quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

PERSONAGEM DA SEMANA: O CALDEIRA DO CAFÉ




Para comemorar o início do ano e a volta da série "Personagens", eu e minha esposa fomos proferir uma das especialidades mineiras: tomar café comendo pão de queijo! E para tanto, recorremos ao tradicionalíssimo Café Nice, no Centro de Belo Horizonte, para degustar um delicioso café coado na hora e bater um papo com um dos proprietários do estabelecimento, o empresário Renato Moura Caldeira. Morador do bairro Floresta, o homem nasceu e cresceu na capital mineira; e junto com seus nove irmãos, viu a casa cafeeira fazer parte da história da cidade como nenhum outro local. Fundado em 1939, o Café Nice foi palco de discursos políticos e encontros que definiram o destino dos candidatos. Caldeira conta que em 1998 ele ofereceu um cafezinho ao Lula, então candidato à presidência do país. Como costumam fazer os pretendentes ao leito temporário no Palácio da Alvorada, Lula havia acabado de chegar de uma caminhada, a qual partia da Praça da Liberdade e terminava na Praça Sete. Cansado e acalorado, Lula recusou o café e pediu um suco de laranja. E o resultado das eleições naquele ano foi a derrota de Lula para Fernando Henrique Cardoso. Já em 2002 o ex-metalúrgico não exitou em aceitar o cafezinho... e todos já sabemos o resultado. Não deve ser atoa que o nome "Nice" significa "deusa da vitória" em grego. Superstições à parte, a casa continua funcionando em pleno vapor, como convém à uma autêntica cafeteira. Renato trabalha ali há 38 anos; e divide com seu irmão, Tadeu de Moura Caldeira, a administração do local. Ele conta que o lugar não apenas faz parte de sua vida, como é a sua própria vida, já que ele se dedica à loja desde os 17 anos de idade. Hoje, com 55, diz que já viu um pouco de tudo acontecer aos pés da loja; de afamadas campanhas políticas à protestos violentos, como os que ocorreram na época da privatização da Usiminas e a greve de pedreiros; dentre outros fatos. Mas é a fiel clientela que faz a o entusiasmo de Caldeira. São fregueses que frequentam o café diariamente, vindos de diversas regiões da cidade. Ele abre a casa inclusive aos domingos, para não contrariar o ritual tradicional diário dos seus leais clientes. Afinal, quem recusa um bom cafezinho, torrado, moído e coado na hora?

Tenham um ótima noite!



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11 comentários:

  1. O meu avô que faleceu em Bsb com 103 anos frequentou muito esta casa de café, e eu também fui, ou seja esta casa faz parte da História de BH. Aproveito e desejo ao dono do Blog um Próspero e Feliz Ano Novo, cheio de realizações.

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  2. E um ícone este café mas, ele se projetou mesmo foi após o fechamento do café Pérola, onde hoje funciona o Mc Donalds (houve até campanha para que não se frequentasse o Mc em protesto contra o fechamento). Meu avô foi proprietário da banca de revistas em frente o Nice, isto nos anos 50! Nos anos 90, ao frequentar um curso no centro, tomei um cafezinho alí várias vezes mas, hoje, prefiro um espresso bem encorpado. Charles, parabéns pelo registro e que 2013 te traga muitas alegrias.

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  3. Fernando, queira me desculpar, mas você é mal informado, o Café Nice é o mais antigo de BH, o também tradicional Café Pérola que você menciona, veio bem depois do Nice! Quando seu avô chegou à Praça Sete o Café Nice já estava lá há muito tempo! Tenho idade para ser seu avô e lembro bem dos políticos que frequentavam o Nice tais como Magalhães Pinto, Juscelino Kubsticheck, Rondon Pacheco, Maurício Campos, Francelino Pereira e muita gente mais que fez história nessa cidade!

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  4. Que!!!!!! saudaaaaades daquele cafezinho gostoso ... pena que estou longe agora.

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    1. É um ótimo café! Tomo um gole por lá quase todos os dias! Não mora mais em BH?

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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