sábado, 15 de outubro de 2016

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

NOITE EM BH


Charles Tôrres • Belo Horizonte • 2016

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domingo, 9 de outubro de 2016

CENTRO CULTURAL DA UFMG


O leve e inocente sorriso de alguém que assiste Charlie Chaplin, uma comédia verdadeira, despretenciosa e com autênticas críticas sociais. Bons tempos!

Charles Tôrres • Belo Horizonte • 2016

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sábado, 8 de outubro de 2016

SANTA LÚCIA E SANTO ANTÔNIO


A Lúcia e o Antônio... dois bairros de Belo Horizonte que de santo nada possuem, pois estão casados desde os tempos da fundação da capital mineira; e possuem até uma filha, a esbelta Paris. No início, formaram uma família tão bonita que até um Papagaio adquiriram. Mas recentemente o Antônio ficou sabendo que a Lúcia pulou o muro com o Bento, e de raiva ele começou a sair com a vizinha Anchieta. Diante de tanta confusão doméstica os pais nem perceberam que Paris estava se encontrando às escondidas com Luxemburgo no Jardim de casa, onde os sarros íam até altas horas da noite. Em uma noite escura, em meio a um tenso jantar familiar, aparece o Pedro, irmão do Antônio, com um buquê de flores nas mãos dizendo que é apaixonado por Lúcia desde os tempos do colegial, e que faria de tudo para fugir com ela pra bem longe. Mas Lúcia já estava caída de amores por Bento. Antônio, com raiva, foi buscar seu mosquete para assassinar o Pedro. Paris aproveitou a confusão para "dar uma fugidinha" com Luxemburgo no Jardim, afim de lhe dar uns amassos. É tanta confusão que nem mesmo rezando para Nossa Senhora do Carmo a família resolveu seus problemas. E assim seguem suas vidas. Uma verdadeira zona... Sul.

Charles Tôrres • Belo Horizonte, Brasil • 2016
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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

BH • UM MATRIX POR DIA


Charles Tôrres • Belo Horizonte, Brasil • 2016
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BELO HORIZONTE CLAMA POR DESENVOLVIMENTO


A chuvosa Belo Horizonte... uma cidade gigantesca, situada entre 50 as maiores metrópoles do mundo, maior que Berlim, Singapura, Atlanta e Barcelona e no mesmo patamar que Miami, Washington, Toronto e Frankfurt. Pronto, as equivalências param por aí. Enquanto as referidas cidades discutem, por exemplo, onde será construída a 23ª linha de metrô e como melhorar a taxa de natalidade entre os habitantes, Belo Horizonte ainda tem sérios problemas estruturais básicos para enfrentar.

A cidade não tem metrô. Se pra mineiro tudo é "trem", esqueceram de dar o nome certo ao nosso sistema ferroviário urbano, que com uma única linha de 28km, atende 5% da população. Além disso, sofre sensivelmente com os efeitos da crise político-econômica, com criminalidade em alta, desemprego em alta, empreendedorismo em baixa e falta de boa vontade política para avançar.

Chegamos ao século XXI parados no tempo, em todas as esferas do desenvolvimento humano e urbano. O entrave político bloqueia a saúde da gestão e o estímulo de entrada de recursos na cidade, fazendo com que não tenhamos assistência necessária para atender as necessidades básicas da população.

Uma cidade polarizada, regida por gestores incapacitados e inábeis, com duas correntes políticas que não chegam a um consenso, resultando em embaraços administrativos que bloqueiam as boas propostas. Uma metrópole que produz excelente mão de obra, mas não oferece bons empregos, fazendo com que nossos jovens precisem procurar trabalho em outras praças. E como tal situação é generalizada no Brasil, o destino acaba sendo o estrangeiro.

E olha que estamos lidando com a terceira maior e mais rica metrópole do país, a segunda região industrial, quarto principal complexo aeroportuário, a cidade com o melhor acesso à rede de esgoto do país, o segundo maior complexo cultural da América Latina; dentre outros superlativos.

