quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

ELEVADO SOBRE A VIA LESTE - OSTE


O quinto elevado do Boulevard Arrudas liga o bairro Prado ao Calafate, na Zona Oeste; e passa sobre linhas de trem e metrô, além de algumas ruas de retorno e o Rio Arrudas. Conta com meio quilômetro de extensão, 25 metros de largura e 30 metros de altura, sendo uma das mais altas obras viárias da metrópole mineira. Foi construído para desafogar o trânsito para quem acessa o Centro vindo de Contagem, e vice-versa. Ele acomoda-se na Via Leste - Oeste, um dos maiores complexos viários de da cidade, que conta com cerca de 40km de extensão. A avenida interliga importantes regiões da urbe, como a Zona Oeste, Leste, Noroeste, Central, Contagem e Betim. Cerca de 22km da via é expressa, ou seja, não possui interceptações ao longo do trecho.

Tenham uma ótima noite!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

UAI


Acredito que não tenha nome melhor para dar título a uma fotografia de Belo Horizonte. Neste caso, o contexto é ainda mais específico, pois se trata do prédio que abriga o maior UAI de Minas Gerais. Mas o que vem a ser um UAI? Não, não estou falando da nossa típica gíria mineira... UAI quer dizer Unidade de Atendimento Integrado, que é um órgão estatal de serviços prestados à população em geral, como emissão de cédula de identidade, atestado de antecedentes criminais, retificações em documentos, inscrição em CPF, extratos de multas, DUT; dentre outros. Construído no final do século XIX, o prédio foi concebido para ser sede do Banco Hipotecário e Agrícola do Estado de Minas Gerais, sendo projetado pelo arquiteto italiano Luis Olivieri. Uma verdadeira obra-prima em estilo eclético, que viu privilegiadamente a cidade crescer e se proliferar, já que ele se acomoda em um dos maiores formigueiros humanos da América Latina, a Praça Sete, sendo o mais antigo edifício da referida região.

Boa noite a todos e até amanhã!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O CÉU E A TRÉGUA


Com o clima oscilante e inconstante que assola BH nos últimos meses, são raros os dias que conseguimos um céu assim. Na foto, a redoma celeste encobre a Zona Oeste de Belo Horizonte e todo o lado ocidental da metrópole, região que recebe grande parte do fluxo de caminhões que saem carregados das indústrias da zona industrial da Região Metropolitana de Belo Horizonte, rumo ao Anel Rodoviário, e por sua vez, ao resto do Brasil. O lado oeste da Grande BH conta com uma população com mais de 1 milhão e meio de habitantes e está em processo de expansão e exploração imobiliária. A região conta também com a sede de um dos maiores e mais importantes centros de educação tecnológica do país, o CEFET - MG; além de outras instituições de notório destaque, como o Parque de Exposições da Gameleira, a sede da centenária Orquestra Carlos Gomes, a grande lagoa Varzea das Flores e o Centro de Feiras e Exposições Expominas, além de inúmeros shoppings, dentre os maiores da cidade. É composta pelas regionais Oeste, Barreiro, além dos municípios de Contagem, Betim, Ribeirão das Neves, Igarapé e Juatuba.

Tenham uma excelente noite!

