terça-feira, 29 de dezembro de 2015

RETO SOBRE LINHAS TORTAS


Centro forte e rasgado, o metrô passa ao seu lado
Centro quadra e quadrado, sei de cor e salteado
Centro verticalizado, imponente e bagunçado

Centro grande e cobiçado, viaduto reforçado
Centro frio requentado, sujo e maltratado
Centro desmoralizado, rico e embaraçado

Centro lar enferrujado, torto e rabiscado
Centro multifacetado, bonito e arrojado
Centro proletariado, pobre recalcado

Centro hipérbole e humilde
Centro metrópole e luz

Centro paixão, cultura e arte
Centrão por toda parte!

© Charles Tôrres

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

GEOMETRIA CENTRAL


Inspirada no urbanismo parisiense e washingtoniano, a área planejada de Belo Horizonte possui traçado geométrico, com ruas paralelas e perpendiculares que formam um imenso tabuleiro de xadrez; e avenidas diagonais, as quais cortam as quadras ao meio, criando quarteirões triangulares por onde passam. Contando com apenas 8.815.382 m², a área planejada da cidade ultrapassou seus limites idealizados ainda no início do século passado, possuindo hoje uma área urbana que conta com cerca de 900km² em toda a metrópole, aproximadamente. Ou seja, em pouco mais de 90 anos, a cidade ultrapassou em mais de cem vezes o tamanho do seu raio preconcebido. E ainda sim não deixou de ser uma cidade geométrica, pois mesmo com uma expansão desenfreada, houve uma preocupação maior em manter a linearidade e a organização dos novos loteamentos que iam, aos poucos, se transformando em bairros. Há quem diga que BH é uma cidade desorganizada. Eu discordo. Com exceção dos aglomerados, BH é uma cidade com urbanismo preceituado em quase todas as situações. Claro que, com relevo acidentado em praticamente todo o território, não é sempre que os bairros conseguiam manter uma organização simétrica. Algumas regiões, como o São Bento, o Tupi, o Buritis, o Santa Lúcia, o Betânia, o Mangabeiras e outras centenas de localidades, possuem ruas e avenidas que acompanham o traçado dos morros e montanhas. E isso não é ruim. Faz parte do charme da grande urbe das Minas Gerais.

© Charles Tôrres / BH - Uma Foto por Dia

domingo, 27 de dezembro de 2015

GRANDIOSO HORIZONTE


Tarde lindíssima em BH nesse exato momento!

- Charles Tôrres

sábado, 26 de dezembro de 2015

FAUVISTA


Apesar do calor intenso que os belo-horizontinos têm vivido nos últimos dias - com máximas batendo recordes atrás de recordes, junto com pancadas de chuvas isoladas - a intensa variação climática é acompanhada de uma das mais belas representações abstrato-artísticas que a natureza nos oferece diariamente: o céu. Muitos consideram um céu bonito aquele que não possui nuvem alguma, com azul intenso, sol, e apenas isso. Eu já fico encantado quando o céu nos presenteia belas formações de nuvens, carregadas ou não, compondo o visual com o tradicional azul atmosférico. O céu define a paisagem de nossa cidade e modifica as perspectivas conforme os dias avançam em direção às novas estações. O céu dita as regras do cromo da atmosfera, em sintonia com a intensidade do fulgor e o desenho das nuvens. Particularmente, desde menino eu sou apaixonado por essa imensa abóbada celeste que nos envolve e, ao mesmo tempo, nos faz livres para nos lançarmos ao ar, até onde a troposfera nos permite... ou não. Desde a antiguidade, o céu intriga o ser humano. Já almejamos as nuvens; e conquistamos. Já almejamos a lua terrestre; conquistamos. Já almejamos colocar nossos brinquedinhos eletrônicos no espaço; e lá se vão eles... um acaba de pousar em Marte, a fim de buscar um traço da humilde e ingênua existência terrestre no planeta vermelho. Cheios de questionamentos, o homem procura nos céus as respostas para suas questões. O espaço está sempre em movimento, as nuvens e os astros rodopiam; enquanto nós estamos enraizados junto às plantas e outros animais. Digo 'outros animais' pois as vezes nos esquecemos que não passamos de um, com um cérebro potencializado. Somos inteligentes, criamos nossas cidades, avançamos contra a vontade da natureza, usamos e esgotamos todas as fontes e recursos, buscando chegar à algum lugar que ninguém sabe onde. Enquanto isso, o céu nos observa, sóbrio, de forma parecer estar nos velando. Numa troca de 'olhares', nos damos conta da pequeneza humana; e da grandeza majestosa do universo. O céu por si só é o maior espetáculo que nós presenciaremos enquanto vivos. Só nos resta saber qual é a função disso tudo... se é que há uma função.

