quinta-feira, 6 de outubro de 2016

BELO HORIZONTE CLAMA POR DESENVOLVIMENTO


A chuvosa Belo Horizonte... uma cidade gigantesca, situada entre 50 as maiores metrópoles do mundo, maior que Berlim, Singapura, Atlanta e Barcelona e no mesmo patamar que Miami, Washington, Toronto e Frankfurt. Pronto, as equivalências param por aí. Enquanto as referidas cidades discutem, por exemplo, onde será construída a 23ª linha de metrô e como melhorar a taxa de natalidade entre os habitantes, Belo Horizonte ainda tem sérios problemas estruturais básicos para enfrentar.

A cidade não tem metrô. Se pra mineiro tudo é "trem", esqueceram de dar o nome certo ao nosso sistema ferroviário urbano, que com uma única linha de 28km, atende 5% da população. Além disso, sofre sensivelmente com os efeitos da crise político-econômica, com criminalidade em alta, desemprego em alta, empreendedorismo em baixa e falta de boa vontade política para avançar.

Chegamos ao século XXI parados no tempo, em todas as esferas do desenvolvimento humano e urbano. O entrave político bloqueia a saúde da gestão e o estímulo de entrada de recursos na cidade, fazendo com que não tenhamos assistência necessária para atender as necessidades básicas da população.

Uma cidade polarizada, regida por gestores incapacitados e inábeis, com duas correntes políticas que não chegam a um consenso, resultando em embaraços administrativos que bloqueiam as boas propostas. Uma metrópole que produz excelente mão de obra, mas não oferece bons empregos, fazendo com que nossos jovens precisem procurar trabalho em outras praças. E como tal situação é generalizada no Brasil, o destino acaba sendo o estrangeiro.

E olha que estamos lidando com a terceira maior e mais rica metrópole do país, a segunda região industrial, quarto principal complexo aeroportuário, a cidade com o melhor acesso à rede de esgoto do país, o segundo maior complexo cultural da América Latina; dentre outros superlativos.

E, para piorar a situação, BH está prestes a receber na prefeitura um gestor sem carisma, sem veia empreendedorística e sem know-how administrativo (independente de quem ganhar o segundo turno). Um completo obscurantismo político para os próximos 4 anos; e dadas circunstâncias financeiras, duvido que algo mude pra melhor na cidade ao longo desse período.

Não estou sendo pessimista com relação à cidade. Quem me acompanha sabe que sou apaixonado por Belo Horizonte. Mas é fato BH estagnou e precisa, urgentemente, de planos de desenvolvimento e investimento nos setores estruturais básicos. 

E, por isso, a população tem que cobrar! Tem que ir às ruas! Não apenas pra xingar político e pedir aumento de salário em seu setor, mas para cobrar pela cidade, pelo coletivo, pedir prestação de contas, cobrar pelo cumprimento das promessas. Ainda que rejeitado pela população (talvez em função sigla política que carrega), atual prefeito de São Paulo em quatro anos cumpriu com 95 das suas 100 metas de governo. Já o nosso atual prefeito, em oito, cumpriu apenas 50% das metas.

Não estou sendo partidário, tudo o que exponho aqui são fatos. BH precisa avançar, e o povo precisa pensar mais no coletivo, ir à luta, assistir às sessões plenárias, ficar por dentro do que está acontecendo. E não apenas ficar no eterno (e boçal) debate sobre o partido X ou Y. Cobre do vereador da sua região que foi eleito. Exija dele prestação de contas sobre suas atividades políticas.

Vamos parar de reclamar de político e ficar 4 anos de braços cruzados. Belo Horizonte não precisa ir pra esquerda ou pra direita. Precisa ir pra frente!

Charles Tôrres • Belo Horizonte, Brasil • 2016
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