sábado, 31 de maio de 2014

ARRAIÁ DE BELÔ


Já é de senso geral que Belo Horizonte é uma das principais capitais culturais do Brasil. A prova disso são nossos colossais eventos festeiros, mesmo quando a comemoração não faz parte necessariamente de nossa cultura típica. Acomodamos, anualmente, o maior festival de Jazz da América Latina, mesmo sendo esse estilo originário dos Estados Unidos. Temos o maior festival de axé do país, ainda que não somos berço deste gênero. Já tivemos os maiores festivais de pop rock do Brasil também, mesmo não sendo o leito de grandes bandas desse estilo musical. Apesar de ser uma comemoração tipicamente nordestina, o Arraiá de Belô é uma das maiores e mais conhecidas festas juninas do país, perdendo apenas para a Festa Junina de Campina Grande. O Arraiá de Belô acontece há 36 anos; e já consta no calendário oficial da cidade, sendo uma das principais manifestações culturais que remetem aos costumes interioranos tradicionais de Minas Gerais. A abertura da festança fica a cargo do Desfile de Carroças, evento que reuniu milhares de foliões no Hipercentro hoje a tarde. Assim como o desfile das escolas de samba do Rio, no Desfile de Carroças são avaliados itens como: ornamentação da carroça, animação dos integrantes, trajes típicos e desenvoltura. E que desenvoltura! Todos os participantes estavam animados como nunca, algo que jamais vi em outra festa do gênero. A Avenida Afonso Pena ficou tomada por cores, movimentos e muita alegria no início da tarde desse sábado, apenas evidenciando a já conhecida animação mineira para todo tipo de festividade.

Tenham uma ótima noite!

sexta-feira, 30 de maio de 2014

FRIO ANALÓGICO II


Hoje o frio intenso pegou os belo-horizontinos desavisados. A cidade amanheceu sob espessas nuvens, submersa em ares gélidos. Logo cedo já fazia 11º, segundo os marcadores de temperatura na Cidade Industrial. Já no Centro a temperatura máxima registrada foi de 21º, mas como ventava muito, acredito que a sensação térmica hoje não passou de 18º. Friozinho bom e sugestivo, inspirando passeios fotográficos, boas companhias, bons cafés e bons vinhos. Estimulando cliques analógicos. Ou melhor, cloques (!), já que o som do disparo da imensa Pentax 6x7 mais se assemelha a uma porta batendo que o clique de uma câmera convencional. E conforme a noite vem adentrando, o frio vai se intensificando; e eu vou ficando por aqui, pois quero  passar a noite curtindo com minha esposa esse clima pra lá de gostoso...

Tenham um excelente fim de semana!

quinta-feira, 29 de maio de 2014

CÂNION DA SÃO JOSÉ


A Igreja São José (canto inferior direito) é um dos mais icônicos exemplares arquitetônicos do Hipercentro de BH. O edifício é um dos destaques da arquitetura manuelina em Belo Horizonte, e está localizada em frente à Avenida Afonso Pena, na confluência entre ruas Espirito Santo e Tamóios, no Hipercentro da cidade. O templo foi inaugurado em 1910 e era o edifício mais alto da urbe nesse período, época em que ainda distinguia-se ares interioranos na capital mineira, com seus parcos 30 mil habitantes. Hoje a paróquia se destaca por entre edifícios modernistas que formam uma espécie de cânion de concreto, no coração financeiro da metrópole. 

Tenham uma ótima noite!

quarta-feira, 28 de maio de 2014

CAMILO BERNALES & ALDO MIRANDA


Oriundos de diversas partes do Brasil e do mundo, os artistas de rua de Belo Horizonte atuam tradicionalmente nos cenários urbanos, como praças, ruas, avenidas, passarelas, faixas de pedestres, ônibus e vagões de trens do metrô; entretendo pedestres, motoristas e comerciantes que passam ou vivem em determinada região. Hoje, indo ao Hipercentro de metrô, eu e minha esposa, Lígia, fomos presenteados com uma belíssima canção andina, tocada por Camilo Bernales e Aldo Miranda, ambos músicos chilenos, de Santiago, cidadãos de BH há cerca de um ano. A entrosadíssima dupla toca seus instrumentos de forma tão intensa e orgânica que nos faz sentir nos países castelhanos, já na primeira palhetada ao violão. Engajados, o duo toca em um grupo musical latino que se chama Tempero Son Cubano, cujo foco é a percussão. Conheçam o trabalho deles em: www.facebook.com/tempero.soncubano.