© Charles Tôrres / BH - Uma Foto por Dia

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

TUDO O QUE VOCÊ PODIA SER


Já parou para pensar em tudo o que você podia ser ou fazer? E continua aí sentado com essa sua bunda ficando cada vez mais quadrada? Então, levante-se e viva! Faça 2016 valer a pena e ser um ano definitivo em sua vida. Vamos tomar fôlego para tocarmos adiante nossas apostas pessoais. A vida, como um todo (e não apenas os fins de semana e feriados), há de ser prazerosa. O trabalho pode se tornar tão aprazível quanto o lazer; e quando isso acontece, sua vida passa a fazer mais sentido. Lembrando que nunca é tarde para recomeçar e empreender por novos estímulos, mirar em novos alvos: redescobrirmos! Foco é a palavra de ordem. Que venham os novos desafios! Vamos alimentar expectativas por novos projetos e pela continuidade dos que já estão em pauta. O relógio não para e sua vida está com pressa. Descubra qual é seu propósito e faça acontecer. É o único jeito de viver uma vida plena - todos os dias! Lembre-se: sua existência é única. Lets go!

© Charles Tôrres / BH - Uma Foto por Dia

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

CIDADE LUZ


E eis que a cidade nos alimenta com panoramas espetaculares. Semiótica urbanas, constituindo a gigante metrópole mineira que absortamente se converte sob o bailar celeste intangível e ininterrupto. A noite aos poucos adentra a polis magnus et Pulchri Horizontis, deixando esplendentes tons violáceos nas retas de betão armado. Grandes são as metrópoles que amparam seus rebentos inteiramente, sem utopias de convivência e sintetismos de modo de proliferação. Grandes são as urbes que abreviam o contato entre a natureza e o progresso. Grande, a perder de vista, como nossa cidade... sem fins... e Confins.

© Charles Tôrres / BH - Uma Foto por Dia

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

DESCENDO O MORRO


Serra que vira bairro, que cresce até transbordar o morro
Rio que vira avenida, mas na canção de Milton, é apenas poesia
Nuvem que desaba em água, para limpar o céu e nos mostrar a lua
Gente que vira máquina, que dobra a esquina com a força da palavra

Cidade que vira metrópole, registrada pelos topos com minha pinhole
Minas, estado diamante, terra fértil, nobre, de cultura rica, forte e brilhante
Brasil, impávido colosso, um país do futuro, que por ora passa por um grande apuro
Belo Horizonte, uma foto por dia, imagens do topo dos montes: a captura da melodia.

© Charles Tôrres / BH - Uma Foto por Dia

domingo, 20 de dezembro de 2015

INFORMAÇÃO VERSUS CONTEMPLAÇÃO



Milhares de luzões, vidrado na luzinha.

© Charles Tôrres

sábado, 19 de dezembro de 2015

BOA TARDE


Uma tarde belíssima e inspiradora a todos os mineiros!

© Charles Tôrres / BH - Uma Foto por Dia

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

AFONSO PENA


Majestosa Avenida Afonso Pena, que sutilmente rasga ao meio a grande e interminável Região Central de Belo Horizonte. É uma das principais avenidas do Brasil, palco de grandes articulações políticas e financeiras que traçam os destinos da cidade e de todo o país. Seus 5 quilômetros de extensão se estendem de noroeste a sudeste, encontrando-se no trecho grande diversidade e riqueza arquitetônica em estilos de diferentes épocas. Larga, a via possui em alguns trechos mais de dez faixas de rolamento para veículos. A avenida forma um enorme cânion de aço e concreto, graças ao adensamento de edifícios, exceto na parte onde se encontra o suntuoso Parque Municipal Américo René Gianetti. É uma das vias mais democráticas da metrópole, ligando o coração comercial da urbe, na Praça Sete, ao coração empresarial e financeiro, na Savassi. Calcula-se que quase dois milhões de pessoas cruzem a Afonso Pena todos os dias.

