sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

CCBB - BH


O Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte é recheado de superlativos. Além de ser o maior CCBB do país, é um dos maiores espaços culturais da metrópole, perdendo apenas para o Palácio das Artes e para Inhotim. E põe grande nisso! A primeira impressão que temos ao entrar no suntuoso edifício é que estamos visitando uma construção européia, tamanho estilo e elegância de suas acomodações. O CCBB-BH integra o Complexo Cultural da Praça da Liberdade, o maior complexo cultural da América Latina, reunindo antigos prédios da administração pública que se tornaram espaços artísticos, museus e outros centros de lazer. O CCBB é dotado de numerosas salas de exposições, teatro, cinema, salas multi-uso e um charmoso pátio interno (foto), o qual conta com dois deliciosos cafés, sendo um deles o conceituado Café com Letras, referência gastronômica e cultural da Savassi. Projetado pelo arquiteto Luiz Signorelli, fundador da Escola de Arquitetura da Universidade de Minas Gerais, o prédio foi erguido em 1926 para abrigar a Secretaria de Segurança e Assistência Pública. Mais tarde ele abrigou outros instrumentos da gestão pública, como a Secretaria do Interior, Segurança e Assistência Pública; depois Comando Geral das Forças Revolucionárias durante a Revolução de 1930; e, por último, a Secretaria da Defesa Social e a Procuradoria Geral do Estado. Enfim, vale a visita! E não deixem de experimentar o café do Café com Letras...

Tenham um excelente feriado!

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

CARNIS VALLES


E anoitece a quinta-feira, trazendo consigo nossas inquietudes carnavalescas...

Uma vista da Praça Raul Soares.

 Boa noite a todos!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

HARD ROCK CAFÉ - BELO HORIZONTE


O Hard Rock Café é o mais famoso restaurante temático do planeta. Está presente nas principais cidades do mundo, como Sidney, Nova Iorque, Londres, Miami, Los Angeles, Chicago, Las Vegas, Tóquio, Hong Kong, Paris e Belo Horizonte! No Brasil, BH se alinha aos principais grandes centros do mundo, já que a capital mineira é a única cidade no Brasil que possui um Hard Rock Cafe. Situa-se no extremo sudeste geográfico da metrópole, no Bairro Vila da Serra, aos pés da imponente Torre Alta Vila. Com decoração nostálgica, inspirada no Rock'n Roll, e expondo peças autênticas de vários artistas famosos, o Hard Rock Cafe serve o melhor da cozinha americana, além de vender produtos promocionais de sua marca aos simpatizantes do rock em mais de 50 grandes cidades ao redor do planeta.

Tenham uma excelente noite!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

VETOR SUL


O Vetor Sul da Grande Belo Horizonte é a mais valorizada área de toda a metrópole. Nela há bairros dentre os mais caros do Brasil, com valores de imóveis que ultrapassam os 30 mil reais o metro quadrado. Dentro do município de BH praticamente não há mais lotes vagos em seu reduzido espaço. Porém, com a expansão populacional para além dos limites municipais, a cidade vem crescendo expressivamente nesse vetor, fazendo com que a área urbana de BH se amplifique muito além das divisas políticas. O Vetor Sul, onde residem cerca de 1 milhão de habitantes, abrange algumas regionais de BH (Centro-Sul, Barreiro e parte da Oeste) e alguns municípios da Grande BH, como Nova Lima e Ibirité. Não tenho certeza, mas acredito que alguns condomínios de Brumadinho também pertençam ao Vetor Sul. É uma região belíssima, com lindas avenidas e praças; ótimos shoppings, restaurantes, bares, cafés e badaladas casas noturnas. Suas grandes avenidas rasgam suas quadras como navalhas; e são movimentadíssimas, graças ao perfil empresarial e comercial da área. Apesar de consolidada, sua expansão só está começando. São centenas de novos condomínios que estão surgindo; e vai ser construído o maior centro empresarial e comercial do país; um megaempreendimento próximo ao Alphaville Sul que reúne hotéis, imóveis, edifícios empresariais, centro cultural, uma fábrica de cervejas e um shopping (Iguatemi). Uma das características marcantes do Vetor Sul são suas favelas, duas dentre as maiores da cidade, como o Morro do Papagaio e o Aglomerado da Serra. 