Tenham uma excelente noite!

terça-feira, 27 de maio de 2014

RED SCALE


Nessa época do ano é muito comum vermos o avermelhar repentino do céu durante o crepúsculo. São metamorfoses visuais que duram parcos minutos, mas que nos enchem de encanto ao presenciá-las. Se não estamos com nossas câmeras sempre a postos, perdemos maravilhosos registros dessa atmosfera sobre nossa cidade.

Tenham uma ótima noite!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

FREEDOM 6x7


Hoje, durante a apresentação dos temas dos projetos dos alunos do nosso Curso Completo de Fotografia, dentre diversas ideias interessantíssimas, uma aluna disse que gostaria fotografar a liberdade. Como registrar a sensação de liberdade? Bom, achei a questão pra lá de instigante. Cada um declara a liberdade de uma forma diferente. Eu, como já disse centenas de vezes aqui no BH - Uma Foto Por Dia, vejo a liberdade no céu, no bailar das nuvens, nos rajados atmosféricos. Sinto-me voar por entre os cumulus, nadar junto aos cirrus. Isso sem sair um centímetro sequer do chão. Basta empunhar minha gigantesca Pentax 6x7 e escutar seu som encorpado, seu click que mais se assemelha a um clock, apontando sua lente para imensa abóboda celeste nossa de cada dia, registrando as belas paisagens que só Belo Horizonte tem a nos oferecer.

Tenham uma excelente noite!

domingo, 25 de maio de 2014

PENTAX 6x7


Eis minha primeira experiência bem sucedida com filme de médio formato. Para quem não sabe, os filmes de médio formato eram similares às nossas câmeras com grandes mega-pixes, na época da fotografia analógica. Sim, porque o reduzido filme 35mm (que tem aproximadamente 3,5cm por 2,4) não garantiam uma boa qualidade de ampliação. Os filmes de médio formato possuem 6cm de altura, garantindo ampliações gigantescas, pois preservam mais informações na imagem, graças às suas dimensões. A largura dele varia de câmera pra câmera. No caso, cada pose do filme usado para a fotografia acima possui 6x7 centímetros, produzida com o auxílio da célebre Pentax 6x7, cujo lançamento se deu em 1969. É uma câmera diferente, cujas dimensões e peso ultrapassam o tamanho de qualquer câmera avançada dos dias de hoje (vejam foto). Tudo nela é diferente! A forma de segurar, o número de poses que ela garante no filme, o preço do filme e da revelação. Apesar disso, é uma câmera única! É uma forma diferente de se fotografar. Se o famoso filme de 35mm já nos deixa mais meticulosos ao escolher uma boa cena, com a Pentax 6x7 ficamos ainda mais cautelosos e exigentes. Uma professora de fotografia por si só...

Tenham uma ótima noite e até amanhã!

domingo, 18 de maio de 2014

BARAFUNDA CITADINA


Sob a ótica da minha fiel Nikon FE, fabricada em 1978 e de origens nipônicas, faço registros urbanos francos e despretensiosos. Me agrado pelo desordenado criterioso, ou seja, aquela bagunça citadina proposital; traços desalinhados que ministram um sistema categórico e funcional. É o tal "certo por linhas tortas", mas eu trocaria o criador pela criatura. Apesar de sintético, eu vejo muita humanidade nisso. Fruto de nossas mãos... de nossos objetivos. Cantiga funcional e visual, apologia ao materialismo dos sonhos, onde, nos escombros naturais, recriamos a poesia criativa. Betão espesso, palpável, tangível, direcionado e eficaz.

