quinta-feira, 24 de julho de 2014

DIAGONAL


A cidade é um cerne, o miolo da colmeia humana. No cair do astro maior, parei no topo de um grande arranha céu, entreposto por agitadas artérias centrais. Observei a inquietante urbe e pus-me a meditar sobre o que via. Cidadãos afadigados, perambulantes e aflitos, vítimas do acaso, mas crentes no transcendente físico. Deus? Jovens e velhos, ansiosos pelos feriados e fins de semana, abalroados pela cultura de massa, a qual os faz acreditar que os fins são os meios. Somos detentores de limitado período de vida, e ainda assim, nos arrastamos em prol de um simples pedaço de chão, um pedaço de pão e uma certa ostentação. E não adianta falarmos de visão de vida, atitudes diligentes e pensamentos progressistas. Sempre querem viver o fulano way of life. Originalidade é para poucos. Daí chegamos a conclusão que as pessoas sofrem de extrema falta de conteúdo. E não adianta discutir, pois julgam os ousados de irresponsáveis. Nem costumam dialogar sobre, o que não passa de uma atitude apática. Receio à discussão é recalque de passivo. Por isso eu digo: saber transpor a cidade e o ser humano é uma virtude que vai muito além do alarido filosófico. Quando estimulamos isso, estamos nos permitindo seguir o fluxo de modo não encontrar barreiras na vicissitude da vida. Essencial para pessoas que buscam algo além do convencional. Fé na tábua!

Tenham uma ótima quinta-feira.

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