quinta-feira, 30 de julho de 2015

COMPÊNDIO CÁLIDO


E o céu vai implodindo-se nas entranhas das edificações belo-horizontinas, deixando rastros oblíquos nas agudas linhas do hipercentro, memorados pelo clique de minha câmera aflita, num ato harmônico da relação natureza - homem - urbe.

- Charles Tôrres

quarta-feira, 29 de julho de 2015

O BRILHO DA PAMPULHA


BH não tem praia. Mas tem a linda Pampulha, lugar que é sinônimo de descontração, entretenimento, baladas, prática de esportes e boa gastronomia. É na Pampulha que se encontram os maiores e melhores restaurantes de comida mineira da cidade. É lá que acontece a maior concentração de esportistas todos os dias. Enquanto o Rio de Janeiro tem seu calçadão de Copacabana, nós temos o entorno da Lagoa da Pampulha, que conta com 19km de pista de cooper e 18km de ciclovias / ciclofaixas. Mas a maior atração que acontece na Pampulha todos os dias é o maravilhoso por-do-sol, que se subtancia por detrás das maravilhosas casas e ruas de vegetação frondosa da orla. Um espetáculo relaxante e revigorante.

- Charles Tôrres

segunda-feira, 27 de julho de 2015

ESTE MUNDO CHAMADO BELO HORIZONTE




A cidade é um cerne, o miolo da colmeia humana. No cair da noite, pousei sobre uma torre, entreposta por bairros esquecidos ao dejeto histórico. Observei a urbe e toquei meus olhos em diante, caminhando a vista sobre as paisagens. Pus-me a meditar sobre o que apreciava. Cidadãos afadigados, perambulantes e aflitos, vítimas do acaso, mas crentes no transcendente físico. Deus? Jovens e velhos, ansiosos pelos feriados e fins de semana, abalroados pela cultura de massa, a qual os faz acreditar que os fins são os meios. Somos detentores de limitado período de vida, e ainda assim, nos arrastamos em prol de um simples pedaço de chão, um pedaço de pão e uma certa ostentação. E não adianta falarmos de visão de vida, atitudes diligentes e pensamentos progressistas. Sempre querem viver o fulano way of life. Originalidade é para poucos. Daí chegamos a conclusão que as pessoas sofrem de extrema falta de conteúdo. E não adianta discutir, pois julgam os ousados de irresponsáveis. Nem costumam dialogar sobre tal, o que não passa de uma atitude apática. Receio à discussão é recalque de passivo. Por isso eu digo: saber transpor a cidade e o ser humano é uma virtude que vai muito além do alarido filosófico. Quando estimulamos isso, estamos nos permitindo seguir o fluxo de modo não encontrar barreiras na vicissitude da vida. Essencial para pessoas que buscam algo além do convencional. Fé na tábua!

- Charles Tôrres

domingo, 26 de julho de 2015

SOL E AMIGOS


Ver o pôr do sol é bom... mas melhor ainda é ver o pôr do sol de BH, o mais lindo do Brasil, ao lado de amigos e de minha inseparável esposa. Carpe diem na veia!

- Charles Tôrres

sábado, 25 de julho de 2015

AFONSO


Majestoso cânion de edifícios da Avenida Afonso Pena, que sutilmente rasga ao meio a grande e interminável Região Central de Belo Horizonte. É uma das principais avenidas do Brasil, palco de grandes articulações políticas e financeiras que traçam os destinos da cidade e de todo o país. Seus 5 quilômetros de extensão se estendem de noroeste a sudeste, encontrando-se no trecho grande diversidade e riqueza arquitetônica em estilos de diferentes épocas. Larga, a via possui em alguns trechos mais de dez faixas de rolamento para veículos. É uma das vias mais democráticas da metrópole, ligando o coração comercial da urbe, na Praça Sete, ao coração empresarial e financeiro, na Savassi. Calcula-se que quase dois milhões de pessoas passam pela Afonso Pena todos os dias.

