sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

SALVE ESPONTANEIDADE


Sou um grande devoto da fotografia espontânea. Outros colegas de trabalho lidam com a fotografia de forma cinematográfica, ou seja, gostam de produções pensadas e posadas. É bacana e eu aprecio. Mas meu estilo atualmente é estritamente espontâneo, despretensioso, inocente e natural. A fotografia pra mim é a grande expressão gráfica da vida... e a vida é espontânea. Gosto de capturar os momentos humanos em seu máximo despojamento. Sou apaixonado pela luz natural, pois ela sempre representa de fato a atmosfera do ambiente no ato do disparo fotográfico. Não uso flash, pois como diria o grande Cartier-Bresson, um dos maiores fotógrafos de todos os tempos, usar flash é como dar um tiro de espingarda em uma sinfonia. E de fato, a luz ambiente é maravilhosa, quando bem aproveitada. Devemos saber utilizá-la ao nosso favor, ao invés de criar luzes sintéticas e desproporcionais à cena (salvo fotografias que necessitam desse tipo de setup, como fotografia publicitária, de moda, dentre outras). A fotografia espontânea é pragmática. E é por isso que a rua é meu ateliê, pois é o lugar onde as pessoas reproduzem o seu próprio viver de uma forma instintiva. Nas ruas, as pessoas são espontâneas, os cachorros, o clima e até as nuvens, que de forma despretensiosa, pitam os céus da cidade, transformando-os em imensas telas artísticas, proporcionando panoramas maravilhosos todos os dias de forma gratuita e sincera.

© Charles Tôrres / BH - Uma Foto por Dia

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