segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

CENTRO


Contando com 8.815.382 m² de área, a Zona Central de Belo Horizonte figura-se entre os mais importantes entroncamentos financeiros de todo o Brasil, fazendo com que BH seja o terceiro maior e mais importante centro comercial e financeiro do país. Ela é cingida pela Avenida do Contorno, a qual possui quase 15km de extensão. Foi inspirada no urbanismo parisiense e washingtoniano e possui traçado geométrico, com ruas paralelas e perpendiculares que formam um imenso tabuleiro de xadrez; e avenidas diagonais, as quais cortam as quadras ao meio, criando quarteirões triangulares por onde passam. A área planejada não conteve o crescimento da metrópole, a qual possui nos dias de hoje em torno de 900km², ou seja, quase cem vezes o tamanho do seu raio preconcebido. E ainda sim não deixou de ser uma cidade geométrica, pois mesmo com uma expansão desenfreada, houve uma preocupação maior em manter a linearidade e a organização dos novos loteamentos que iam, aos poucos, se transformando em bairros. Há quem diga que BH é uma cidade desorganizada. Eu discordo. Com exceção das favelas, as quais contaram com ocupação irregular, BH é uma cidade com urbanismo preceituado em quase todas as situações. Claro que, com relevo acidentado em praticamente todo o território, não é sempre que os bairros conseguiam manter uma organização simétrica. Algumas regiões, como o São Bento, o Buritis, o Santa Lúcia, o Mangabeiras e outras centenas de localidades, possuem ruas e avenidas que acompanham o traçado dos morros e montanhas. E isso não é ruim. Faz parte do charme da grande urbe das Minas Gerais.

Tenham uma ótima noite!

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