineira só contribui para o meio ambiente, encurta as distâncias e consome menos recursos energéticos. Orgulhe-se disso! Se não for o suficiente, lembre-se de outro dado: Belo Horizonte é considerada a segunda capital mais arborizada do país, perdendo apenas para Goiânia. Quanto mais verticalizada é uma cidade, mais preservado fica o meio ambiente ao seu redor. Pense nisso.

- Charles Tôrres

domingo, 6 de setembro de 2015

METRÓPOLE DAS SERRAS


O clima serrano, o céu inconstante, o cidadão misterioso, a urbe gigante, as imensas avenidas que rasgam bairros ao meio como navalhas. Ando pela cidade sentindo sua atmosfera de metrópole, pensando como pode haver um lugar tão intenso e extenso, com milhares de cidadãos vivendo em uma relativa harmonia. Prédios que parecem querer tocar os céus, civis com apreço pelo futuro. Uma urbe poderosa e magnânima; com culturas e tradições que vão se moderando e alternando conforme vamos nos avançando em suas longínquas regiões. Como pilar central da economia de um dos principais estados da nação, Belo Horizonte pulsa e o mundo toma nota. E conforme o tempo avança, a cidade se transforma, afim de se destacar cada vez mais entre o olimpo das maiores  e melhores metrópoles do planeta.

- Charles Tôrres

sábado, 5 de setembro de 2015

MODERNISTA


O Conjunto JK é a segunda maior obra de Oscar Niemeyer em Belo Horizonte, perdendo apenas para a Cidade Administrativa. O complexo possui dois edifícios (um contando com 23 andares, à esquerda, e o outro contando com 36, à direita); duas galerias comerciais; um pequeno terminal de ônibus rodoviários; uma casa de shows especializada em indie-rock underground; uma igreja; uma delegacia; bancos e galerias de arte. O projeto se deu em 1952 e começou a ser construído no ano seguinte, mas apenas em 1965 o complexo ficou pronto. O próprio Niemeyer não gostou muito do resultado final, pois alguns elementos da planta original foram descartados por falta de verbas, como passarelas entre os prédios e uma rampa. Com mais de 120 metros de altura, a torre maior do conjunto é uma dos mais altos arranha-céus brasileiros, além de abrigar quase seis mil moradores, número maior que a população de grande parte das cidades do país. O conjunto possui moradores de perfil bem diversificado, como médicos, advogados, empresários e - principalmente - arquitetos. A grande maioria dos moradores são estudantes de arquitetura ou já trabalham profissionalmente na área. Sem dúvida, um dos principais marcos arquitetônicos de Belo Horizonte.

- Charles Tôrres

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

SALVE MULTIPLICIDADE!


O calcanhar de aquiles da sociedade é a intensa mediocridade que com que cada sujeito critica seu semelhante. Nos julgamos capazes de, ingenuamente, desaprovar e maldizer as pessoas ao nosso bel prazer, achando que podemos modificá-las e moldá-las conforme nossas convicções. E isso só gera discórdias, já que cada um pensa e age à sua maneira, seguindo seus próprios instintos. Resumidamente, o cidadão quer padronizar os indivíduos à sua volta e fazer com que eles pensem e atuem como ele. Se isso fosse hipoteticamente possível, viveríamos em um mundo completamente boçal. Uma das coisas mais belas da humanidade é a sua diversidade cultural, a distinção de cada forma de pensar e agir. Costumo dizer que o ser humano não possui defeitos. Ele tem características que os diferem uns dos outros. O que é o certo e errado? O que são os defeitos da humanidade? Como dizia minha mãe, errado é deixar de fazer as coisas que gostamos em prol de alguma coisa. Pra mim, o maior defeito do homem é querer prejudicar o próximo. Fora isso, o pensamento é livre, bem como as atitudes, desde que estas não interfiram no bem-estar do seu congênere. É como arquitetura... já pensou uma cidade onde todos os prédios são iguais? Conheço uma cidade assim: nada mais maçante e monótono! As pessoas tem que ser como os edifícios da foto, cada qual com seu tamanho, com sua cor, com sua luminosidade, com seu conteúdo... mas vivendo harmonicamente na mesma rua. Viva a diversidade!

- Charles Tôrres

terça-feira, 1 de setembro de 2015

CÂNDIDO ÂNGULO


Aprenda a ver o mundo por ângulos diferentes. A forma como somos criados influencia no desabrochar de nossas vidas e pode sugestionar profundamente no jeito como enxergamos as coisas e nossos conceitos. Nosso ponto de partida é a educação, porém, manter a curiosidade como nos tempos de criança, questionar e revelar nossas próprias filosofias são opções impagáveis para transformar nossas convicções em ideais singulares. Descubramos novos ângulos, novos olhares, novas ideias. Vamos ampliar os horizontes! A vida é muito mais do que imaginamos.

- Charles Tôrres

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