Tenham uma ótima noite!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

METROPOLITANO


Mais uma experiência analógica, proveniente de um filme perdido do ano passado, revelado a pouco tempo, como eu disse no texto da fotografia de ontem. Na terra onde tudo é trem, o metrô é coisa, mas deixou de ser levado a sério. O Metrô de Belo Horizonte é um sistema metroferroviário operante dentro da área urbana da Grande BH, sendo hoje o quarto maior sistema de metrô do país em número de passageiros; perdendo para São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. Sua única linha concluída percorre aproximadamente 30km entre a Regional de Venda Nova e a Zona Industrial de Contagem, passando pelo Centro, pela Zona Leste, Oeste, dentre outras regiões. O sistema possui também uma linha incompleta (Linha 2), que conta com aproximadamente 10km de extensão e liga o Bairro Calafate, na Zona Oeste, à Regional do Barreiro. Por questões políticas essa linha ainda não foi concluída, mas há promessas de inauguração para até 2016. O complexo possui ainda a Linha 3, que está em fase de projeto executivo, a qual ligará a Lagoinha ao Morro do Papagaio, num trecho total de 6km de extensão, passando por áreas importantes do Hipercentro e da Savassi. Nisso, várias linhas anexas estão sendo sugeridas e projetadas; e é possível que até 2020 a cidade possua em torno de 60km de linhas de metrô. Vamos torcer, sem perder as esperanças.

Boa noite a todos!

domingo, 23 de fevereiro de 2014

IPÊS DO VERÃO


Não, não floresceram ipês fora de época em BH. Ao menos, não que eu saiba. Essa fotografia é do ano passado! Estava "presa" em um filme que eu havia esquecido de revelar. Achei-o perdido em minhas coisas e levei-o na loja de fotografia afim de desvendar o que eu havia capturado com ele. Eis que, para minha surpresa, boas fotos da metrópole mineira estavam escondidas ali. Não costumo postar fotografias passadas aqui no blog; pelo contrário, na maioria das vezes a fotografia aqui mostrada é feita no próprio dia, ou, no máximo, no dia anterior (no máximo uma semana, se a fotografia for feita analogicamente). Mas não deixarei de compartilhar com vocês os resultados desse filme pois seria um tremendo desperdício. Portanto, fica aí meu registro dominical, mostrando um maravilhoso ipê da Praça Tiradentes. Os ipês da cidade são cultivados e produzidos pelo Jardim Botânico de Belo Horizonte; e sempre floresceram entre o inverno e o outono, deixando a cidade mais linda que nunca.

Tenham uma excelente semana!

sábado, 22 de fevereiro de 2014

UNIDOS DA MINEIRADA


Belo Horizonte acomoda o terceiro maior centro financeiro e comercial do Brasil. Com oito empresas figurando entre as cem maiores do país, é com folga a terceira no ranking nacional desta classificação. Pujante, a Zona Central de BH é um formigueiro. Das 6h às 22h a região se entope de carros, ônibus, motos e as mais diversas representações humanas. Lá você encontra o engravatado executivo indo trabalhar numa grande empresa; o esporte-fino indo ocupar seu posto num banco; o comerciante simples dono de um café; a perua falsa-loura dona de um cabeleireiro; o designer, o fotógrafo, o jornalista, o pedreiro, o marceneiro, o ladrão, o punk, o rapper, o hipster, o clubber, o hippie. Não há dúvidas que é um dos lugares mais interessantes da cidade.


Abraços a todos!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

PIEDADE


Situando-se no município de Caeté, a 50km da Zona Central de BH, a Serra da Piedade é a maior formação rochosa da Região Metropolitana, cujo cume atinge 1.751 metros de altitude. Acomoda em seu topo o Observatório Astronômico da Universidade Federal de Minas Gerais e os radares do CINDACTA - Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo - que monitoram os céus da região. A serra abriga também um santuário religioso que conta com mais de trezentos anos do início de sua construção.

Tenham uma excelente noite!

