terça-feira, 15 de janeiro de 2013


JOVEM SENHORA



Inaugurada em 1897 como sendo a primeira cidade planejada do país, Belo Horizonte não é uma urbe a qual possa ser chamada de 'antiga'. Mas também não é a mais moderna entre as cidades brasileiras. O que não é ruim, pois temos contato com uma arquitetura eclética e diversificada em um simples passeio pelas ruas da região central, na qual percebemos nitidamente os estilos se fundindo por entre quadras e quarteirões com perfeita plasticidade e volubilidade. BH nasceu e cresceu na melhor época para se desenvolver, pois tem exemplares de todos os principais movimentos arquitetônicos do séc. XX. Do manuelino ao barroco, do eclético ao neocolonial, do modernismo ao contemporâneo... distinguimos cada um deles, lado a lado, numa harmonia uniforme, como se tivessem sido brotados ali, sendo frutos da mesma semente. A metrópole possui uma mescla de estilos arquitetônicos que definem o caráter pluralista e cosmopolita da metrópole. Como eu já disse antes aqui no no blog, tal fato talvez queira nos transmitir o espírito flexível do cidadão mineiro; a forma como ele se renova conforme o tempo dita as regras. A terceira maior cidade do país se mostra por si só um curso de arquitetura ao ar livre... e seus habitantes, uma aula de delicadeza, caráter e hospitalidade.

Tenham um bom dia!

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