Boa noite a todos!

sábado, 17 de maio de 2014

AORTA URBANA


Podendo ser considerada como se fosse uma artéria aorta urbana, fazendo um paralelo da cidade com o corpo humano, a Avenida Antônio Carlos é uma das principais vias de Belo Horizonte. Não chega a ser muito extensa (seu conjunto viário se soma à via Pedro I, formando uma avenida só com aproximadamente 15km de extensão), mas rasga a metrópole em seu miolo geocêntrico, ligando a Região Central a importantes locais e regiões, como a Pampulha, Venda Nova, Regional Norte e a Universidade Federal de Minas Gerias. Larga - como convém a uma aorta - em alguns trechos a via conta com 14 faixas de rolamento, sendo 4 deles destinados ao MOVE - BRT, como podem ver as estações no miolo central da busway. Nos demais trechos ela varia entre 10 e 12 faixas. Dada sua responsabilidade, é uma das vias que mais recebem reformas na cidade, variando entre ampliações, viadutos e trincheiras.

Tenham um excelente domingo!

sexta-feira, 16 de maio de 2014

MAZELAS DO POVO



Toda cidade esconde seus segredos, suas mazelas, delírios e confissões. As metrópoles possuem seus esgotos, abarrotados de restos históricos, alimentados de recessos. Esgotos imundos, cheios de bifurcações, que ora levam nossos excessos aos rios limpos e mares, ora levam à outros esgotos ainda mais sujos. Cruzamentos semelhantes aos das ruas ou avenidas, que contam com interseções que costumam me colocar em profunda reflexão. Ali, naquele ponto, você tem várias opções de caminho a seguir. Caminhos bons, caminhos ruins. Costumo pensar nas divergências que a vida nos impõe. No descrédito que temos com as nas bifurcações da vida. Costumamos já ter em mente qual percorrer... ou estar predestinados a seguir determinado percurso. Mas já parou pra pensar que, ali, você está num ponto o qual costuma ter três, quatro ou mais destinos distintos? Nunca se perguntou onde daria cada uma daquelas vias que ali se intersectam? A vida costuma nos pregar peças parecidas. Te coloca em situações em que você pode escolher pegar o caminho mais fácil e confortável, o qual você já está acostumado e sabe onde vai dar. Conhece cada centímetro daquilo ali. Parece bom... mas é fastio! O cidadão urbano moderno é criado para percorrer caminhos já exaustivamente seguidos pelos outros, como se aquilo ali fosse o sinônimo do sucesso. Raramente paramos num cruzamento para analisar onde cada um daqueles caminhos podem nos dar e quais surpresas nos esperam no final de cada percurso. Essas encruzilhadas ferem, instigam, deprimem e/ou excitam as almas mais inquietas. Na Região Central de Belo Horizonte todas as interceptações entre avenidas recebem o nome de praças. Praça da Savassi, Praça Sete, Praça Tiradentes, Praça do ABC, Praça da Bandeira, dentre muitas outras. Essas praças nada mais são que avenidas que se fundem, mesmo por um breve momento, para depois cada uma seguir novamente para onde foram predestinadas. Numa praça um cidadão faz uma pausa, senta-se, relaxa, reflete sobre sua vida para depois continuar seguindo. Poética a forma que a capital mineira distingue seus cruzamentos entre vias.


Tenham uma excelente noite!

quinta-feira, 15 de maio de 2014

POR DO SOL NO CAIÇARA


Um belíssimo adormecer do nosso grande astro sobre o Bairro Caiçara, na Região Noroeste de BH.

Tenham uma ótima noite!