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

SÃO PEDRO


Não, não estou me referindo ao apóstolo da doutrina cristã, cujo principal dote é o controle do clima e do tempo. Me refiro ao São Pedro, bairro da Zona Sul de Belo Horizonte, que fica próximo à região da Savassi. Cercado pelos bairros Santo Antônio, Sion, Savassi e Santa Lúcia, o São Pedro é um bairro predominantemente residencial. Apesar disso, sua intensa vida noturna faz com que os desavisados confundam suas ruas e avenidas com as da própria Savassi, tamanha sua oferta de bares e restaurantes. É o bairro onde Dilma Rousseff, atual presidenta do país, passou a maior parte de sua infância e adolescência. A família Rousseff mantêm uma casa neste bairro até hoje. O bairro abriga um dos mais tradicionais colégios da cidade, o Marista Dom Silvério; que foi fundado na região no início da década de 50. O São Pedro também abriga um dos maiores pólos de confecção do Brasil, fato que eleva o patamar de BH ao nível mundial da moda, abrigando o ateliê de vários estilistas famosos na área, juntamente com os bairros Prado e Barroca.

Tenham uma ótima noite!

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

CIDADE NOVA


Situando-se a 6km de distância do Centro de BH, o Cidade Nova é referência em toda a Região Nordeste da cidade. Movimentado, o bairro concentra uma gama de serviços e comércio variados, contando com vários supermercados, restaurantes, academias, museus, parques, escolas, uma feira de produtores e um pequeno shopping. Localizado em ponto estratégico, ao lado da grande Linha Verde, o Cidade Nova é muito arborizado e conta com um dos maiores parques do município, o Jardim Botânico da UFMG; além de um parque linear ao longo da Avenida José Cândido da Silveira. Nobre, seu IDH assemelha-se ao dos melhores bairros da alta classe belo-horizontina.

Tenham uma excelente noite!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

CAPTUREMOS O CÉU?


Certas pessoas perdem suas vidas procurando formas de ter controle sobre o futuro. Eu já ganho meu tempo buscando meios de capturar o céu.

Tenham uma excelente noite!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

ALVORECER




E o espetáculo continua! O maior show que o ser humano pode presenciar em vida. Apresentação gratuita, aberta ao público, que paira sobre 7 bilhões de cabeças sem distinção de raça, etnia, cor, filosofia ou religião. Irreverente, o céu nos prepara de momento em momento uma das maiores performances da natureza ao nosso dispor, sem nos cobrar por isso. É a maior exibição artística que existe, a qual faz turnê mundial atrevidamente incessante. Com sua majestosa imponência, a imensa abóbada celeste ignora conceitos estéticos, refazendo-os à sua própria vontade. Parafraseando minha esposa, Lígia Tôrres: E nós que nos julgamos grandes artistas, as vezes nos esquecemos do que a natureza é capaz.

Tenham uma excelente semana!

sábado, 15 de fevereiro de 2014

DISTRITO DO BARREIRO


E para comemorar o dia mais longo do ano, uma imagem do amanhecer nas serras que circundam o extremo sul geográfico da metrópole. Contando com cerca de 300 mil habitantes, o Distrito do Barreiro é uma das mais populosas regionais do município de BH; e também está entre as mais dinâmicas, fora da região central. Conta com dezenas de agências bancárias; mais de dez mil empresas de comércio e prestação de serviços; mais de quatrocentas indústrias de pequeno, médio e grande porte; além de shopping, restaurantes, bares; entre outros. Situa-se a apenas 15km do Centro de BH, mas seus limites geográficos podem ultrapassar os 25km, fazendo divisa com o município de Ibirité; este pertencente à Região Metropolitana. Sua conurbação com Ibirité e também com Contagem faz com que a região possua intensa movimentação, tanto dos moradores e trabalhadores da regional, como dos oriundos desses dois municípios. Especula-se que seja um dos locais mais antigos da Grande BH, pois há indícios de fazendas e pequenos vilarejos com mais de duzentos anos de idade.