© Charles Tôrres / BH - Uma Foto por Dia

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

GRANDE METRÓPOLE DE MINAS GERAIS


Única e incomparável. Berço das lideranças políticas de maior relevância no Brasil, a Grande Belo Horizonte hoje se encontra entre as 40 maiores metrópoles do mundo,  terceira maior do país, contando atualmente com quase 6 milhões de habitantes em todo seu território urbano. Enérgica, cosmopolita, caótica e sublime; a cidade impressiona cada vez mais pela potência e excita um encanto inebriante. Capital das artes, BH possui hoje cerca de 110 espaços culturais num raio de 20km da Região Central, dentre eles, o Circuito Cultural da Praça da Liberdade (o maior complexo cultural da América Latina). Temos também Inhotim, que atualmente é o maior museu de arte a céu aberto do mundo! Tanta cultura não merece ser apreciada de estômago vazio. Por isso, BH é também capital gastronômica, possuindo mais de 20 mil bares e restaurantes, o maior índice nacional - literalmente, a cozinha do Brasil. É impossível não se curvar diante de tamanha astúcia, seja qual for a origem do visitante. Ao se aproximar da infindável urbe, o cidadão logo fica chocado pelas dimensões: centenas de milhares de quilômetros de avenidas, cada vez mais largas, cada vez mais insuficientes; edifícios que parecem querer tocar os céus (já está em construção na cidade o maior do Brasil), indústrias dentre as mais poderosas do continente. O burburinho citadino se dá na forma do intrincado vai-e-vem de pessoas, carros, ônibus, caminhões, trens e demais elementos que circulam 24 horas por dia, estando presentes em tudo; nas baladas, nas farras, nos outrdoors, nos footings, nos trilhos, nas serras e nas cervejas geladas! Grande urbe dos incontáveis povos e sotaques. Complexa metrópole das intermináveis avenidas, dos emaranhados sabores, polo financeiro, potência nacional. Uma cidade magnânima; acomodada entre vales, com culturas e tradições que vão se moderando e alternando conforme vamos nos avançando em suas longínquas regiões. Como costumo dizer, Belo Horizonte pulsa e o mundo toma nota. E conforme o tempo avança, a cidade se transforma, afim de se destacar cada vez mais entre o olimpo das maiores metrópoles do planeta.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

PAMPULHA FITNESS


BH não tem praia. Mas tem a linda Pampulha, lugar que é sinônimo de descontração, entretenimento, baladas, prática de esportes e boa gastronomia. É na Pampulha que se encontram os maiores e melhores restaurantes de comida mineira da cidade, tais como o Xapuri e o Paladino. É lá que acontece a maior concentração de esportistas da cidade, todos os dias. Enquanto o Rio de Janeiro tem seu calçadão de Copacabana, nós temos o entorno da Lagoa da Pampulha, que conta com 19km de pista de cooper e 18km de ciclovias / ciclofaixas, que selam um gigantesco parque entranhado pelas avenidas da região. Um dos maiores e melhores complexos para prática de esportes do Brasil. Mas a maior atração que acontece na Pampulha todos os dias é o maravilhoso por-do-sol, que se subtancia por detrás das charmosas casas e ruas de vegetação frondosa da orla. Um espetáculo relaxante e revigorante. Na foto, minha digníssima esposa apreciando a paisagem enquanto faz um vôo raso com os pés a bordo de seus patins.

- Charles Tôrres

sábado, 12 de dezembro de 2015

LEIA CELTON!


E hoje, para o aniversário de Belo Horizonte, eu trago para vocês um grande personagem da cidade: Lacarmélio Alfeo de Araújo, que também atende pelo nome do principal personagem que criou, Celton. Conhecido por grande parte dos motoristas da cidade, Lacarmélio é um quadrinista de rua, e faz parte da mesma cena cultural que elegeu outros grandes cartunistas mineiros, como Henfil, Ziraldo, Zélio Alves Pinto, Fernando Pieruccetti, Vitor Cafaggi, Lu Cafaggi, dentre muitos outros. Lacarmélio é um artista independente, pois toda a confecção da revista é feito por ele: do o roteiro ao acabamento; dos desenhos à diagramação; do marketing à divulgação. E este último ponto é o fato mais marcante de seu trabalho, pois Lacarmélio vende suas revistas na rua! É isso mesmo; ele procura pelos grandes engarrafamentos da cidade e vai de carro em carro vendendo suas revistas, sempre com uma roupa clara (muitas vezes, um terno amarelo ouro) e uma enorme placa amarela com uma breve chamada para a publicação vigente. As histórias sempre tem Belo Horizonte como palco principal, e muitas vezes o autor faz adaptações e releituras de mitologias e lendas urbanas conhecidas na capital mineira, como a Loura do Bonfim ou o Capeta do Vilarinho. Ele conta que escreve quadrinhos desde 1981, mas começou a vender revistas nas ruas de BH em 1998; e não parou mais. Lacarmélio é um exemplo de dedicação e perseverança, pois faz o que ama sem se preocupar com julgamentos, não desistiu, nadou contra a maré das publicações em quadrinhos, que são reféns de grandes editoras; e tem o merecido retorno financeiro. De 1998 pra cá, lançou 15 revistas e vendeu mais de 1 milhão de exemplares. Reconhecido como o maior vendedor independente de quadrinhos do Brasil, é uma lenda urbana de Belo Horizonte, onde ganhou uma notoriedade que não para de crescer. Enquanto eu o entrevistava, recebíamos buzinadas e gritos de motoristas mexendo com Lacarmélio, chamando ele e dando tchauzinho. Me senti ao lado de uma estrela de Hollywood! Mas não deixa de ser; pois um futuro ainda mais promissor aguarda esse sujeito cheio de vida e vontade de vencer. Ele se inspira em BH pra fazer suas revistas... e BH se inspira nele, como pessoa, cidadão e profissional autônomo.