quarta-feira, 14 de maio de 2014

MAIO E JUNHO


E o meio do ano vem chegando com tudo em Belo Horizonte! O friozinho típico e inspirador paira sobre a Grande Metrópole Mineira, sugestionando bons cafés, bons vinhos, pães de queijo quentinhos, música de qualidade e boas companhias. Época boa para ficar em casa, debaixo das cobertas, curtindo o aconchego... ou para sair de casa e curtir tudo que a cidade está nos oferecendo. Em maio e junho, BH receberá grandes eventos, exposições e shows, além da bola rolando dentro do Mineirão, com a possibilidade de sermos a única cidade a receber dois jogos exclusivíssimos da Seleção Brasileira, caso ela passe da primeira fase. Além da copa, teremos a exposição oficial do Sebastião Salgado no Palácio das Artes; uma exposição sobre o Barroco Italiano e Mineiro na Casa Fiat de Cultura; teremos também o FIT-BH (Festival Internacional de Teatro de Palco e Rua), o maior festival de teatro da América do Sul;, uma exposição indígena no Centro de Arte Popular Cemig; exposição de Moda no Memorial Minas Gerais Vale; artes e fotojornalismo no CCBB; Festival de Cinema de Futebol no Cine Belas Artes; dois grandes festivais de jazz na Savassi... além de shows de artistas e bandas, como João Bosco, Aldir Blanc, Vanessa da Mata, Arnaldo Cohen, Adriana Calcanhotto, Zé Renato, Maria Rita, Humberto Gessinger, Roupa Nova, Ney Matogrosso, Milton Nascimento, Criolo, Coral Lírico de Minas Gerais e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. BH, como sempre, batendo um bolão e se firmando cada vez mais como a Capital Cultural do Brasil.

Tenham uma ótima noite!

terça-feira, 13 de maio de 2014

A GRANDE URBE DO BONFIM


Falar sobre cemitérios pode deixar muita gente de cabelo em pé. Tem gente que não gosta nem de passar perto de um. Mas é fato que o cemitério acima não é qualquer necrópole. Inaugurado em 08 de fevereiro de 1897, o Cemitério do Bonfim é mais antigo que a própria Belo Horizonte, sendo o principal cemitério da cidade até o início da década de 1940. Hoje a Grande BH possui outros grandes necrópoles, como o Cemitério Israelita, o Cemitério da Saudade, o Cemitério da Paz, Parque da Colina, Parque Renascer, Bosque da Esperança, dentre muitos outros; mas o Cemitério do Bonfim é, de longe, o mais icônico de todos. Muitos dizem que ele se assemelha com o famoso Cemitério Recoleta, em Buenos Aires, por conta dos seus túmulos e mausoléus enormes e muito bem adornados. O Cemitério do Bonfim situa-se no bairro homônimo, na Região Noroeste de BH, e é fonte de pesquisa e estudo de profissionais ligados a várias áreas das ciências e das artes, devido ao seu majestoso acervo histórico, caracterizado por esculturas decorativas de seus jazigos. Sempre fui um grande apreciador de arquitetura e sempre gostei de estudar sobre os estilos arquitetônicos da história da humanidade. Mas eu nunca imaginei que tais estilos são empregados inclusive em túmulos. Sim, túmulos! Encontrei representantes arquitetônicos de diversos estilos, do neoclássico ao art-déco, do modernismo ao contemporâneo. Os túmulos modernistas são os mais interessantes. Mas, independente da classificação em que ele se encontra, todos os túmulos e mausoléus do cemitério são acompanhados de esculturas belíssimas. Algumas delas enormes, especialmente de ex-presidentes e tradicionais famílias mineiras. Lá eu pude conferir nomes ilustres, como Bias Fortes, Prudente de Morais, Silviano Brandão, Olegário Maciel, dentre outros. O clima do lugar é bem diferente da região que o circunda. Apesar de estar relativamente próximo à zona central da cidade (cerca de 2km), o "campo-santo" possui uma paz elevada em seu interior. Pode parecer incoerente, mas é muito bom estar no Cemitério do Bonfim! É um local que nos coloca em reflexão e meditação sobre a vida, sobre as pessoas... e sobre a própria morte! Cheguei lá as 16h e fiquei perambulando sozinho pelo enorme local por quase 2h, encontrando apenas uma senhora com uma bíblia nas mãos fazendo uma oração para os finados. As 17h45 já estava completamente escuro e frio; e, ainda assim, a paz do lugar permanecia. Não senti medo em momento algum (até porquê, não acredito em espíritos...). Ao sair, tive vontade de continuar ali, contemplando aquela paz e apreciando a vista maravilhosa que o cemitério nos proporciona. Durante a semana postarei mais fotografias que fiz por lá.