Tenham uma excelente noite!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

PRAÇA DA BANDEIRA


Cruzamentos de ruas ou avenidas são interseções que costumam me colocar em profunda reflexão. Ali, naquele ponto, você tem várias opções de caminho a seguir. Costumamos já ter em mente qual percorrer... ou estar predestinados a seguir determinado percurso. Mas já parou pra pensar que, ali, você está num ponto o qual costuma ter três, quatro ou mais destinos distintos? Nunca se perguntou onde daria cada uma daquelas vias que ali se intersectam? A vida costuma nos pregar peças parecidas. Te coloca em situações em que você pode escolher pegar o caminho mais fácil e confortável, o qual você já está acostumado e sabe onde vai dar. Conhece cada centímetro daquilo ali. Parece bom... mas é fastio! O cidadão urbano moderno é criado para percorrer caminhos já exaustivamente seguidos pelos outros, como se aquilo ali fosse o sinônimo do sucesso. Raramente paramos num cruzamento para analisar onde cada um daqueles caminhos podem nos dar e quais surpresas nos esperam no final de cada percurso. Essas encruzilhadas ferem, instigam, deprimem e/ou excitam as almas mais inquietas. Na Zona Central de Belo Horizonte todos as interceptações entre avenidas recebem o nome de praças. Praça da Savassi, Praça Sete, Praça Tiradentes, Praça do ABC, Praça da Bandeira (canto inferior esquerdo da foto), dentre muitas outras. Essas praças nada mais são que avenidas que se fundem, mesmo por um breve momento, para depois cada uma seguir novamente para onde foram predestinadas. Numa praça um cidadão faz uma pausa, senta-se, relaxa, reflete sobre sua vida para depois continuar seguindo. Poética a forma que nossa querida capital mineira distingue seus cruzamentos entre vias...

Tenham uma excelente noite!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

MOTHERSHIP


Existe naquela cidade, uma atmosfera urbana envolvente
Existe naquele lugar, uma imponência majestosa sem idade

Sem idade pra ser, pra crescer, pra revirar e se impor

Eu vi naquele local, uma galera de coração enorme
Eu vi naquelas pessoas, um carisma humano sem igual

Sem restrição, sem dissonância, sem medo de ser feliz

Eu senti naquele fogo, uma intensidade pulsatória enérgica
Eu senti naquele fluxo, uma vontade de estar no jogo

No jogo da vida, do ritmo, da força que move a metrópole

Eu cresci naquela aldeia, recheada de costumes e sabores
Eu cresci naquelas quadras, com pujança que incendeia

Que move, que inspira, que atiça a vontade da vida

Eu vi nos horizontes, uma metrópole que promete
Eu vi na paisagem, um futuro no vale dos montes

Eu vi.... Belo Horizonte.

Charles Tôrres

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

INDUSTRIAL


Neste fim de semana que passou conheci um lugar fantástico na Grande BH: uma industria abandonada em Contagem. Eu e minha esposa fotografamos um ensaio de moda lá e descobrimos um cenário cinematográfico, que beira à atmosfera de Chernobyl. A fábrica, que em outrora se chamou Fábrica de Laminados de Ferro La Fersa, possui várias entranhas, galpões, chaminés e muito maquinário desativado. Foi inaugurada na década de 60 e esteve em operação até os anos 90, quando encerraram-se suas produções. O terreno onde ela está instalada foi comprado por uma incorporadora e está se transformando em um grande condomínio fechado, onde serão construídos dezenas de edifícios residenciais. Felizmente o galpão principal da industria será mantido e restaurado, se transformando no Centro de Memória dos Trabalhadores e da Indústria de Contagem, onde abrigará uma exposição de equipamentos usados na fábrica. 

Na foto, modelo Ana Jablonski, com maquiagem de Adriana Lisboa.
Fotografias de Charles Tôrres e Lígia Tôrres
Produção: www.estudiometropole.com

Em breve, mais fotos da industria.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

REFLEXIVA


No fundo a Fotografia é subversiva, não quando aterroriza,
perturba ou mesmo estigmatiza, mas quando é pensativa.

