sábado, 6 de setembro de 2014

DEPOIS DO JAZZ


O som das ruas... as notas sanguíneas... o dedilhado ardente do pianista ainda reage dentro de mim e eu não quero esquecer o clímax da última peça tocada. Meu café esfriou, vou comprar etanol para esquentar a consciência. Saio do pub em direção ao meu apartamento a fim de revelar o filme que se encontra no interior da Nikon F. Pretendo perpetuar a expressão selvagem do contra-baixista colocando mais groove no swing da banda. Perfeito momento onde o jazz nos acompanha. Estilo de ritmos variados, acordes audaciosos, instrumentistas dedicados de forma parecerem fundir-se com a própria música... ousadia! Notas improvisadas numa plataforma polirrítmica; e por ora, síncopa. Passeio sobre a calçada tentando reaver cada sensação, cada emoção daquele momento jazzístico, funkadélico. O dia foi-se embora junto com a temporada e sinto como se não vendessem mais pilhas para meu rádio... ano que vem tem mais.

Charles Tôrres

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