- Charles Tôrres

sexta-feira, 24 de julho de 2015

quinta-feira, 23 de julho de 2015

RUAS DA LAGOINHA


Localizado na Região Noroeste de Belo Horizonte, na divisa com o Centro, o Bairro da Lagoinha já foi o maior point boêmio da cidade. Apesar da proximidade com a área mais movimentada de BH, a região é carente em comércio e serviços; e sofre com degradação e com pontos de consumo de drogas. Os últimos boêmios de Belo Horizonte não se esquecem da velha Lagoinha, um bairro de limites difusos, mas de características marcantes. Escondida pela rodoviária, cortada por túneis e viadutos e radicalmente transformada com a chegada do metrô, a Lagoinha de 1950 era reduto de seresteiros, dançarinos, sambistas e amantes da noite de Belo Horizonte. Ali, a menos de um quilômetro do Centro, viviam à margem da capital, com seu comércio agitado, os botequins sempre abertos e cheios, os hotéis, os camelôs, as delegacias, o barulho dos trens do subúrbio e dos cinemas agitados. Tinha ligação com o local da atual rodoviária, onde também situavam a Feira de Amostras e a Rádio Inconfidência. Mas a Lagoinha boêmia começou mesmo a morrer durante a construção do túnel, em 1971, recebendo o golpe de misericórdia, quando o túnel, junto com os viadutos que ligavam o Centro à Zona Norte, foi duplicado, em 1984. Foi definitivamente sepultada com a chegada do metrô, de modernas plataformas de embarque e desembarque, bem no coração do bairro, atrás da rodoviária. O bairro, que deu nome até a um tipo de copo, ainda mantém o nome, mas hoje, só existe mesmo na lembrança de antigos boêmios renitentes.

- Charles Tôrres

quarta-feira, 22 de julho de 2015

O PODER DA DECISÃO


Mudança, instabilidade, inconstância e ansiedade são palavras que as pessoas temem profundamente. Todo mundo procura um emprego estável, um relacionamento estável, uma forma de viver com estabilidade. Mas o que poucos sabem é que para o caixão levaremos apenas o nosso corpo sem vida; e a estabilidade nos impede de viver novas aventuras e descobrir novas coisas. Aos que possuem a afamada estabilidade, todo santo dia é a mesma coisa. Acordam, tomam café, pegam trânsito para chegar ao trabalho, contam as horas para ir embora, contam as horas pra chegar fim de semana, contam os meses para tirar férias e se esquecem que, como seres humanos, precisam de criar novas coisas e viver novos desafios para dar sentido ao sangue quente que corre por suas veias. Conheço pouquíssimos funcionários públicos (concursados) felizes com sua vida e carreira. A maioria sofre de depressão e não sabem que rumo tomar na vida, já que ansiedade é uma palavra que eles riscaram do dicionário. E, como empreendedor, e alguém que vive em cada dia um dia diferente, posso dizer com veemência que não há nada melhor que estar ansioso com algo. Nada melhor que buscar fazer sempre coisas diferentes, empreender o lado profissional e pessoal, arriscar, ousar. Como costumo dizer, a vida está acontecendo nesse instante. Não viva para o amanhã, viva para o agora, viva intensamente. Ame as pessoas como se não houvesse amanhã; parafraseando Legião. O que você está fazendo nesse exato momento? Você faz o que gosta ou está à espera de um milagre? Sua vida é a maior mágica da natureza. O paraíso é a Terra, maravilhoso planeta recheado de infinitas possibilidades. Cada segundo que se passa é um segundo a menos de vida, portando, não devemos desperdiçá-los. Eternidade? Que seja eterno enquanto dure. Aproveite: você não terá outra chance. Decida o que for melhor pra sua vida, opte pelo que vai lhe fazer feliz, e não apenas pelo que lhe dá estabilidade, não apenas pelo que você faz sem medo de fazer. Ter medo é positivo e nos mostra que optamos pelo caminho certo, porém, recheado de grandes surpresas. A vida é assim. De nada adianta termos estabilidade se não sabemos como será o dia de amanhã. Pergunte-se: se HOJE você for atingido por um carro e morrer... sua vida valeu a pena? Ou você viveu para agradar o outro? Pra ter estabilidade? A morte nos mostra que estabilidade é uma palavra utópica. Tudo só vale a pena se for vivido intensamente. Cuide-se... e tenha fé na tábua!

