terça-feira, 29 de janeiro de 2013

TWO BUSSES IN A SMALL GARAGE


Seria uma cena comum se não fossem os dois ônibus azuis dividindo o reduzido espaço em uma garagem residencial padrão. Por achar o fato curioso, julguei merecer um espaço aqui no blog. O bairro é o Nova Vista, e fica na divisa entre o município de BH e o de Sabará.

Tenham uma ótima noite!

domingo, 27 de janeiro de 2013

GÓTICO


Inaugurado em 1914, o edifício que acomoda hoje o Centro de Cultura Belo Horizonte é um marco na história da arquitetura na cidade. O prédio neogótico, em estilo manuelino, se destaca por entre os arranha-céus da região central da metrópole, tamanha sua  imponência e magnitude. Em seus quase cem anos de vida, acomodou importantes órgãos históricos e culturais, como o Conselho Deliberativo Municipal; uma Biblioteca Pública; a primeira rádio da cidade (a Rádio Mineira); a Escola de Arquitetura da UFMG; a Câmara Municipal; e por último, o Museu de Mineralogia, o qual hoje se encontra na Praça da Liberdade. Atualmente, como já foi dito, ele sedia um centro cultural, cujas acomodações são dotadas de biblioteca (a qual possui acervo enfocado em obras sobre artes, cultura e humanidades); hemeroteca (coleção de jornais e revistas); salão de leitura; galeria para exposições; auditório; terminais de computador com acesso gratuito à internet; dentre outras conveniências. Lá são executados diariamente debates temáticos, exposições artísticas e mostras de audiovisual. Sem dúvida um dos mais interessantes edifícios históricos de Belo Horizonte; tanto pelo seu conteúdo, quanto pelo seu patrimônio arquitetônico.

Tenham uma ótima semana!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

RECEITA



Para reproduzirmos a receita de grandiosas cidades, precisamos de temperos cuidadosamente selecionados:

O Fermento -
Essa é a substância principal, pois é ela quem faz a cidade crescer, progredir e ficar bonita, vistosa. O fermento que usamos em grandes cidades são as pessoas. Gente com forte tradição cultural... cidadãos convictos e trabalhadores.

A Massa -
O item que dá volume à nossa cidade é o concreto. Se bem empregado pelo fermento, ele garante uma urbe esbelta, moderna e dinâmica.

O Tempero -
Desde a antiguidade, buscamos os melhores temperos nas mais diversas matas. E são elas os principais condimentos que usamos nas bem sucedidas metrópoles... os parques e as praças! Nas cidades, não precisamos ter medo de exagerar no tempero, pois, do contrário das outras receitas, quanto mais condimentado, melhor!

O Forno -
Para cozermos uma cidade, temos que ter o clima ideal, para não estressarmos nosso fermento. Por isso, a localização da cidade tem que ser privilegiada, em uma área não muito quente, não muito fria, relativamente úmida, com brisas agradáveis o ano todo.

Pronto! Seguindo a receita direitinho, não tem erro. A propósito, essa é a receita de Belo Horizonte, uma das mais bem acertadas receitas de cidades que existem.

Tenham uma ótima noite!

domingo, 20 de janeiro de 2013


PALÁCIO TIRADENTES


Localizado no complexo da Cidade Administrativa de Minas Gerais, às margens da Via Expressa Linha Verde, na Região Norte de BH, o Palácio Tiradentes é a sede oficial do Governo de Minas, e leva o título de maior edifício de concreto suspenso do planeta, rótulo que anteriormente pertenceu ao Museu de Arte de São Paulo. Inaugurado em 2010, junto com os edifícios Minas e Gerais, não mostrados na fotografia, foi uma das últimas grandes obras do arquiteto Oscar Niemeyer, e se tornou o marco do desenvolvimento acelerado que o Vetor Norte da Grande BH tem sofrido nos últimos anos.