domingo, 1 de dezembro de 2013

CONCÓRDIA & RAJA GABÁGLIA


A fotografia é uma extraordinária forma de arte realista. Ela nos possibilita distorcer o mundo e criar formas e situações muito singulares, que fogem do que estamos acostumados a ver, mesmo fotografando a vida real e o cotidiano. São tantas as possibilidades que ficamos até confusos sobre qual técnica usar em determinados momentos. É o caso da fotografia acima, que mostra duas regiões separadas por quase oito quilômetros, produzida a partir de um bairro ainda mais afastado. Na foto, temos o Concórdia, bairro encravado no coração da metrópole, entre as duas principais avenidas que ligam o centro ao Vetor Norte da cidade. É dos bairros mais antigos de Belo Horizonte e nasceu a partir de um loteamento criado no local para abrigar famílias que moravam na Praça Raul Soares, no início do século XX. Fica ao lado de bairros nobres como o Silveira e o Cidade Nova, bairros de classe média como o Bairro da Graça e Renascença; e uma favela, a Pedreira Prado Lopes. Já a segunda região retratada na imagem é o início da aristocrática Avenida Raja Gabáglia, via que possui provavelmente a maior concentração de empresas de Tecnologia da Informação por metro quadrado do Brasil. A avenida, que conta com aproximadamente 7km de extensão, é polo empresarial e abriga incontáveis escritórios de empresas de tecnologia dos mais diversos ramos. É nela que se acomoda a filial mineira da gigante Totvs, que por sua vez, é responsável pelas relações internacionais da empresa e desenvolvimento de software para o mercado externo. É na Raja que fica também o maior estúdio de jogos eletrônicos de Minas Gerais e um dos maiores do Brasil, a Ilusis Interactive Graphics. A via é ainda o logradouro de empresas de outras áreas com superlativos adjetivos, como a sede nacional da MRV; inúmeros órgãos públicos do estado e empresas de comunicação. Mas é na área de tecnologia da informação que a região se destaca, além de ser um dos principais percursos aos moradores de uma das mais abastadas regiões de BH, a Zona Sul. É o aristocrático se misturando com o democrático em uma única foto, criando um efeito pra lá de intrigante. Produzi a fotografia com uma lente telescópica de 300mm a partir do Bairro Palmares (ainda mais distante que as regiões retratadas). Quando aproximamos o motivo fotografado usando uma lente tele, dá essa impressão de que um lugar está muito próximo ao outro, por isso consegui colocar o Concórdia e a Raja em uma única fotografia. A luz não estava muito bacana, mas eu gostei do resultado, contrastando com as nuvens por cima da Serra do Rola Moça ao fundo. 

Tenham um ótimo domingo!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

BICICLETAÇO ANALÓGICO


Desde que compramos nossas bicicletas, eu e minha esposa temos vividos grandes aventuras na perturbada malha urbana da metrópole mineira. Estamos indo diariamente de casa para o estúdio pedalando (e vice-versa), trajeto que nos garante cerca de 30km de pedaladas por dia. É interessante observar a cidade sob a perspectiva do ciclista. Vemos mais detalhes, mais belezas, mais degradações. Topamos com alinhamentos que não conhecíamos antes, como a ciclovia de 7km que liga a Gameleira, na Zona Oeste, ao Centro de BH. Nos deparamos também com desalinhamentos, como a ausência de semáforos na entrada para o Anel Rodoviário, no momento em que ele cruza com a Via Expressa. De carro tudo é uma maravilha! O asfalto é perfeito e todas as vias foram feitas pra gente. De bike a coisa toma outro rumo, pois ora estamos reféns das marginais das agitadas vias expressas, ora estamos reféns da ciclovia de calçada... boa, mas com vários obstáculos. Independente de qualquer coisa, esses 30km diários tem sido uma experiência inigualável. Ao invés de perdermos horas e horas na academia, malhando apenas em prol da forma física, estamos torrando nossas calorias com lago simples e eficiente: o trajeto diário para o trabalho. Dizem por aí que o veículo do futuro é a bicicleta; eu concordo plenamente com tal arguição. Percebemos o quanto é fácil deslocar pela cidade de bicicleta. Os empecilhos encontrados pelo caminho nem chegam aos pés dos monstruosos engarrafamentos que Belo Horizonte acomoda todos os dias, muito menos do transporte público ineficiente. Pelo contrário... percebemos o quanto é prazeroso pedalar! O quanto é prazeroso deixar o carro em casa e molhar a camisa, fazer exercício físico, observar a cidade. Claro que, com isso, tenho deixado meus equipamentos fotográficos digitais em casa ou no estúdio, pois são muito pesados. Tenho optado pelas analógicas, pois são leves e pequenas. Estou fotografando com minhas companheiras Nikon FE e Canon AE-1, ambas de 1976. Fiquei analógico no transporte e ainda mais na fotografia. Somos escravos do mundo moderno, das fotos digitais, do transporte motorizado, das amizades cibernéticas, fato que está nos tornando cada vez mais padronizados... homogeneizados... esquecemos o quanto pode ser prazeroso voltar às origens e fazer algo diferente. Como já dizia a Fabiana, uma amiga nossa e ex-aluna do Curso de Fotografia do Estúdio Metrópole: sejamos mais analógicos!