- Charles Tôrres

terça-feira, 21 de julho de 2015

MINAS E O METAL


As escadarias do maravilhoso Museu das Minas e do Metal, administrado e mantido pela Gerdau, que abriga importante acervo sobre mineração e metalurgia, documentando duas das principais atividades econômicas de Minas. O museu faz parte do Circuito Cultural Praça da Liberdade, maior e mais completo complexo cultural do Brasil. O edifício foi projetado para ser a Secretaria do Interior, passando a abrigar, em 1930, a Secretaria de Educação até a década de 90, quando incorporou também o Centro de Referência do Professor e o Museu da Escola. Com a transferência das Secretarias do Governo do Estado para a Cidade Administrativa, o prédio passou então a abrigar o museu, inaugurado em março e aberto ao público em junho de 2010. 

- Charles Tôrres


segunda-feira, 20 de julho de 2015

DIA DO AMIGO


Essa é minha contribuição para o Dia do Amigo, mostrando um estupendo ipê em Belo Horizonte. No lugar de amigos se abraçando ou frases motivacionais, hoje eu celebro a amizade que o homem tem com o meio em que vive. Solenizo a maravilha que é a natureza! Como costumo dizer, grandes são os homens que buscam o paraíso em vida; os que compreendem que o verdadeiro éden é o Planeta Terra. Basta olhar o quão bela é a natureza, o quão exótica e complexa é uma simples muda de planta. Em BH temos o privilégio de morar na segunda capital mais arborizada do Brasil. Em tempos de frio, somos presenteados com maravilhosos ipês por toda a metrópole, em praticamente todas as ruas e avenidas. Os ipês da cidade são cultivados e produzidos pelo Jardim Botânico de Belo Horizonte; e sempre floresceram entre o inverno e o outono, deixando a cidade mais linda que nunca. Carpe diem!

- Charles Tôrres

domingo, 19 de julho de 2015

O VERDUME DO LESTE


Eis a arborização intensa da Região Leste, que, na imagem, envolve os edifícios dos bairros Cidade Nova e Sagrada Família, contrapondo-se às serras que rodeiam a metrópole, recheando uma maravilhosa espuma de nuvens espessas, sob um céu azul escaldante e inspirador.

- Charles Tôrres

sábado, 18 de julho de 2015

SILVEIRA


Um take do Parque Orlando de Carvalho da Silveira, no Bairro Silveira, Região Nordeste de Belo Horizonte. Os ipês esse ano resolveram desabrochar mais cedo, colorindo a cidade em todos os seus vetores e avenidas. BH está uma maravilha por conta disso; não conheci outra grande cidade com tantos ipês como a capital mineira. Sublime!

- Charles Tôrres

quinta-feira, 16 de julho de 2015

10 MITOS EQUIVOCADOS SOBRE BELO HORIZONTE


1 - BH NÃO TEM NADA PRA FAZER - Abro o top 10 com o maior equívoco de todos os tempos. As pessoas que dizem isso não conhecem o potencial da cidade e só sabe fazer turismo viajando pra outras cidades, sem conhecer a cidade onde vivem. Capital das artes, BH possui hoje cerca de 110 espaços culturais num raio de 20km da Região Central, dentre eles, o Circuito Cultural da Praça da Liberdade (o maior complexo cultural da América Latina). Temos também Inhotim, que atualmente é o maior museu de arte a céu aberto do mundo! Tanta cultura não merece ser apreciada de estômago vazio. Por isso, BH é também capital gastronômica, possuindo mais de 20 mil bares e restaurantes, o maior índice nacional - literalmente, a cozinha do Brasil. Fora os shows, eventos de grande porte, feiras e exposições diárias que acontecem na cidade. Só mesmo sendo muito alienado pra achar que a vida cultural de qualidade do país se restringe ao eixo RJ-SP. Convido-os a passear por BH e descobrirem o que estão perdendo.

