segunda-feira, 30 de novembro de 2015

CIDADE MÁQUINA


A metrópole, na calada da noite: um complexo labirinto organico-geométrico que esconde os mais intrínsecos pensamentos ideológicos sobre nossa existência. Trabalhamos em escritórios, em indústrias, em salas de aulas, nos guetos e apertos. Almoço, janta, televisão, sexo, filho, viagem, chefe, crise, congestionamento, promoção, arroz e feijão. Até que acordamos na madrugada com o "porquê" martelando a cuca. Eis que se manifesta a fadiga. E é graças à exaustão de uma vida automatizada que surge a autoconsciência. A partir de então, nossa vida se inicia de fato. Escutemos mais nossos anseios e sejamos mais nossas ambições.

- Charles Tôrres

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