Boa noite.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

ZONA LESTE


Hoje a chuva deu uma trégua para Belo Horizonte. Até choveu, mas foi pouco, em pontos isolados. Eu fico estasiado com essas épocas chuvosas, que misturam climas quentes e frios em dias de chuvas intercaladas. O céu proporcionado por tal situação climática é inconstante e abstrato, nos proporcionando imagens maravilhosas. Na fotografia, a mesma regional da foto de ontem, porém com nuvens menos agressivas e mais bailantes. A Zona Leste é uma região bem interessante. Possui uma densidade demográfica absurda, beirando os 9 mil habitantes por km² (maior que a total de Tóquio) e caracteriza-se pelos bairros históricos e pela tradicional família mineira. É reduto boêmio, possuindo os mais icônicos bares e restaurantes da capital. Abriga o glorioso Estádio Independência, palco da gloriosa vitória do Atlético Mineiro na Libertadores deste ano. A regional leste também foi o berço de grandes grupos da música mineira, como o Clube da Esquina, Skank e os metaleiros do Sepultura. Apesar de tantos rótulos, é a menor das regionais do município. Faz divisa com Sabará, apesar de não sabermos onde exatamente ficam tais divisas, tamanha a conurbação entre as áreas urbanas.

Boa noite pessoal!
PURPLE RAIN


E as chuvas despencam no lado leste da metrópole, metamorfoseando a atmosfera dos bairros tradicionais da região. Na foto, o bairro Santa Inês, que é a essência da Zona Leste de Belo Horizonte. Tranqüilo e com pouco movimento, sua atmosfera beira o bucolismo. É um bairro de classe média-alta, abraçado à oeste pela linha de metrô e à leste pela Avenida Contagem. É o último bairro do extremo leste do município, já que, do outro lado da referida avenida, temos o bairro Ana Lúcia, já no município de Sabará. Possui ruas com arborização frondosa e casas bem antigas e muito estilosas, muitas delas erguidas entre as décadas de 40 e 60. Conta com 12 mil habitantes, sendo que em uma boa porcentagem das residências vivem simpáticos casais idosos. É comum passarmos pelo bairro de manhã e notarmos velhinhos varrendo a varanda e a calçada em frente sua casa, tirando a folhagem excessiva das calçadas. É um bairro com infra-estrutura completa, contando com shoppings, vários supermercados, agências de bancos e comércio muito intenso; além de acomodar duas estações de metrô.

Excelente noite a todos!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

AS LUZES DA SÃO JOSÉ


A Igreja São José já apareceu aqui no blog umas duas ou três vezes. Isso se deve ao fato dela estar no ângulo de visão da varanda do Estúdio Metrópole; e eu gosto bastante da composição urbana a qual ela está inserida. O edifício é um dos destaques da arquitetura manuelina em Belo Horizonte, e está localizada em frente à Avenida Afonso Pena, na confluência entre ruas Espirito Santo e Tamóios, no Hipercentro da cidade. O templo foi inaugurado em 1910 e era o edifício mais alto da urbe nesse período, época em que ainda distinguia-se ares interioranos na capital mineira, com seus parcos 30 mil habitantes. Hoje a paróquia se destaca por entre edifícios modernistas que formam uma espécie de cânion, no coração financeiro da metrópole. 

Tenham uma ótima noite!

domingo, 24 de novembro de 2013

VETOR NORTE


Com o desenvolvimento da Zona Sul, Oeste e Leste; além da escassez quase completa de terrenos disponíveis nas referidas regiões da cidade; o mercado voltou seus olhos para o Vetor Norte. Compreendido pelas regionais da Pampulha, Venda Nova e Norte, além de 13 municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte, o Vetor Norte é a nova aposta do governo mineiro e dos empresários da cidade, graças à competitividade da região pela oferta de áreas disponíveis para o crescimento urbano; além da influência de elementos já estabelecidos, como a presença dos dois maiores aeroportos da metrópole, Confins e Pampulha; além do Estádio Mineirão e da Cidade Administrativa de Minas Gerais. É uma área que não para de crescer e receber investimentos, como shoppings, condomínios e indústrias. O Vetor Norte abriga, aproximadamente, dois milhões de habitantes, e é recortado por enormes vias de acesso, como a Linha Verde, Pedro I, Catalão e Antônio Carlos, além de várias rodovias, o que garante maior facilidade para o crescimento econômico e industrial da região. 