2 - BH NÃO É MAIS A TERCEIRA MAIOR CIDADE BRASILEIRA - Entre as décadas de 70 e 90, BH carregou o título de terceira maior capital brasileira, segundo o IBGE. Só que os limites políticos da cidade são pequenos, fazendo com que a cidade se transbordasse, invadindo a área de outros municípios, como Contagem, Sabará, Nova Lima, dentre outros. Dentro do município de BH a cidade não tem mais como crescer, e por isso, outros municípios no país a 'ultrapassaram'. Porém, nossa macha urbana, com quase 6 milhões de habitantes, ainda é a terceira mais populosa do país, posto que dificilmente nos será tomado, independente dos limites cartográficos e administrativos. Não dá mais pra dizer que regiões como Contagem, Sabará, Vespasiano ou Nova Lima são cidades separadas. Todas fazem parte de um mesmo contexto, de uma mesma mancha urbana. Por isso, continuamos sendo a terceira maior metrópole do Brasil e estamos nessa posição no ranking das regiões metropolitanas nacionais.

3 - BH É UMA ROÇA - Definitivamente esse é o pior dos equívocos. Logicamente todo mundo sabe que não moramos em nenhuma roça. Sim, eu sei, Belo Horizonte ainda tem muito a melhorar, assim como toda grande metrópole brasileira. Nosso metrô não atende a cidade toda, os engarrafamentos são quilométricos e constantes, a gestão pública é atrasada, o sistema de saúde é deficitário. Mas isso não faze de BH uma roça, no sentido pejorativo da coisa. Como dizem, não existe rosa sem espinhos, e BH não foge a regra. Mas, no contexto brasileiro, a grande metrópole mineira é referência em vários quesitos. Para começar, a Grande BH reina isoladamente em expansão populacional, econômica e financeira, sendo a metrópole brasileira que mais cresceu nos últimos cinco anos, além de ocupar por mais de 50 anos o posto de terceira maior área urbana do país, terceiro maior polo comercial e empresarial, terceiro maior polo cultural; e recentemente subiu uma posição no ranking fabril, sendo o segundo maior polo industrial da nação. É sede de oito entre as cem maiores empresas brasileiras, ocupando também o terceiro lugar no ranking nacional desta classificação. Além de tudo, é o maior polo biotecnológico da America do Sul. São vários os adjetivos da cidade... moderna, dinâmica, acolhedora... aliás, esse último é uma das principais qualificações da urbe. Mesmo em uma massa urbana que acomoda quase 6 milhões de habitantes, o cidadão conseguiu preservar o mais carismático perfil acolhedor, incomum nos cidadãos de outras grandes cidades. BH é a cidade sorriso, pois são muitos os que recebemos todos os dias. Não que roça seja um lugar ruim, pelo contrário, um fim de semana na roça tem seu lugar! Mas não, BH não é uma roça, nem de brincadeira.