Tenham uma excelente semana!

sábado, 19 de janeiro de 2013

KRAFTWERK



A Região Metropolitana de Belo Horizonte abriga o segundo maior parque industrial do Brasil. São centenas de indústrias espalhadas pela urbe, em especial as metalúrgicas e siderúrgicas, cujos capitais ditam o desempenho da economia na cidade e no estado. Minas Gerais é um dos estados mais ricos do país, e uma parte significativa deste fato se deve à intensa atividade mineral exercida em nossa unidade federativa. Líder no Brasil em sua área de atuação, a siderúrgica franco-alemã V&M - Vallourec & Mannesmann do Brasil (foto) é um dos complexos siderúrgicos mais modernos e bem equipados do mundo - e a principal siderúrgica em atuação na cidade. Situa-se na Regional Barreiro, no extremo sul geográfico da metrópole, ocupando uma área de aproximadamente três milhões de metros quadrados. Sua área é tão grande que, de carro, podemos percorrer quase 4km, do limite sul ao limite norte da "Mannesmann", como é conhecida na região devido ao seu nome de origem.

A fotografia foi conseguida com a ajuda do meu amigo fotógrafo Felipe Lemos. Infelizmente, por conta de uma pequena inconveniência ocorrida com os hostis seguranças da siderúrgica, não conseguimos capturar seu maior atrativo visual, que são as intensas labaredas azuis que saem das chaminés de seus fornos. 

Para quem não conhece, Kraftwerk é uma banda alemã nascida em 1970, considerada como umas das principais precursoras da música eletrônica atual. Seu nome significa "usina de energia", no idioma germânico.

Tenham um ótimo domingo!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

FORBIDDEN PASS


Que os vossos esforços desafiem as impossibilidades,
lembrai-vos de que as grandes coisas do homem foram
conquistadas do que parecia impossível.
--
Charles Chaplin

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

CONSTRUÇÃO


Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
--
Chico Buarque

terça-feira, 15 de janeiro de 2013


JOVEM SENHORA



Inaugurada em 1897 como sendo a primeira cidade planejada do país, Belo Horizonte não é uma urbe a qual possa ser chamada de 'antiga'. Mas também não é a mais moderna entre as cidades brasileiras. O que não é ruim, pois temos contato com uma arquitetura eclética e diversificada em um simples passeio pelas ruas da região central, na qual percebemos nitidamente os estilos se fundindo por entre quadras e quarteirões com perfeita plasticidade e volubilidade. BH nasceu e cresceu na melhor época para se desenvolver, pois tem exemplares de todos os principais movimentos arquitetônicos do séc. XX. Do manuelino ao barroco, do eclético ao neocolonial, do modernismo ao contemporâneo... distinguimos cada um deles, lado a lado, numa harmonia uniforme, como se tivessem sido brotados ali, sendo frutos da mesma semente. A metrópole possui uma mescla de estilos arquitetônicos que definem o caráter pluralista e cosmopolita da metrópole. Como eu já disse antes aqui no no blog, tal fato talvez queira nos transmitir o espírito flexível do cidadão mineiro; a forma como ele se renova conforme o tempo dita as regras. A terceira maior cidade do país se mostra por si só um curso de arquitetura ao ar livre... e seus habitantes, uma aula de delicadeza, caráter e hospitalidade.

Tenham um bom dia!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

ITAÚ POWER


Situado em uma área onde se aglomeram grandes indústrias, o Itaú Power é o terceiro maior centro de compras do Brasil; e o maior de Minas Gerais. O empreendimento reúne em seu espaço o Wall Mart, Sam's Club, Leroy Merlin e um shopping center. Ele se encontra no município de Contagem, na Grande BH, no mesmo local onde ficava a fábrica de cimento Itaú Portland, a principal fornecedora de concreto para a construção de Brasília. Com a demolição da referida indústria, optaram por manter as quatro torres-chaminés (construídas em 1946) para compor o visual do centro varejista, cujo desenho já virou símbolo do poderio industrial da região.