Tenham uma ótima semana!

sábado, 23 de novembro de 2013

CENTRO DE ARTE CONTEMPORÂNEA E FOTOGRAFIA


Belo Horizonte tem um dos maiores números de institutos culturais por metro quadrado do Brasil e do mundo. Como se não bastasse as centenas de casas existentes na cidade, praticamente todos os meses várias outras instituições são inauguradas. Apenas no Centro de BH, num raio de 1,5km do Estúdio Metrópole, eu consegui contabilizar 41 espaços destinados à divulgação e propagação de arte e cultura; e este número limita-se apenas aos lugares que conheço. Em breve farei uma apuração mais detalhada e posto aqui para vocês. Na fotografia de hoje temos o Centro de Arte Contemporânea e Fotografia, espaço dedicado às artes visuais gerido pela Fundação Clóvis Salgado, mesmo órgão que administra o Palácio das Artes, a Serraria Souza Pinto, Centro Técnico de Produção, a Orquestra Sinfônica e o Coral Lírico de Minas Gerais.  O referido espaço acima é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais e o Instituto Moreira Salles. O edifício em questão foi inaugurado em 1925 para abrigar a sede mineira do Banco do Brasil; e possui estilo eclético, com imponentes colunas coríntias que lembram os mais suntuosos palácios romanos. Posteriormente foi adquirido pelo banco dos Moreira Salles, poderosa família de banqueiros mineiros e desde 1997 o espaço é destinado principalmente às exposições fotográficas.

Tenham uma ótima noite!

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

BELO HORIZONTE


E o grande astro solar adormece em mais uma agitada sexta-feira na poderosa metrópole do mais cativante panorama. Belo Horizonte possui um nome privilegiado, pois explica nele próprio a sua origem. Não temos o nome de um santo conhecido; nem de um político famoso; de um rio; e muito menos de origem indígena, como outras cidades. Temos um nome sugestivo, que de cara explicita o perfil de uma urbe que soma mais de 5 milhões de habitantes em toda a mancha urbana. Viva a capital de Minas Gerais e seus infinitos horizontes!

Tenham um excelente fim de semana!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

METRÓPOLE


Ainda que muitos não percebam, há algo demasiadamente excitante em viver em uma grande metrópole. A liberdade de expressão, a criatividade, a galhardia e as possibilidades se potencializam conforme o tamanho da urbe. São locais que nos proporcionam a deliberação de opiniões sem julgamentos. Nas mega-cidades somamos maiores quilometragens no ir e vir sem que isso se torne tedioso, conforme curioso for o cidadão. São tantos eventos e acasos acontecendo simultaneamente que temos uma certa dificuldade de abstrair tudo; e quando não conseguimos ingerir todas as perspectivas com as quais topamos durante o dia, chegamos em casa exaustos. Para entender o que estou querendo dizer, basta passear uma manhã no Centro de Belo Horizonte. Costumo dizer que há mais coisa entre Venda Nova e o Barreiro; e entre Sabará e Betim; que julga nossa vã filosofia. De qualquer modo, as metrópoles para mim são sinônimos de emancipação. Nelas, temos autonomia para fazer, refazer, mudar, voltar, criar, tentar novamente. Ousamos, persuadimos, somos persuadidos, nos inspiramos. Corremos contra o tempo e à favor dele. Lugar de se misturar invisivelmente na multidão. As possibilidades beiram o infinito de modo desconhecermos cada vez mais o mais explorados espaços. Quando contraímos o espírito metropolitano, destememos e quebramos quaisquer que sejam os padrões, a fim de conviver com o novo. Vivam os milhões de habitantes e suas opiniões. Viva o pão de queijo que ainda me surpreende, mesmo sendo meu velho conhecido.

Um grande abraço pra vocês e tenham uma ótima noite!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

CÂNION DA AMAZONAS


Acho belíssima a riqueza arquitetônica que há na Avenida Amazonas, especialmente na parte onde a via passa no miolo do perímetro da Contorno. Eclética, a via recebeu obras de todos os estilos do século XX, do art déco ao contemporâneo. Ela recebeu o modernista Conjunto Habitacional Juscelino Kubitscheck, cujo maior edifício chega a 36 andares de altura. Grande, a Amazonas faz parte de um único complexo viário que conta com quase 35km em trecho urbano, partindo do hipercentro de Belo Horizonte até o município de Betim, onde termina a mancha urbana.