4 - BH É UM OVO - Escuto com certa frequência essa frase. Não, Belo Horizonte não é um ovo... longe disso, está entre as 40 maiores metrópoles do planeta, entre as 20 maiores das Américas, entre as 5 maiores da América do Sul e é a terceira maior do Brasil. Estamos inseridos em uma massa urbana com quase 6 milhões de habitantes, os quais precisam percorrer 60km de norte a sul e 45km de leste a oeste se quiserem cruzar a cidade a partir de suas fronteiras urbanas extremas. Ou seja, não dá pra chamar de ovo uma cidade com tamanhas dimensões. Mas compreendo porque chamam BH de ovo: por conta da frequência em que encontramos conhecidos nas ruas. Os cidadãos que conhecem muita gente esbarram com amigos e parentes quase todos os dias em uma simples ida ao shopping. Tal fato tem três explicações: interesse comum; cidadãos que moram perto de suas atividades; e a teoria dos 6 graus de separação. O primeiro é quando temos amigos e parentes com fortes interesses comuns. Por exemplo: se faço faculdade de artes plásticas, comumente encontrarei meus colegas de curso ou professores visitando exposições e afins. Se trabalho com arquitetura, vou encontrar meus conhecidos com certa facilidade visitando obras ou assistindo palestras e conferências. Se sempre gostei de passear no shopping (e isso é cultural em minha família), vou sempre topar com primos ou tios perambulando pelos malls da minha região. Já o segundo motivo é quando o cidadão mora perto das suas atividades, como trabalho ou faculdade. Como BH é uma cidade densa, é comum o cidadão morar perto das suas atividades - e muitas vezes nem precisar de veículo para se locomover. Esse constante contato com as vias públicas faz com que frequentemente o sujeito se depare com conhecidos que frequentam os mesmos locais que ele (trabalho, escola, etc.). E por último (e mais importante motivo), a Teoria dos Seis Graus de Separação. Segundo a teoria, entre duas pessoas existem apenas seis contatos intermediários, mesmo que elas estejam em lados opostos do mundo. Esta ideia surgiu em 1967, quando um estudo do psicólogo americano Stanley Milgram concluiu em suas pesquisas que cada um de nós está a apenas seis graus separação de outro grupo de pessoas. Em julho de 2006, a psicóloga Judith Kleinfeld, da Alaska Fairbanks University, analisou as anotações da pesquisa original de Milgram e verificou que 95% das cartas não haviam chegado ao seu destinatário final. Ela concluiu então que a teoria dos seis graus não passava de um mito. Por sua vez, um estudo realizado nos Estados Unidos por pesquisadores da Microsoft concluiu que a teoria dos seis graus de separação pode estar realmente correta, embora talvez sete graus seja um número mais exato. De qualquer forma, ainda não houve uma conclusão concreta sobre o assunto, mas é uma teoria que vem fascinando psicólogos, matemáticos e demais cientistas em todo o planeta, especialmente por conta do advento das redes sociais, que explicitaram tais coincidências. Eu mesmo já me surpreendi ao ver que um conhecido meu em Brasília é amigo no facebook de um amigo meu em Belo Horizonte, logo quando me mudei pra cá. Tais coincidências e encontros são comuns em qualquer cidade, de qualquer esfera... seja BH, Goiânia, Campinas, Salvador, São Paulo, Tóquio, Palmas ou Los Angeles. Ou seja, BH não é um ovo... mas pode ser que o mundo inteiro seja, se a teoria estiver correta.

5 - SABARÁ É LONGE - Sabará tem fama de ser um lugar longe. Mas não é! As pessoas que não conhecem Sabará acham que é uma cidade histórica a 100km do Centro de BH. Mas não, Sabará fica a parcos 10km da região central da cidade. O centro histórico de Sabará situa-se a 21km do Hipercentro. É mais perto que muitas regiões dentro do município de BH mesmo, como extremos de Venda Nova ou Barreiro. Ou seja, Sabará tem características de bairro. Recomendo que visitem! Vale a pena. É uma pequena face histórica dentro da Grande BH.

6 - JOTA QUEST É POP ROCK - Esse é um equívoco acometido principalmente por quem não conhece muito a banda, ou não entende muito de música. Pop rock no Brasil são bandas como Capital Inicial, Paralamas do Sucesso, Titãs e cia., cujos beats misturam ritmos de rock com ares de pop. Jota Quest segue um estilo pouco difundido no Brasil, que é o soul, sendo Tim Maia nosso maior expoente. O Jota Quest tem pitadas de rock, funk (não é funk carioca...), vintage e pop, mas é no soul/groove que ele se destaca.

7 - BH NÃO TEM BANDA DE DESTAQUE NACIONAL - Outro equívoco absurdamente equivocado. BH é uma das cidades que mais produz bandas e artistas em todo o Brasil. E, do contrário de cidades como Brasília, que se restringem à produção de bandas de rock ou sertanejo, em BH nossos grupos são altamente ecléticos. No rock temos Sepultura, que apesar de não ser muito conhecida no Brasil, é considerada uma das maiores bandas de Heavy Metal do planeta. Temos também Tianastácia, Cartoon, Radiotape, Cálix, Atack Epilético e Sarcófago, todas bandas de rock nacionalmente e internacionalmente conhecidas. No reggae/pop temos um dos maiores expoentes no país, que é o Skank. Atualmente ele flerta também com o pop/rock romântico, mas suas origens estão no ska, que é um estilo de reggae mais rápido. Pato Fu também nos mostra um pop rock muito bem tocado. Jota Quest já manda um som funkeado, com cara de música dos anos 70, misturando soul, R&B e uma leve pitada de rock. De BH saíram grandes cantores também, como Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Wilson Sideral, Vander Lee, Fernanda Takai, Tavito, dentre muitos outros. Somos referência em produção musical.