© Charles Tôrres / BH - Uma Foto por Dia

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

SEMANA DE ANIVERSÁRIO


E a poderosa Belo Horizonte, capital das alterosas, vai se aproximando do seu 118º aniversário mais bela do que nunca! Sim, eu sei... Belo Horizonte ainda tem muito a melhorar, assim como toda grande metrópole brasileira. Nosso metrô não atende a cidade toda, os engarrafamentos são quilométricos e constantes, a gestão pública é atrasada, o sistema de saúde é deficitário. Como dizem, não existe rosa sem espinhos, e BH não foge a regra. Mas, no contexto brasileiro, a grande metrópole mineira é referência em vários quesitos. Para começar, a Grande BH reina isoladamente em expansão populacional, econômica e financeira, sendo a metrópole brasileira que mais cresceu nos últimos seis anos, além de ocupar por mais de 50 anos o posto de terceira maior área urbana do país, terceiro maior polo comercial e empresarial, terceiro maior polo cultural e segundo maior polo industrial da nação. É sede de oito entre as cem maiores empresas brasileiras, ocupando também o terceiro lugar no ranking nacional desta classificação. São vários os adjetivos da cidade... moderna, dinâmica, acolhedora... aliás, esse último é uma das principais qualificações da urbe. Mesmo em uma massa urbana que acomoda quase 6 milhões de habitantes, o cidadão conseguiu preservar o mais carismático perfil acolhedor, incomum nos cidadãos de outras grandes cidades. BH é a cidade sorriso, pois são muitos os que recebemos todos os dias. E depois de amanhã, a maneirada estará em festa!

- Charles Tôrres

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

A MELHOR CAPITAL DO BRASIL


Nada do que já não sabíamos, mas é sempre bom reforçar, para levantar a auto-estima dos belo-horizontinos. Pode parecer um tanto prepotente e bairrista o título, mas não é. Um levantamento realizado pela Delta Economics & Finance, maior e mais respeitada empresa brasileira de consultoria econômica e financeira, classificou Belo Horizonte como a melhor capital do Brasil, desbancando cidades que sempre foram referência em qualidade de vida, como Curitiba ou Vitória. E dentre todos os municípios do país (incluindo as não-capitais), ela fica em segundo lugar, ficando atrás apenas de Santos. A pesquisa avaliou  77 quesitos em mais de 5.500 municípios do país, como economia, bem-estar, saúde, educação, segurança, escolaridade; dentre outros. A seleção é baseada em dados coletados em diversas fontes, como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o IBGE, os ministérios das Comunicações, Fazenda, secretaria da Juventude, Conselho Nacional de Medicina e de Odontologia. A apreciação teve como objetivo mensurar o desenvolvimento socioeconômico das cidades brasileiras e seus habitantes, tendo como foco as condições de vida em cada uma delas. O fato é que todos nós sabemos que BH tem muito a melhorar. Estamos inseridos em uma metrópole com quase 6 milhões de habitantes, a terceira maior do Brasil, e não é fácil gerir a coisa toda, ainda mais com um histórico governamental sucateado como o brasileiro. Mas é bom termos ciência que, apesar de todos os problemas, Belo Horizonte não vive de maquiagens. Conheço as principais capitais brasileiras e sei o quanto são disfarçadas as suas mazelas. Sou belo-horizontino; e apesar de não ter vivido toda a minha vida aqui, conheço BH como ninguém e sei de todas as suas peculiaridades. Posso afirmar com veemência que a capital mineira é, de fato, a melhor capital do país. Somos referência cultural, polo tecnológico, segundo maior parque industrial do Brasil, terceiro maior polo financeiro e primeiro lugar em carisma e hospitalidade. Que continuemos avante e confiante para transformarmos essa metrópole cheia de potencial em uma referência mundial em todos os quesitos. 