Roland Barthes

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

CENTRO


Contando com 8.815.382 m² de área, a Zona Central de Belo Horizonte figura-se entre os mais importantes entroncamentos financeiros de todo o Brasil, fazendo com que BH seja o terceiro maior e mais importante centro comercial e financeiro do país. Ela é cingida pela Avenida do Contorno, a qual possui quase 15km de extensão. Foi inspirada no urbanismo parisiense e washingtoniano e possui traçado geométrico, com ruas paralelas e perpendiculares que formam um imenso tabuleiro de xadrez; e avenidas diagonais, as quais cortam as quadras ao meio, criando quarteirões triangulares por onde passam. A área planejada não conteve o crescimento da metrópole, a qual possui nos dias de hoje em torno de 900km², ou seja, quase cem vezes o tamanho do seu raio preconcebido. E ainda sim não deixou de ser uma cidade geométrica, pois mesmo com uma expansão desenfreada, houve uma preocupação maior em manter a linearidade e a organização dos novos loteamentos que iam, aos poucos, se transformando em bairros. Há quem diga que BH é uma cidade desorganizada. Eu discordo. Com exceção das favelas, as quais contaram com ocupação irregular, BH é uma cidade com urbanismo preceituado em quase todas as situações. Claro que, com relevo acidentado em praticamente todo o território, não é sempre que os bairros conseguiam manter uma organização simétrica. Algumas regiões, como o São Bento, o Buritis, o Santa Lúcia, o Mangabeiras e outras centenas de localidades, possuem ruas e avenidas que acompanham o traçado dos morros e montanhas. E isso não é ruim. Faz parte do charme da grande urbe das Minas Gerais.

Tenham uma ótima noite!

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

NEW ORDER


Faço registros urbanos francos e despretensiosos. Me agrado pelo desordenado criterioso, ou seja, aquela bagunça citadina proposital; traços desalinhados que ministram um sistema categórico e funcional. É o tal "certo por linhas tortas", mas eu trocaria o criador pela criatura. Apesar de sintético, eu vejo muita humanidade nisso. Fruto de nossas mãos... de nossos objetivos. Cantiga funcional e visual, apologia ao materialismo dos sonhos, onde, nos escombros naturais, recriamos a poesia criativa. Betão espesso, palpável, tangível, direcionado e eficaz. O céu é o limite e a natureza agradece.

Tenham um ótimo fim de semana!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

MATRIX


Mais uma experiência analógica bem sucedida! Quem acompanha o projeto já deve ter visto que frequentemente eu posto fotografias feitas com filme e câmera analógica. Como tais câmeras são mais leves, portáteis, menos invasivas que as volumosas digitais profissionais e garantem igual qualidade de imagem (se o processo de captura e revelação forem bem feitos); elegi algumas pérolas para me acompanhar em minhas saídas fotográficas.  No caso da foto acima eu portava uma Nikon FE I de 1978 que acomodava uma lente 50mm f/1.8. O filme era uma experimentação... usei um Fujicolor 200, vencido há 6 anos. Filmes vencidos costumam distorcer um pouco as cores, mas no caso dessa fotografia, achei que a distorção só deixou a atmosfera do lugar ainda mais interessante. O aspecto da imagem me remete ao filme Matrix, dirigido pelos icônicos irmãos Wachowski. Matrix mostra uma situação onde a nossa realidade não passa de um programa de computador. Uma forma de mostrar por entre linhas que vivemos dentro de uma caixinha, programados pelo sistema a fazer o que já se foi feito, a viver a vida já vivida de outros cidadãos como se aquilo fosse sinônimo de sucesso. São várias as leituras filosóficas sobre o filme, o qual garante bastante aprofundamento ideológico e teórico. Ontem, dando aula sobre Regra dos Terços para os meus alunos do Curso de Fotografia do Estúdio Metrópole, devaneei sobre o assunto; sobre a relação da Matrix com os princípios da Regra dos Terços, que não é nada mais que uma matriz esquemática de enquadramento. A Sequência de Fibonacci dá origem ao número áureo da matemática, ao gráfico que gera essa matriz... e faz parte de toda a natureza do crescimento biológico, seja o desenvolvimento dos ossos ou o crescimento das colmeias. O mais interessante é fazer o paralelo disso com o filme. Matrizes são estruturas matemáticas organizadas na forma de tabela com linhas e colunas. A Regra dos Terços é representada na forma de uma matriz; e está ligada à natureza do crescimento de toda ordem natural no universo. Curioso isso, não? Teoricamente, não estamos inseridos na Matrix que o filme propõe... mas toda a natureza do crescimento universal é relacionada à uma regra matemática que resulta em uma matriz geométrica. Querendo ou não, estamos dentro da caixinha. O próprio fato de queremos não estar dentro dela, nos faz ainda mais inseridos, pois somos a contracultura, a força reacionária resultante de qualquer tipo de ação. Variações sobre o mesmo tom.

Boa noite a todos!