8 - A LAGOA DA PAMPULHA FEDE - Bom, feder ela fede, mas apenas em um ponto, que é nas proximidades da barragem, próximo ao Aeroporto da Pampulha. Em outros pontos ela não fede. Nunca senti mal cheiro perto da Igrejinha, do MAP, no Zoo ou no Parque Ecológico. No máximo um cheiro leve de lodo nas proximidades da beirada, mas nada que incomode. A barragem fede pois por ali passam todo o esgoto que passa pela represa. Além disso, é ali próximo que o aeroporto descarrega o esgoto dos aviões. Aliás, dizem os especialistas que a culpa do mal cheiro da barragem vem principalmente do aeroporto.

9 - O METRÔ DE BH NÃO É UM METRÔ, É UM TREM URBANO - Muita gente fala isso da boca pra fora, aleatoriamente, sem estudar sobre o assunto. O que faz de um trem urbano ser considerado um metrô não é o fato dele ser subterrâneo. Metrô é um trem com alta capacidade que possui intervalo de, no máximo, 2km entre as estações; e tem funcionamento intenso em horário de pico, com trens passando pelo menos de 5 em 5 minutos. O trem urbano, como o SuperVia do Rio de Janeiro, possui intervalos maiores e as estações distam mais do que 2km umas das outras. É fato que nosso metrô pecisa melhorar, e muito, mas é o 4º maior metrô do Brasil em número de passageiros, perdendo pra SP, RJ e Recife.

10 - O CENTRO DE BH É FEIO - Feio é o preconceito. O Centro de BH é maravilhoso! Basta observá-lo com mais atenção. Belo Horizonte não é uma urbe a qual possa ser chamada de 'antiga'. Mas também não é a mais moderna entre as cidades brasileiras. O que não é ruim, pois temos contato com uma arquitetura eclética e diversificada em um simples passeio pelas ruas da região central, na qual percebemos nitidamente os estilos se fundindo por entre quadras e quarteirões com perfeita plasticidade e volubilidade. BH nasceu e cresceu na melhor época para se desenvolver, pois tem exemplares de todos os principais movimentos arquitetônicos do século XX. O Hipercentro possui uma mescla de estilos arquitetônicos que definem o caráter pluralista e cosmopolita da metrópole. Como eu já disse antes aqui no blog, tal fato talvez queira nos transmitir o espírito flexível do cidadão mineiro; a forma como ele se renova conforme o tempo dita as regras. A terceira maior cidade do país se mostra por si só um curso de arquitetura ao ar livre. Nosso centrão pode ser qualquer coisa, menos feio. Em alguns pontos ele está, de fato, mal cuidado, mas aí é papo pra outro post...

- Charles Tôrres

quarta-feira, 15 de julho de 2015

IMPÁVIDO COLOSSO


Magnânima metrópole mineira! É impossível não se curvar diante de tamanha astúcia, seja qual for a origem do visitante. Ao se aproximar da infindável urbe, o cidadão logo fica chocado pelas dimensões: centenas de milhares de quilômetros de avenidas, cada vez mais largas, cada vez mais insuficientes; edifícios que parecem querer tocar os céus, indústrias dentre as mais poderosas do continente. O burburinho citadino se dá na forma do intrincado vai-e-vem de pessoas, carros, ônibus, caminhões, trens e demais elementos que circulam 24 horas por dia, estando presentes em tudo; nas baladas, nas farras, nos outrdoors, nos footings, nos trilhos, nas serras e nas cervejas geladas! Grande urbe dos incontáveis povos e sotaques. Complexa metrópole das intermináveis avenidas, dos emaranhados sabores, polo financeiro, potência nacional. Uma cidade magnânima; acomodada entre vales, com culturas e tradições que vão se moderando e alternando conforme vamos nos avançando em suas longínquas regiões. Como costumo dizer, Belo Horizonte pulsa e o mundo toma nota. E conforme o tempo avança, a cidade se transforma, afim de se destacar cada vez mais entre o olimpo das maiores metrópoles do planeta.