© Charles Tôrres / BH - Uma Foto por Dia

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

NATAL NA PRAÇA DA LIBERDADE


E o natal vem chegando, juntamente com a esperança de um 2016 sensacional.

- Charles Tôrres


domingo, 6 de dezembro de 2015

ÁSIA


Congestionamentos gigantescos assustam Belo Horizonte diariamente. A metrópole mineira está cada vez mais com cara de megalópole asiática, dadas suas dimensões, caos  urbano e falta de planejamento em alguns locais. Na região metropolitana é ainda pior: engarrafamentos daqueles que dirigimos a 1km/h; ziguezagues oblíquos que dão um verdadeiro nó em nossas cabeças (e no GPS); planejamento urbano precário e desorganizado; endereços cada vez mais distantes; veículos cada vez mais rodados. Nosso pequeno metrô gradativamente vai ficando menor em relação à cidade. Isso sem contar na enorme presença de chineses em BH, especialmente na região do Baixo Centro e nos shoppings populares. São dezenas de olhos puxados imigrando todos os meses ao Brasil e dando preferência a cidades como BH ou Rio de Janeiro, dada a saturação do mercado em São Paulo, segundo Lam Chong, dono do restaurante chinês Macau, um dos mais tradicionais da Zona Sul da capital. Além disso, temos ainda a frequente frota de veículos de origem chinesa nas ruas, tais como Chana, Chery, Jac, Lifan, dentre outras. Só nos resta termos uma Chinatown, um bairro destinado a moradia e comércio dos chineses na cidade, como acontece em Nova Iorque. Sugiro a criação de algo do tipo na Lagoinha, que está vazia e pouco habitada. Acho que poderia se chamar ChinaUai... ou Chinaqueijo?

- Charles Tôrres

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

BAIXO CENTRO


Toda cidade esconde seus segredos, suas mazelas, delírios e confissões. As metrópoles possuem seus esgotos, abarrotados de restos históricos, alimentados de recessos. Esgotos imundos, cheios de bifurcações, que ora levam nossos excessos aos rios limpos e mares, ora levam à outros esgotos ainda mais sujos. Cruzamentos semelhantes aos das ruas ou avenidas, que contam com interseções que costumam me colocar em profunda reflexão. Ali, naquele ponto, você tem várias opções de caminho a seguir. Caminhos bons, caminhos ruins. Costumo pensar nas divergências que a vida nos impõe. No descrédito que temos com as nas bifurcações da vida. Costumamos já ter em mente qual percorrer... ou estar predestinados a seguir determinado percurso. Mas já parou pra pensar que, ali, você está num ponto o qual costuma ter três, quatro ou mais destinos distintos? Nunca se perguntou onde daria cada uma daquelas vias que ali se intersectam? A vida costuma nos pregar peças parecidas. Te coloca em situações em que você pode escolher pegar o caminho mais fácil e confortável, o qual você já está acostumado e sabe onde vai dar. Conhece cada centímetro daquilo ali. Parece bom... mas é fastio! O cidadão urbano moderno é criado para percorrer caminhos já exaustivamente seguidos pelos outros, como se aquilo ali fosse o sinônimo do sucesso. Raramente paramos num cruzamento para analisar onde cada um daqueles caminhos podem nos dar e quais surpresas nos esperam no final de cada percurso. Essas encruzilhadas ferem, instigam, deprimem e/ou excitam as almas mais inquietas. Na Região Central de Belo Horizonte todas as interceptações entre avenidas recebem o nome de praças. Praça da Savassi, Praça Sete, Praça Tiradentes, Praça do ABC, Praça da Bandeira, dentre muitas outras. Essas praças nada mais são que avenidas que se fundem, mesmo por um breve momento, para depois cada uma seguir novamente para onde foram predestinadas. Numa praça um cidadão faz uma pausa, senta-se, relaxa, reflete sobre sua vida para depois continuar seguindo. Poética a forma que a capital mineira distingue seus cruzamentos entre vias.

- Charles Tôrres

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

GOLDEN HOUR


A Pampulha desnuda-se ao cair do sol e joga-se ao fotógrafo, compactuando uma relação amorosa, tal qual um casal em seu mais íntimo momento.

- Charles Tôrres

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

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