Tenham uma ótima noite!

sexta-feira, 9 de maio de 2014

ESCADARIA DO MEMORIAL


O Memorial Minas Gerais - Vale é lindo! É um dos espaços culturais mais icônicos do Circuito Cultural da Praça da Liberdade, como eu já disse aqui inúmeras vezes, pois nos traz uma forma singular de entrar em contato com as nossas próprias tradições e culturas. Diferente dos museus tradicionais, o espaço visa criar uma aproximação entre o espectador e a mostra, contando com cenários reais e virtuais em todos os ambientes. Tudo lá remete à Minas Gerais! As músicas de fundo são de compositores mineiros. As exposições, também. Algumas mostras são permanentes e contam com nomes de autores ilustres, como Lygia Clark, Sebastião Salgado, Carlos Drummond de Andrade e Guimarães Rosa. Em seus 3 pavimentos dividem-se 31 espaços, dentre eles uma midiateca, um café, uma casa de ópera, um panteão de referência à política mineira, um espaço fazenda, um maquetário, uma sala que promove o Modernismo Mineiro; dentre outros. Fundado em 1897, o edifício que hoje acomoda o memorial, em outrora, abrigava a Secretaria do Estado da Fazenda de Minas Gerais, sendo um marco arquitetônico de Belo Horizonte, pois, além de sua arquitetura esplendorosa, é o local onde foi lançada a pedra fundamental da cidade. Vale a visita!

Tenham um ótimo fim de semana!

quinta-feira, 8 de maio de 2014

SKY LOUNGE


Localizada em um dos pontos mais altos da metrópole, a Torre Alta Vila é um ícone da Grande Belo Horizonte. Possui pouco mais de 100 metros de altura, garantindo uma visão espetacular da cidade, especialmente das regiões Sul e Oeste. Possui iluminação diferenciada, desenvolvida exclusivamente para ela. Se situa no mais novo complexo empresarial da cidade, rodeada de edifícios corporativos, faculdades, hospitais, shoppings e condomínios residenciais verticais de alto luxo; a cerca de 10 quilômetros do centro da capital, .

Tenham uma excelente noite!

quarta-feira, 7 de maio de 2014

SION


O nobre e tradicional Sion, localizado na Zona Sul de Belo Horizonte, revela-se como um dos mais densos bairros da cidade. Ele é dotado de ótima infraestrutura comercial, além de prestigiadas escolas, parques e praças. Situando-se ao lado da badalada Savassi, o Sion recebeu parte do perfil agitado da vizinha, se transformando em um novo point gastronômico da metrópole, especialmente por conta dos excelentes restaurantes e bares da rua Pium-Í, no coração do bairro. Seu nome se deve ao Colégio Santa Dorotéia (o qual foi uma das primeiras construções da região), que em outrora, se chamava Colégio Sion, sendo um núcleo educacional voltado apenas às garotas. A título de curiosidade, a grande maioria das praças e ruas do bairro recebem nomes de países e cidades latino-americanos, como Montevidéu, Uruguai, Assunção, Venezuela, Valparaíso, etc.

Tenham uma excelente noite!