- Charles Tôrres

terça-feira, 14 de julho de 2015

HAJA LUZ


Um dia acinzentado, uma cena simples de um cotidiano corriqueiro, à espera do comboio metropolitano expresso, sinalizo cidadãos proferindo visualmente expressões fadigadas do dia-a-dia estafante, amenizados com tons amarelados do balanceamento fotográfico. No haja luz, registro o instante.

- Charles Tôrres

segunda-feira, 13 de julho de 2015

MEMORIAL DE MINAS GERAIS


O Memorial Minas Gerais - Vale é um dos espaços culturais mais icônicos do Circuito Cultural da Praça da Liberdade, pois nos traz uma forma singular de entrar em contato com as nossas próprias tradições e culturas. Diferente dos museus tradicionais, o espaço visa criar uma aproximação entre o espectador e a mostra, contando com cenários reais e virtuais em todos os ambientes. Tudo lá remete à Minas Gerais! As músicas de fundo são de compositores mineiros. As exposições, também. Algumas mostras são permanentes e contam com nomes de autores ilustres, como Lygia Clark, Sebastião Salgado, Carlos Drummond de Andrade e Guimarães Rosa. Em seus 3 pavimentos dividem-se 31 espaços, dentre eles uma midiateca, um café, uma casa de ópera, um panteão de referência à política mineira, um espaço fazenda, um maquetário, uma sala que promove o Modernismo Mineiro; dentre outros. Fundado em 1897, o edifício que hoje acomoda o memorial, em outrora, abrigava a Secretaria do Estado da Fazenda de Minas Gerais, sendo um marco arquitetônico de Belo Horizonte, pois, além de sua arquitetura esplendorosa, é o local onde foi lançada a pedra fundamental da cidade. Vale a visita!

- Charles Tôrres

domingo, 12 de julho de 2015

CIDADE SOB O AZUL


Hoje o céu se exibe de forma esplendorosamente azul para nós, contrastando com os cinzas e gelados dias que se passaram ao longo da semana. A temperatura aumentou um pouco, com média de 21º ao longo do dia. Bora curtir o domingão e aproveitar pois a vida é uma só! Partiu!?

- Charles Tôrres

sábado, 11 de julho de 2015

PRAÇA DAS ARTES


Hoje o clima na Praça da Liberdade estava maravilhosamente artístico. O som do jazz ao vivo embalou artistas por todo o ambiente, dentre fotógrafos e desenhistas, numa atmosfera única e especial. Por conta do Savassi Festival, o maior festival de jazz da América Latina, na praça está montado um palco onde várias bandas revezam um jazz pluralista desde o início da manhã - e deve varar a noite. São várias apresentações pela cidade ao longo do mês, de artistas e bandas de BH, e de todo o mundo. Os famosos food trucks deram um charme especial ao ambiente, com unidades especializadas em vinho, comida italiana, pizza e brigadeiros especiais. Para completar a cena, os museus do Complexo Cultural da Praça da Liberdade estavam cheios, lotados, fazendo jus à maravilha que temos disponível de forma gratuita, promovendo integração social e muita diversidade. Um céu azul intenso presenciou a cena, reconfortando os cidadãos que por ali passeavam. É sempre bom lembrar que nosso complexo cultural presente na praça é a maior concentração de museus do país, nos colocando no pódio nacional nesse quesito, contrariando os pessimistas de plantão que acreditam que apenas no exterior as pessoas tem contato com tais coisas. Viva a nova BH, que já era boa, e está cada vez melhor. Viva o Brasil, que mesmo em épocas de ceticismo econômico, nos oferece mecanismos culturais de altíssima qualidade.