Tenham uma ótima noite!

domingo, 13 de janeiro de 2013

O FINO DO CHORO


Informal, urbano, público, oscilante... o choro é o estilo de rua mais desgarrado de promoção da auto-imagem que existe. Não importa a cor, a idade, a indumentária, o corte, a origem. Um típico chorão tem que preservar a essência do boêmio, sentar-se à uma mesa de bar com amigos e por-se a executar seu instrumento. Tido como a primeira expressão musical urbana nascida no Brasil, nas ruas cariocas, o choro resistiu à várias rebeldes gerações sem se prostituir. E foi nas vielas de Belo Horizonte que eu senti o teor urbano que o referido estilo musical transpira - curiosamente e simbolicamente, na rua que carrega o nome "Rio de Janeiro", no centro da cidade. Acompanhado de minha esposa, sentei-me à uma mesa de um conhecido bar local e nos colocamos a ouvir o power trio tupiniquim. "Capoeira me mandou, dizer que já chegou, chegou para lutar...", cantarolei Baden Powell junto às palhetadas do cavaquinista. Rolou também Chico, Vinícius e Paulinho Pedra Azul. Dentre dezenas de canções típicas, arriscaram Beatles e 14 Bis, para não nos esquecermos das nossas origens. Chopp do bom, batata da boa, música de qualidade e a melhor companhia que eu poderia ter ao meu lado, saí do local extasiado com a ótima tarde de sábado que vivenciei; e fiquei meditando sobre aquela atmosfera. Nos dias de hoje, o choro entrou para o grupo dos temáticos. Ou seja, criam uma casa temática, sobre Minas ou sobre o Rio, e contratam um grupo para executar chorinho, num ambiente artificial e planejado. São poucas as cidades no país que podem se dar o luxo de acomodar uma boa roda de chorinho autentico nas ruas de sua região central, como a que vi em BH. Logicamente, não foi a primeira vez que vivi o choro na cidade. Já fui pego de surpresa em livrarias, cafés, restaurantes, praças e bares da cidade, especialmente no Centro e na Savassi. O negócio não é sintético... é real! Existe um movimento, um fluxo, uma corrente abundante de executores e consumidores do choro brasileiro em Minas. Não temos movimentos postiços, ação para inglês ver. E isso, dentre outras milhares de coisas, que me encantam em Belo Horizonte. Cultura de verdade... nascida e criada aqui.

Tenham uma ótima semana!
Estúdio em construção!

Desculpem-me por deixar o blog sem postagens durante os três últimos dias. Além da correria comum por conta dos projetos habituais; eu e minha esposa estamos montando um estúdio fotográfico, o qual está nos tomando bastante tempo. Além disso, o temporal que assolou BH ontem deixou meu bairro sem energia elétrica por mais de seis horas, o que também me impossibilitou de postar.

Aguardem a foto de hoje e as novidades sobre o mais novo estúdio fotográfico de Belo Horizonte!

Abraços.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

DELGADA


"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."