terça-feira, 6 de maio de 2014

TORRES DO ITAÚ POWER


Situada em uma área onde se aglomeram grandes indústrias, a antiga fábrica de cimento Itaú Portland foi uma das principais fábricas do polo industrial da Grande BH durante quase 60 anos. Ela se instalou no bairro Cidade Industrial, no município de Contagem, em 1941, e encerrou suas atividades em 1988, por conta de protestos da população contra a poluição excessiva que ela gerava. Principal fornecedora de cimento para a construção de Brasília, a indústria abrigava um cinema, onde, além de filmes, eram exibidos shows e peças de teatro produzidas pelos próprios funcionários. A Itaú Portland era a única fabrica de cimento no mundo que não estava localizada perto de uma jazida de calcário, recebendo a matéria prima através de um teleférico de aproximadamente 30km de comprimento, o qual ligava a fábrica à pedreira de Carrancas, em São José da Lapa - também na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Com a demolição da referida indústria, optaram por manter as quatro torres-chaminés, cujo comprimento da maior delas é 60 metros de altura (mesmo tamanho de um edifício de aproximadamente 22 andares), para compor o visual de um grande centro varejista que seria construído em 1998, o Itaú Power. Icônicas, elas se transformaram em um símbolo do poderio industrial da região, levando a prefeitura de Contagem a incluir na bandeira oficial do município o desenho de uma das torres em seu escudo. Hoje as torres pertencem ao Itaú Power Center, que é o terceiro maior centro de compras do Brasil; e o maior de Minas Gerais. Ele é cercado por grandes avenidas, como a Rodovia Fernão Dias, a Via Expressa, a Babita Camargos e a David Sarnoff. O empreendimento reúne em seu espaço o Wall Mart, Sam's Club, Leroy Merlin e um shopping center, o Itaú Power Shopping.

Tenham uma ótima noite!
MEMORIAL MINAS GERAIS - VALE


O Memorial Minas Gerais - Vale é um dos espaços culturais mais icônicos do Circuito Cultural da Praça da Liberdade, pois nos traz uma forma singular de entrar em contato com as nossas próprias tradições e culturas. Diferente dos museus tradicionais, o espaço visa criar uma aproximação entre o espectador e a mostra, contando com cenários reais e virtuais em todos os ambientes. Tudo lá remete à Minas Gerais! As músicas de fundo são de compositores mineiros. As exposições, também. Algumas mostras são permanentes e contam com nomes de autores ilustres, como Lygia Clark, Sebastião Salgado, Carlos Drummond de Andrade e Guimarães Rosa. Em seus 3 pavimentos dividem-se 31 espaços, dentre eles uma midiateca, um café, uma casa de ópera, um panteão de referência à política mineira, um espaço fazenda, um maquetário, uma sala que promove o Modernismo Mineiro; dentre outros. Fundado em 1897, o edifício que hoje acomoda o memorial, em outrora, abrigava a Secretaria do Estado da Fazenda de Minas Gerais, sendo um marco arquitetônico de Belo Horizonte, pois, além de sua arquitetura esplendorosa, é o local onde foi lançada a pedra fundamental da cidade. Vale a visita!

Tenham uma ótima semana.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

METROPOLIS LOUNGE


Ele evoca nos ouvintes a sensação do sublime, do intenso. Ele irradia dissonantes e multiculturalidades, emanando a sensação do fogo que arde sem se ver, da ferida que dói e não se sente. Nobre por natureza, noturno por opção e cosmopolita por vocação, ele ignora cerimônias, cintilando e perpetuando a sentença selvagem e elegante dos ouvintes. Com notas improvisadas numa plataforma polirrítmica e síncopa, esse é o lounge, um estilo musical nascido no jazz, mas recentemente emancipado, graças à sua identidade própria, consistente, sólida e irreverente. Tem um pouco de soul, de funk e de bossa. Estilo de ritmos variados e acordes audaciosos. Ora é pão de queijo com café, ora vinho e canapé, mas não dispensa a boa companhia. 

Até amanhã!

sábado, 3 de maio de 2014

SÁBADO A NOITE


Todo mundo espera alguma coisa de um sábado a noite! Parafraseando a banda carioca Cidade Negra, eis que chega a noite de um tumultuado sábado na metrópole mineira. Dentre manifestações, protestos, exposições, festas e shows, BH teve um dia como se fosse dia útil. Bom, inútil não foi. Hoje fomos com nossas turmas do Curso Completo de Fotografia do Estúdio Metrópole ao Memorial Minas Gerais - Vale, para visitar as exposições dos fotógrafos mineiros Carlos Guilherme e Sebastião Salgado. Belíssimas mostras! A do Sebastião Salgado é permanente, mostrando as principais obras da sua carreira. Aliás, a exposição oficial Genesis, de Sebastião Salgado, ficará exposta no Palácio das Artes a partir do dia 29 deste mês até o final de agosto. Serão 245 fotografias em formatos 50 x 60 cm, 60 x 90 cm e 90 x 123 cm. Aos apreciadores do maior fotógrafo brasileiro de todos os tempos; e um dos maiores do planeta, vale uma visita. Enquanto isso, vamos curtir o fim de semana, pois, sem sair do ritmo, a cidade terá o sábado que merece. Como costumo dizer, sábado a noite, enquanto os pães de queijo adormecem, as pimentas vão pra folia. 