- Charles Tôrres

sexta-feira, 10 de julho de 2015

BOEMIA


Com um leque enorme de opções de lazer e entretenimento, a noite em Belo Horizonte nos reserva muitas surpresas. É um dos mais diversificados polos gastronômicos do Brasil, concentrando inúmeros restaurantes temáticos para os mais diversos e exigentes paladares. Além dos árabes, tailandeses, italianos, mineiros, japoneses, nordestinos, chineses; dentre muitos outros; a metrópole mineira abriga o único restaurante de comida iraniana do país. Além da gastronomia, a cidade possui uma diversidade enorme de danceterias e casas de eventos, além dos tradicionais bares típicos. Costumam dizer que a cidade é a capital do boteco. Eu digo mais, Belo Horizonte é a capital da boemia!

Aceitam uma peça de sashimi?

terça-feira, 7 de julho de 2015

TONS DO INVERNO


Que o frio que paira sobre Belo Horizonte nos últimos dias refresque a mente do cidadão mineiro e o faça renovar as esperanças em si próprio e no ambiente que vive. Que os 8º de sensação térmica presentes em alguns momentos do dia esfriem a cabeça de todos nós, nos fazendo pensar sobre a nossas perspectivas, nossos sonhos e nossas metas. Que o inverno seja um momento de transição, impulsionando nossos sonhos e ensejos, transformando nossas vontades em atitudes. Fé na tábua!

- Charles Tôrres

segunda-feira, 6 de julho de 2015

O BÊBADO DESEQUILIBRISTA



"Caía a tarde feito um viaduto...
E um bêbado trajando luto..
Me lembrou Carlitos..."

domingo, 5 de julho de 2015

VIVA GRANDES MOMENTOS


Muitos me perguntam como faço para conseguir paisagens e momentos tão belos em minhas fotografias de Belo Horizonte. Alguns até imaginam que eu saio todos os dias em busca de boas imagens. O fato é que eu não costumo sair para procurar ângulos interessantes. Pelo contrário, 99% das fotos que posto são feitas durante meu cotidiano. Isso torna a vida de um fotógrafo muito mais interessante, e faz seu trabalho autoral ficar mais verdadeiro, menos artificial. Se seu cotidiano é intenso e divertido, fará fotografias proporcionais a ele. Como diria a fotógrafa americana Cole Rise: "Sair e procurar por uma fotografia é a forma errada de pensar. Você deve apenas ter uma vida interessante, e contar as suas histórias apertando um botão".

- Charles Tôrres

sábado, 4 de julho de 2015

CÉU AZUL


Que o domingo seja maravilhoso em BH, com um belíssimo céu sobre nossas cabeças e um friozinho inspirador para passear e curtir a cidade. Aproveitem!

- Charles Tôrres

quarta-feira, 1 de julho de 2015

CARLOS E PEDRO


Sempre adorei intervenções urbanas; efêmeras ou não. A última que vi é no mínimo icônica: colocaram vestimentas na estátua de Carlos Drummond de Andrade, que faz companhia para a estátua de Pedro Nava, na Rua da Bahia, na confluência com a Rua Goiás, no Centro de Belo Horizonte. A roupagem traz trechos da obra de Drummond e faz uma alusão ao frio que estacionou em BH nos últimos dias, com mínimas que chegaram a 9º e máximas que não passaram de 19º em alguns dias; além das fortes rajadas de vento, despencando em muito a sensação térmica. As esculturas, realizadas pelo artista plástico mineiro Leo Santana em 2003, retratam dois dos maiores escritores brasileiros dos últimos tempos, que apesar de não serem nascidos na capital mineira, fizeram carreira por aqui, participando da geração modernista de BH. Carlos Drummond de Andrade e Pedro Nava se conheceram na capital e iam com frequência ao Café Estrela, local muito visitado por escritores da época. Drummond costumava dizer que o amigo possuía uma capacidade meio demoníaca e meio angélica de transformar em palavras o mundo feito de acontecimentos. Sem dúvidas um pedacinho do início do século passado em nossa contemporaneidade.

- Charles Tôrres

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