--

do meu xará, Charles Chaplin

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

DEVANEIOS UTÓPICOS NO TOPO


É interessante a visão que temos do mundo quando estamos no topo. Não, não estou falando de situação social ou disposição hierárquica. Me refiro ao topo físico mesmo... tetos, terraços, mirantes e elevados andares de um edifício. Aqui em BH nós possuímos uma certa vantagem nesse quesito, pois, além dos inúmeros miradouros que hão na metrópole, proporcionados pela topografia acidentada, a cidade possui uma densidade absurda de prédios altos. Nesses locais, temos uma vista privilegiada dos arredores, a qual nos favorece um macro-panorama do nosso desalinhado e corruptível sistema. Do cume de um edifício, avistei, no momento da fotografia de hoje, avenidas rasgando a cidade com faixas de rolamento sendo desobedecidas... vi hippies na porta de uma igreja vendendo badulaques artesanais... vi um engravatado perdendo o que lhe restou de juízo por conta de uma discussão ao telefone... vi um vendedor de chips de uma operadora de celular se cansar de ficar em pé e sentar-se ao meio fio... vi um velho jogando damas com outro velho e uma multidão saindo de um curso de pré-vestibular, ignorando-os... vi motoristas fechando o cruzamento e obstruindo a passagem de outros motoristas... vi um palhaço no sinal pedindo esmolas... um rapaz dividindo um copo de café com a companheira... uma garota de cabelos roxos passeando com seu cão... um homem de chapéu panamá parado em uma esquina observando a rua... um cadeirante levando caixas em uma espécie de reboque acoplado em sua cadeira de rodas... enfim, eu vi de cima o que estamos acostumados a ver ao nível da rua. O curioso é que, além de fitar nosso cotidiano, no topo observamos também os topos. Sim, o alto inabitado das nossas colmeias. Conhecemos as ruas, fachadas e interiores, mas não conhecemos os terraços. Ganharíamos espaço se soubéssemos aproveitar nossos terraços com espaços de lazer ao ar livre. No Centro de Belo Horizonte, os edifícios novos fruem a posse de plataformas de heliponto ou terraços inclinados para a acomodação de placas de energia solar. Mas os antigos possuem coberturas vazias! Espaços que poderiam se tornar praças suspensas; largos de desfrute panorâmico. Além das belas vistas, ganharíamos espaço nas ruas e calçadas. Poderíamos ter passarelas suspensas entre as edificações para facilitar os acessos. Tudo à um custo ínfimo, que poderia ser reavido com a exploração comercial desses lugares, com cafés, restaurantes, lanchonetes... comércios que só ajudariam a enriquecer o apelo recreativo dos terraços. Bom, eu sei que é uma visão utópica, vide nossas autoridades engessadas e nada criativas... mas não custa sonhar! Afinal, já são 23h45' e eu já estou indo pra cama.

Boa noite à todos!

domingo, 6 de janeiro de 2013

LEGOLÂNDIA


Possuindo aproximadamente 33 mil habitantes, o Buritis é o segundo bairro mais populoso da cidade, além de ser polo comercial regional de uma área verticalizada que abrange mais de 130 mil moradores. Teve crescimento recorde por muitos anos e recebeu o título de maior canteiro de obras da America Latina no período. É uma zona nobre, com renda média per capta de R$11.498,82 e apartamentos cujos preços  podem ultrapassar os quatro milhões de reais. Dentre outras comodidades, dista apenas 11km do Centro e possui excelente infra-estrutura, com inúmeros supermercados, shoppings, cinemas, restaurantes, bares, choperias, creperias, pizzarias, lojas de roupas, padarias e drogarias. O distrito abriga também um dos mais prestigiados centros universitários do país, o Uni-BH, cujos projetos de extensão recebem destaque nas listas do MEC, além de possuir a melhor faculdade de matemática do Brasil. É um dos bairros mais densos da cidade, com edifícios de três à trinta andares. Costumo chamar o Buritis de Legolândia - e não preciso explicar o motivo. Aliás, uma informação à quem não conhece a cidade: a foto da capa do blog também retrata o Buritis, só que em outra região.

Tenham uma ótima semana!

sábado, 5 de janeiro de 2013

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

CAMISA 13


Termina a primeira das 52 sextas-feiras do ano. A cidade volta a funcionar normalmente após as festas e os cidadãos já demonstram um novo fôlego para encarar mais um ano de perspectivas. O transito esboçou os primeiros quilômetros de retenção comuns aos horários de pico e os baladeiros já entopem as vias da metrópole. É, meu... 2013 promete.

Tenham uma excelente noite!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O TREM QUE RASGA O LESTE


Quem frequenta ou mora na Zona Leste convive diariamente com o constante ir e vir dos trens que cortam a regional. São várias composições transitando pelas ferrovias praticamente o tempo todo. Não apenas na região leste, como em toda a metrópole, já que a Região Metropolitana de Belo Horizonte é o mais importante entroncamento ferroviário do país, pois as linhas que ferem as entranhas da urbe ligam todas as regiões do Brasil, de norte à sul e de leste à oeste. O fluxo constante se deve à grande massa industrial existente na cidade, especialmente em Contagem, Betim e no Barreiro. São trens que vão carregados de grãos, aço, ferro, alumínio e metais processados; além do comboio de passageiros que percorre a EFVM - Estrada de Ferro Vitória Minas, o qual sai diariamente da Estação Central em BH rumo à Cariacica, na Região Metropolitana de Vitória. Isso sem falar no Metrô, que conta com aproximadamente 30km de extensão e está prestes a ser ampliado. Como podem observar, o trem, que é um dos mais icônicos símbolos de Minas Gerais, não deixa de estar presente no dia-a-dia dos cidadãos da Grande BH.