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

FLAME BH


A Grande Belo Horizonte começou a semana com o pé esquerdo! Sim, a volta às aulas deixou nossa metrópole completamente transtornada, em todos os sentidos. O trânsito voltou ao seu "normal" da forma mais anormal possível, com as principais artérias da cidade completamente obstruídas. Talvez por estarmos mal acostumados com as férias - fato que deixa os fluxos da urbe bem mais tranquilos - levamos um susto com o retorno das aulas, tamanha movimentação que a cidade recebeu. Escolas, faculdades, cursinhos, técnicos, treinamentos... tudo voltou hoje, movimentando cerca de 1 milhão de estudantes, professores e trabalhadores nas ruas de toda a região metropolitana. Para piorar a situação, tivemos apagão no Vetor Norte; manifestação no Centro durante 8h seguidas (paralisando por completo um sentido da Avenida Afonso Pena); engavetamento na Praça da Cemig em Contagem (fechando a Fernão Dias por quase uma hora); árvore caída na Prudente de Morais (bloqueando o trânsito local e complicando o tráfego de parte da Zona Sul); ônibus queimado em Santa Luzia... isso fora o calor dos infernos que tem aquecido a paciência dos cidadãos, o qual teve seu cume hoje na casa dos 32º. Mas tudo bem, faz parte. Não há grande cidade no planeta que não passe por tais desavenças.

Tenham uma ótima noite!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

SÃO LUCAS


Incrustado na divisa entre a Zona Sul e a Zona Leste de Belo Horizonte, o Bairro São Lucas se destaca na paisagem da metrópole, pois está acomodado no topo de uma colina. Ele pertence às duas regiões citadas acima, por isso é administrados pelas duas sub-prefeituras. A população residente do bairro possui alto poder aquisitivo em sua maioria; porém, o bairro faz divisa com o Aglomerado da Serra, fazendo com que aconteça uma miscigenação social em seus limites geopolíticos. Independente disso, o mais interessante no São Lucas (por se tratar de uma região alta) é a vista que se tem para a cidade, em especial para a Zona Leste, como podemos perceber nos planos da fotografia de hoje.

Boa noite a todos!

domingo, 2 de fevereiro de 2014

SUNDAY


E adormece a metrópole mineira, depois de um dia de intenso calor, como tem-se vivido em todo país. Como sempre, a cidade sofre com uma acentuada variação climática, pois pela manhã os termômetros registravam 16º; enquanto no meio da tarde, no período mais crítico, chegamos a 32º, segundo dados dos termômetros oficiais da cidade. Apesar disso, a cidade recebeu fortes rajadas de vento, fazendo com que à sobra a temperatura não ficasse tão desagradável. Vamos torcer para uma semana mais fresca!

Boa noite a todos!

sábado, 1 de fevereiro de 2014

CONTRATADOS, EMPREGADOS... FUNCIONÁRIOS!


Alguns bairros em BH nasceram pobres e foram se enriquecendo, conforme a cidade se desenvolvia, já que a proximidade com o Centro enobreceu inúmeras regiões. Outros nasceram aristocratas, mas foram se empobrecendo, ao passo em que os interesses de seus habitantes iam dissolvendo-se em novas localidades. Mas existem alguns bairros e regiões na cidade que nasceram nobres, cresceram nobres e permanecem nobres, mesmo depois de 100 anos de sua concepção. O perfil abastado de determinados bairros parece estar enraizado nos leitos que acomodam suas edificações. Esse é o caso do Bairro Funcionários, na Região Central de Belo Horizonte; que foi reservado - ainda quando BH só existia nas pranchetas de Aarão Reis - às residências dos funcionários públicos que viriam trabalhar na nova capital, transferidos de Ouro Preto. As primeiras moradias possuíam distintivos alfabéticos para categorizar a classe hierárquica dentro do posto público que o funcionário ocupava. Outra coisa que distinguia a nobreza da época era o número de janelas: quanto mais janelas, mais nobre era o patrono. Com o crescimento explosivo da cidade, os patrícios casarões foram cedendo espaço a imponentes espigões de prédios, restando nos dias de hoje pouquíssimos exemplares do passado em suas ruas. Apesar disso, a prosperidade continua reinando, sendo o Funcionários um dos bairros mais caros da Região Central de BH.

Tenham uma excelente noite!

Arquivo do blog