terça-feira, 21 de outubro de 2014

O TREM TAVA LOTADO


No idioma inglês não existem os verbos 'ser' e 'estar' isoladamente. Ambos são representados por um único verbo no referido dialeto saxão: to be. Logicamente, o contexto da frase vai dizer se o verbo em questão está se referindo à identidade do indivíduo ou o que ele está fazendo. Mas em português, quando lidamos com a cheiura do metrô de Belo Horizonte, podemos dizer que o to be cai muito bem em qualquer situação, já que ao mesmo tempo que eles está lotado, ele é lotado naturalmente. Estão cada vez mais raras as situações em que conseguimos uma cadeira para nos sentarmos; e o horário de pico está cada vez maior. Antes era entre 6h e 8h, e entre 17h e 19h. Hoje temos horário de pico estendido, que começa 5h vai até as 10h da manhã, temos horário de pico a noite que começa 16h30 e vai até as 23h, temos horário de pico no horário de almoço, que vai de 11h as 14h... enfim, praticamente não há horários disponíveis para usarmos o metrô com a tranquilidade de outrora. São cerca de 250 mil usuários diariamente, que usufruem dos quase 30km de linha que temos por enquanto, os quais contam com 25 trens ao todo. Está prevista a chegada de mais 10 novos trens, que começaram a circular a partir de novembro, além de outras linhas, que ligarão a atual ao Barreiro e à Savassi. O pior é que tal investimento não vai aliviar a linha existente. Pelo contrário, quanto mais eficiente é um sistema de metrô de uma cidade, mais cheio ele é. Em Tóquio, por exemplo, são mais de 2000 km de linhas de metrô e trens urbanos, fazendo com que a metrópole tenha a maior rede de ferrovias citadinas do planeta, seguida de cidades como Londres, Seoul, Xangai e Nova Iorque. E apesar das dimensões, é também o metrô mais cheio do mundo, em qualquer horário, em qualquer lugar, recebendo cerca de 12 milhões de usuários por dia. Ou seja, quanto mais eficiente, mais cheio é um metrô, e isso não é exclusividade do nosso. The BH subway is full! Ever.

Tenham uma ótima noite.

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