sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

FLATULÊNCIAS URBANAS


Uma retórica visual da enodoada tangente citadina, congelada em um instantâneo recesso. No centro de tudo, à margem de todos. Resíduos capitalistas inevitáveis embaixo da massa de concreto que mais sustenta o símbolo do capital. Verdades folclóricas; ninguém vê, ninguém viu, ninguém quer saber. Criamos nossos próprios nódulos, alimentamos nossa própria úlcera. É como um fumante, que mesmo sabendo dos riscos, não abandona o vício, pelo puro e simples acomodamento. Deslizamos pelo asfalto em nossas caixas de metal, flutuando pelas cidades, indo do ponto x ao y, cegamente ignorando nossas emergências. Mr. Sapiens vai mal.

© Charles Tôrres / BH - Uma Foto por Dia

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