Tenham uma ótima noite!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

PERSONAGEM DA SEMANA: O CALDEIRA DO CAFÉ




Para comemorar o início do ano e a volta da série "Personagens", eu e minha esposa fomos proferir uma das especialidades mineiras: tomar café comendo pão de queijo! E para tanto, recorremos ao tradicionalíssimo Café Nice, no Centro de Belo Horizonte, para degustar um delicioso café coado na hora e bater um papo com um dos proprietários do estabelecimento, o empresário Renato Moura Caldeira. Morador do bairro Floresta, o homem nasceu e cresceu na capital mineira; e junto com seus nove irmãos, viu a casa cafeeira fazer parte da história da cidade como nenhum outro local. Fundado em 1939, o Café Nice foi palco de discursos políticos e encontros que definiram o destino dos candidatos. Caldeira conta que em 1998 ele ofereceu um cafezinho ao Lula, então candidato à presidência do país. Como costumam fazer os pretendentes ao leito temporário no Palácio da Alvorada, Lula havia acabado de chegar de uma caminhada, a qual partia da Praça da Liberdade e terminava na Praça Sete. Cansado e acalorado, Lula recusou o café e pediu um suco de laranja. E o resultado das eleições naquele ano foi a derrota de Lula para Fernando Henrique Cardoso. Já em 2002 o ex-metalúrgico não exitou em aceitar o cafezinho... e todos já sabemos o resultado. Não deve ser atoa que o nome "Nice" significa "deusa da vitória" em grego. Superstições à parte, a casa continua funcionando em pleno vapor, como convém à uma autêntica cafeteira. Renato trabalha ali há 38 anos; e divide com seu irmão, Tadeu de Moura Caldeira, a administração do local. Ele conta que o lugar não apenas faz parte de sua vida, como é a sua própria vida, já que ele se dedica à loja desde os 17 anos de idade. Hoje, com 55, diz que já viu um pouco de tudo acontecer aos pés da loja; de afamadas campanhas políticas à protestos violentos, como os que ocorreram na época da privatização da Usiminas e a greve de pedreiros; dentre outros fatos. Mas é a fiel clientela que faz a o entusiasmo de Caldeira. São fregueses que frequentam o café diariamente, vindos de diversas regiões da cidade. Ele abre a casa inclusive aos domingos, para não contrariar o ritual tradicional diário dos seus leais clientes. Afinal, quem recusa um bom cafezinho, torrado, moído e coado na hora?

Tenham um ótima noite!



*Se você quer aprender mais sobre fotografia visite www.ocasaldafoto.com, que além de dicas sobre a área tem cursos online de fotografia com certificado!

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

2013


Enfim, um novo ano se inicia. E com isso, reorganizamos as esperanças, reformamos perspectivas, regeneramos as expectativas. Quando se inicia um novo ciclo de 365 dias, sentimos a necessidade de estimularmos nossas ambições e colocamos lenha em nossos projetos para fazer valer o clima de renovação das festas de Réveillon. A cada novo ano, temos a sensação de estarmos cozinhando novamente aquela velha receita que sempre achamos tê-la feito errada no passado; e agora teremos a chance de cozê-la novamente, adicionando novos ingredientes. É tempo de criarmos listas de metas para os dias que virão e bolarmos estratégias para não repetirmos os erros do passado. E se repetirmos, contamos com 2014 para tentarmos uma nova experiência. Sempre há tempo para o novo.

Tenham um ótimo ano!

Arquivo do blog