E, para piorar a situação, BH está prestes a receber na prefeitura um gestor sem carisma, sem veia empreendedorística e sem know-how administrativo (independente de quem ganhar o segundo turno). Um completo obscurantismo político para os próximos 4 anos; e dadas circunstâncias financeiras, duvido que algo mude pra melhor na cidade ao longo desse período.

Não estou sendo pessimista com relação à cidade. Quem me acompanha sabe que sou apaixonado por Belo Horizonte. Mas é fato BH estagnou e precisa, urgentemente, de planos de desenvolvimento e investimento nos setores estruturais básicos. 

E, por isso, a população tem que cobrar! Tem que ir às ruas! Não apenas pra xingar político e pedir aumento de salário em seu setor, mas para cobrar pela cidade, pelo coletivo, pedir prestação de contas, cobrar pelo cumprimento das promessas. Ainda que rejeitado pela população (talvez em função sigla política que carrega), atual prefeito de São Paulo em quatro anos cumpriu com 95 das suas 100 metas de governo. Já o nosso atual prefeito, em oito, cumpriu apenas 50% das metas.

Não estou sendo partidário, tudo o que exponho aqui são fatos. BH precisa avançar, e o povo precisa pensar mais no coletivo, ir à luta, assistir às sessões plenárias, ficar por dentro do que está acontecendo. E não apenas ficar no eterno (e boçal) debate sobre o partido X ou Y. Cobre do vereador da sua região que foi eleito. Exija dele prestação de contas sobre suas atividades políticas.

Vamos parar de reclamar de político e ficar 4 anos de braços cruzados. Belo Horizonte não precisa ir pra esquerda ou pra direita. Precisa ir pra frente!

Charles Tôrres • Belo Horizonte, Brasil • 2016
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terça-feira, 4 de outubro de 2016

REGIÃO LESTE DE BH


Charles Tôrres • Belo Horizonte, Brasil • 2016
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ESQUERDA VS DIREITA


Em tempos de ignorância política brasileira, avanços sociais em várias nações do planeta, desenvolvimento filosófico da ciência política e exemplos práticos de todo tipo de regime possível no mundo (que deram certo ou não), só consigo crer em uma coisa: nenhum extremismo funciona. A extrema direita americana nunca funcionou, e por isso está sendo revisada atualmente. A extrema esquerda chinesa também foi um fracasso, e hoje o país é uma potência em crescimento graças ao progresso do capitalismo no país.

Portanto, se você direitista acha que o modelo americano é o ideal, é melhor estudar o que de fato acontece no país e revisar suas ideias. Não se baseie no que você viu em Miami. Se você esquerdista acha que Cuba é o paraíso... bem, melhor nem comentar.

O único sistema político que pode dar certo é o híbrido, com mesclas de teorias e ideais de várias correntes. Estado enxuto e liberal demais não qualifica os historicamente desfavorecidos. Estado grande complica e enferruja a máquina pública, com regalias a servidores e excesso de impostos. Demasia de programas sociais esvaziam os cofres públicos e não garantem desenvolvimento econômico. Já sua escassez polariza a sociedade, fazendo com que os índices de desigualdade fiquem nas alturas. Conservadorismo demais não abre espaço para a diversidade humana. Excesso de liberdade desmoraliza a sociedade, hierarquicamente falando. Liberal demais é direita extrema. Inclusão demais é esquerda. Iniciativa privada forte é capitalismo. Rico pagando imposto alto, estatismo.

Portanto, o lance não é ser direita ou esquerda, estar em cima ou em baixo. É estar no centro, buscando favorecer o país com as melhores ideias de cada lado. Foi assim que países como Japão, Alemanha, Suécia, Noruega, Finlândia, Canadá, etc., se desenvolveram e hoje são potências mundiais na economia, na inclusão social, na representatividade política e nos baixíssimos índices de desigualdade.

Ok, nossos políticos não compreendem isso. Mas se você compreender, hoje, agora, talvez no futuro teremos um desenvolvimento humano palpável para oferecer às futuras gerações.

Charles Tôrres • Belo Horizonte • 2016
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