MEU ADEUS A BELO HORIZONTE; E UM RECADO IMPORTANTE
Como muitos já sabem, especialmente aqueles que me acompanham pelo Instagram, já não moro em Belo Horizonte.
Foram dez anos vivendo em BH. Dez anos em uma cidade onde construí boa parte da minha carreira, firmei parcerias importantes, conquistei grandes amigos e vivi experiências que carregarei comigo para sempre.
Foi em Belo Horizonte que eu e minha esposa vivemos alguns dos momentos mais importantes da nossa história. E foi também em BH que nasceu nosso filho. Tenho, portanto, razões de sobra para guardar um carinho enorme pela capital mineira.
Mas meu amor por Belo Horizonte nunca se limitou às minhas memórias pessoais.
Sempre enxerguei na cidade um potencial de desenvolvimento muito acima da média brasileira. Em muitos aspectos, especialmente no campo cultural, BH já ocupa uma posição de enorme destaque no país. É uma cidade com excelentes museus, uma cena artística vibrante, uma gastronomia extraordinária e um entorno natural privilegiado.
E a gastronomia merece um capítulo à parte.
Nesse caso, aliás, meus elogios se estendem a todo o estado de Minas Gerais. A força e a representatividade da cozinha mineira dentro e fora do Brasil são impressionantes. São Paulo, com toda a sua dimensão e força econômica, abriga milhares de restaurantes de comida mineira. Belo Horizonte, por outro lado, nunca precisou importar uma identidade gastronômica de fora para construir a sua própria.
Hoje moro em Tóquio, no Japão, a maior metrópole do planeta. E há algo que sempre me chama a atenção por aqui: há pão de queijo por toda parte. Você o encontra em lojas de conveniência, padarias e até em estabelecimentos especializados. O nome continua sendo pão de queijo, apenas adaptado à fonética japonesa.
Pode parecer um detalhe, mas acho que isso diz muito sobre a força e a singularidade da cultura mineira. Poucas culturas regionais brasileiras conseguiram construir uma identidade tão facilmente reconhecível dentro e fora do país.
Amo Belo Horizonte porque, para mim, ela condensa muito do que Minas tem de melhor.
Ainda assim, a vida nos conduziu por outros caminhos e, em determinado momento, eu e minha esposa entendemos que era hora de segui-los. Saímos de Brasília aos 22 anos, deixamos Belo Horizonte aos 32, já moramos na ponta aérea entre o Japão e a Europa, e depois de outras etapas pelo caminho, hoje vivemos na vibrante Tóquio.
Por isso, este texto é também uma espécie de despedida.
Deixo aqui meu adeus a Belo Horizonte, uma cidade que amei profundamente e à qual dediquei anos tentando mostrar, por meio da fotografia, com o olhar que eu acreditava que ela merecia.
O BH Uma Foto por Dia pode já não estar ativo como esteve em seus melhores anos, mas seu acervo continua vivo. Durante seis anos de projeto, foram centenas de fotografias publicadas e milhares de imagens produzidas pelas ruas da cidade, formando um dos maiores acervos autorais de fotografia urbana do Brasil dedicado a Belo Horizonte.
AS FOTOGRAFIAS CONTINUAM DISPONÍVEIS
Se você deseja ter uma fotografia de Belo Horizonte emoldurada em sua casa ou escritório, ou procura imagens da cidade para projetos editoriais, publicitários, institucionais ou comerciais, o acervo do BH Uma Foto por Dia continua disponível.
Mantenho em Belo Horizonte uma estrutura para cuidar da comercialização, impressão e emolduração das obras.
Para solicitar um orçamento, basta entrar em contato pelo e-mail charles50mm@gmail.com, informando, sempre que possível, o tipo de utilização, quantidade, dimensões desejadas ou outras especificações do projeto.
Também trabalho com licenciamento de imagens para livros, calendários, campanhas, publicações, projetos corporativos e outros usos comerciais.
E meu acervo hoje vai muito além de Belo Horizonte.
Ao longo dos anos fotografei cidades na Europa, na África e na Ásia, além do Brasil.
Parte desse trabalho pode ser vista também no meu Instagram (@charles50mm).
Belo Horizonte deixou de ser o lugar onde moro, mas jamais deixará de fazer parte da minha história; pessoal, profissional e fotográfica.
Obrigado a todos que acompanharam, compartilharam, compraram fotografias e fizeram parte do BH Uma Foto por Dia ao longo desses anos.
Forte abraço!
Charles