Tenham uma ótima noite!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

A NOITE NO CAMARGOS


O Camargos é um bairro privilegiado. Ele foi construído sobre uma região alta e côncava, proporcionando as mais belas vistas aos seus moradores. A Fazenda dos Camargos era um rancho que existia desde o século XIX, na época do Curral Del Rey, no extremo oeste do município. Com a inauguração de Belo Horizonte, a fazenda se transforma em um pequeno núcleo populacional. Em meados da década de 1950 os herdeiros da antiga fazenda, temendo invasões populacionais promovidas por pessoas que viriam a trabalhar na na vizinha Cidade Industrial, resolveram lotear a área em terrenos, formando assim o novo bairro. Na década de 1970, com a abertura da Via Expressa que ligava Betim e Contagem ao Centro de Belo Horizonte, o Bairro Camargos entrou no “mapa”, recebendo um fluxo maior de moradores. Na década de 1980, a construção do metrô incentiva nova leva de loteamentos na região; e já no final da década de 1990 a construção do Itaú Power Center, na época o maior centro de compras da América Latina, acaba por valorizar ainda mais o bairro, o qual hoje possui ótima infra-estrutura e qualidade de vida, com supermercados próximos, shoppings, duas estações de metrô e um clima muito agradável durante o ano todo, especialmente por se acomodar em uma área alta e isolada.

Tenham uma ótima noite!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

GUERRA E PAZ - PORTINARI


No penúltimo fim de semana eu tive o prazer de visitar, em companhia de minha esposa, uma das mais belas exposições que vi em minha vida: Guerra e Paz, de Cândido Portinari, que está sendo exibida no Cine Theatro Brasil, no Hipercentro de Belo Horizonte. Arrisco dizer, com veemência, que foi a exposição mais bem estruturada que eu já visitei. Já fui à exposições cujos artistas produziram obras que me chamam mais a atenção, como Anish Kapoor ou Sebastião Salgado, mas nunca vi nada tão bem apresentado como a exposição do referido artista brodosquiano. Tudo muito interativo, muito bem explicado e muito imponente. As obras são numerosas, dos esboços às telas finais; e estão expostas ao longo de quatro andares inteiros do Cine Theatro Brasil. As duas principais peças são as obras Guerra e Paz, mostradas na fotografia acima, sendo que cada uma delas mede 14 metros de altura. As demais são rascunhos e croquis que o artista esboçou antes de pintar, de uma vez por todas, as duas gigantescas telas. Duas grandes pinturas que exaltam a astúcia artística de Candinho (como era chamado), que nos faz ficar hipnotizados pela sua imponência e por seu conteúdo que ao mesmo tempo choca e cativa. Ambas as telas formam uma única série, e foi encomendada na década de 50 para decorar a sede da Organização das Nações Unidas em Nova Iorque. As peças vieram direto da ONU para essa turnê pelo Brasil, passando por Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, ficando expostas até o dia 24 deste mês, seguindo para Paris após essa data para uma breve mostra na capital francesa antes de voltar definitivamente para suas acomodações na grande metrópole americana. Para quem ainda não foi, fica a dica!

Abraços.

domingo, 17 de novembro de 2013

BAIRRO DAS INDÚSTRIAS


Estar lá é vivenciar um lugar de atmosfera completamente diferente das zonas mais tradicionais da cidade. Temos a sensação de estarmos na cena de um filme americano que se passa em Chicago ou em Detroit, tamanha a atmosfera industrial da região. Cidadãos que vivem em função das fábricas que circundam suas residências, crianças brincando nas ruas... em contraste com áreas públicas abandonadas, como praças de esporte e lazer. O excesso de viaturas policiais passa a impressão de se tratar de um lugar perigoso, apesar do perfil do bairro não transparecer isso. Barulhento, lá escutamos todos os tipos de som, o tempo todo, em qualquer lugar. Marteladas, labaredas, vapores. Pude escutar também alguns zunidos constantes; chiados que lembram roldanas e engrenagens. Ao sair da Cidade Industrial, as enormes fábricas vão ficando para trás, dando lugar às ruas e avenidas relativamente calmas e tipicamente residenciais que acomodam simpáticos e simples edifícios de quatro pavimentos, em uma atmosfera que lembra a região do IAPI, porém bem mais plana e arborizada. Estamos no Bairro das Indústrias, bairro operário que, apesar do nome, praticamente não possui fábricas em seu núcleo. O bairro foi concebido para abrigar os trabalhadores da Cidade Industrial, do Jardim Industrial e de outras zonas fabris que rodeiam a região, no lado oeste da Grande BH. É rodeado por imponentes indústrias, mas conseguiu preservar a atmosfera bucólica em seu interior. Apesar disso, o cheiro de plástico, de ferro fundido, dos químicos e da madeira queimada são odores comuns no bairro, devido à proximidade com a zona industrial ao seu redor. Situa-se a aproximadamente 16km do Centro de BH, na Região Administrativa do Barreiro; e é cortado por grandes avenidas, como a Via do Minério, Tereza Cristina, Tito Fulgêncio, além do Anel Rodoviário. Mas o bairro é mais que isso, mais que dados ou informações. É um lugar bastante empolgante, especialmente para fotógrafos inquietos. Vale uma visita!