Tenham uma excelente noite!

sexta-feira, 2 de maio de 2014

ENTER THE MATRIX


Mais uma experiência na chapa de filme bem sucedida! Essa aí é a vista que temos quando nos posicionamos dentro dos elevadores para carros nos edifícios-garagem que temos no Centro de Belo Horizonte. O aspecto da imagem me remete ao filme Matrix, dirigido pelos icônicos irmãos Wachowski. Matrix mostra uma situação onde a nossa realidade não passa de um programa de computador. Uma forma de mostrar por entre linhas que vivemos dentro de uma caixinha, programados pelo sistema a fazer o que já se foi feito, a viver a vida já vivida de outros cidadãos como se aquilo fosse sinônimo de sucesso. São várias as leituras filosóficas sobre o filme, o qual garante bastante aprofundamento ideológico e teórico. Outro dia, dando aula sobre Regra dos Terços para os meus alunos do Curso de Fotografia do Estúdio Metrópole, devaneei sobre o assunto; sobre a relação da Matrix com os princípios da Regra dos Terços, que não é nada mais que uma matriz esquemática de enquadramento. A Sequência de Fibonacci dá origem ao número áureo da matemática, ao gráfico que gera essa matriz... e faz parte de toda a natureza do crescimento biológico, seja o desenvolvimento dos ossos ou o crescimento das colmeias. O mais interessante é fazer o paralelo disso com o filme. Matrizes são estruturas matemáticas organizadas na forma de tabela com linhas e colunas. A Regra dos Terços é representada na forma de uma matriz; e está ligada à natureza do crescimento de toda ordem natural no universo. Curioso isso, não? Teoricamente, não estamos inseridos na Matrix que o filme propõe... mas toda a natureza do crescimento universal é relacionada à uma regra matemática que resulta em uma matriz geométrica. Querendo ou não, estamos dentro da caixinha. O próprio fato de queremos não estar dentro dela, nos faz ainda mais inseridos, pois somos a contracultura, a força reacionária resultante de qualquer tipo de ação. Variações sobre o mesmo tom.

Boa noite a todos!

quinta-feira, 1 de maio de 2014

RIDERS ON THE STORM


A cidade é um cerne, o miolo da colmeia humana. No cair da carga d'água, parei sob a marquise de uma galeria, entreposto pelos pilares de um certo edifício histórico. Observei a urbe e toquei-me em diante, caminhando sob a tempestade. Pus-me a meditar sobre o que via. Cidadãos afadigados, perambulantes e aflitos, vítimas do acaso, mas crentes no transcendente físico. Deus? Jovens e velhos, ansiosos pelos feriados e fins de semana, abalroados pela cultura de massa, a qual os faz acreditar que os fins são os meios. Somos detentores de limitado período de vida, e ainda assim, nos arrastamos em prol de um simples pedaço de chão, um pedaço de pão e uma certa ostentação. E não adianta falarmos de visão de vida, atitudes diligentes e pensamentos progressistas. Sempre querem viver o fulano way of life. Originalidade é para poucos. Daí chegamos a conclusão que as pessoas sofrem de extrema falta de conteúdo. E não adianta discutir, pois julgam os ousados de irresponsáveis. Nem costumam dialogar sobre, o que não passa de uma atitude apática. Receio à discussão é recalque de passivo. Por isso eu digo: saber transpor a cidade e o ser humano é uma virtude que vai muito além do alarido filosófico. Quando estimulamos isso, estamos nos permitindo seguir o fluxo de modo não encontrar barreiras na vicissitude da vida. Essencial para pessoas que buscam algo além do convencional. Fé na tábua!

Tenham uma ótima sexta-feira.

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