Tenham uma ótima semana!

sábado, 16 de novembro de 2013

TRIBAL FUSION


Hoje a foto do dia será um pouco diferente. Não teremos viadutos, densidades, arquitetura, serras ou o cotidiano do belo-horizontino... mas sim, uma fotografia produzida pelo Estúdio Metrópole em uma realização artística pra lá de interessante. Para não dizer que não tem BH na foto; a escadaria onde as moças da Cia. Ansatta Bellydance se encontram acomodadas pertencem à Igreja São José, na Av. Afonso Pena. 

Vejam as outras fotografias da produção: Estúdio Metrópole

Abraços e boa noite!

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

AFONSO PENA ANALÓGICA


A Avenida Afonso Pena é uma das principais vias da Zona Central de BH. Seus 5 quilômetros de extensão se estendem de noroeste a sudeste, encontrando-se no trecho grande diversidade e riqueza arquitetônica em estilos de diferentes épocas. Larga, a via possui em alguns trechos mais de dez faixas de rolamento para veículos. A avenida forma um enorme cânion de aço e concreto, graças ao adensamento de edifícios. É uma das vias mais democráticas da metrópole, ligando o coração comercial da urbe, na Praça Sete, ao coração empresarial e financeiro, na Savassi. Calcula-se que quase dois milhões de pessoas passam pela Afonso Pena todos os dias.

Tenham uma ótima noite!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

AVENIDA BRASIL


A Avenida Brasil é uma das mais importantes vias da Zona Central de Belo Horizonte. Ela liga duas das mais belas praças da cidade, a Praça da Liberdade e a Praça Floriano Peixoto, conhecida popularmente como Praça do BG (por estar em frente ao Batalhão da Guarda Municipal). Pequena, seus quase 3km de comprimento são estritamente comerciais e empresariais, com inúmeros edifícios destinados a esse fim. Na via também encontramos órgãos públicos, escolas e hospitais. Apesar da intensa movimentação diária, a Avenida Brasil é muito charmosa e arborizada, possuindo em uma de suas extremidades uma quadra cortada por uma enorme fileira de palmeiras, como mostra a fotografia de hoje.

Tenham um excelente domingo!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

AS CORES DA RUA PADRE EUSTÁQUIO


Quem passa pela Rua Padre Eustáquio, na Região Noroeste de Belo Horizonte, não costuma reparar a riqueza cromática que há na via, devido ao seu patrimônio arquitetônico datado da primeira metade do século passado, período o qual as residências e edificações comerciais recebiam pinturas das mais intensas cores. Delgada e extensa, a rua é referência aos moradores da regional a qual ela se acomoda, cortando os importantes bairros Carlos Prates e Padre Eustáquio, esse último homônimo à via. Antigamente, na época da fundação da cidade, a rua era uma estrada que ligava Contagem à zona central de BH e era o principal acesso ao centro da capital para quem vinha do lado oeste da metrópole. A rua foi povoada respeitando o curso da antiga estrada e só trocou de nome após o falecimento em 1943 do padre holandês Humberto Van Lieshout, chamado popularmente de Padre Eustáquio, que morava em BH e era bastante conhecido. Apesar de possuir um acervo histórico muito importante, a maioria das casas e comércios carecem de reforma, pois estão pichados e muito sujos. Ainda sim, é uma rua que me chama bastante a atenção, tanto pela movimentação frenética quase 24h, quanto pelas casas furta-cor e o estilo delas.

Tenham uma ótima noite!