terça-feira, 12 de novembro de 2013

SKYSCRAPER


A foto de hoje não terá um texto meu... cederei a palavra ao mineiríssimo Rubem Alves, que descreveu como ninguém a essência do olhar fotográfico. Degustem:

“Lá vão pelo caminho a mãe e a criança, que vai sendo arrastada pelo braço – segurar pelo braço é mais eficiente que segurar pela mão. Vão os dois pelo mesmo caminho, mas não vão pelo mesmo caminho. Bleke dizia que a árvore que o tolo vê não é a mesma árvore que o sábio vê. Pois eu digo que o caminho porque anda a mãe não é o mesmo caminho porque anda a criança.

Os olhos da criança vão como borboletas, pulando de coisa em coisa, para cima, para baixo, para os lados, é uma casca de cigarra num tronco de árvore, quer parar para pegar, a mãe lhe dá um puxão, a criança continua, logo adiante vê o curiosíssimo espetáculo de dois cachorros num estranho brinquedo, um cavalgando o outro, quer que a mãe também veja, com certeza ela vai achar divertido, mas ela, ao invés de rir, fica brava e dá um puxão mais forte, aí a criança vê uma mosca azul flutuando inexplicavelmente pelo ar, que coisa mais estranha, que cor mais bonita, tenta pegar a mosca, mas ela foge, seu olhos batem então numa amêndoa no chão e a criança vira jogador de futebol, vai chutando a amêndoa, depois é uma vagem seca de flamboyant pedindo para ser chacoalhada, assim vai a criança, à procura dos que moram em todos os caminhos, que divertido é andar, pena que a mãe não saiba andar por não ter os olhos que saibam brincar, ela tem muita pressa, é preciso chegar, há coisas urgentes a fazer, seu pensamento está nas obrigações de dona de casa, por isso vai dando safanões nervosos na criança, se ele conseguisse ver e brincar com os brinquedos que moram no caminho, ela não precisaria fazer análise …

A mãe caminha com passos resolutos, adultos, de quem sabe o que quer, olhando para a frente e para o chão. Olhando para o chão ela procura as pedras no meio do caminho, não por amor ao Drummond, mas para não dar topadas, e procura também as poças d’agua, não porque tenha se comovido com o lindo desenho do Escher de nome Poça d´água, uma poça de água suja na qual se refletem o céu azul e os ramos verdes dos pinheiros, ela procura as poças para não sujar o sapato. A pedra do Drummond e a poça de água suja do Escher os adultos não vêem, só as crianças e os artistas …

A mãe não nasceu assim. Pequenina, seus olhos eram iguais aos do filho que ela arrasta agora. Eram olhos vagabundos, brincalhões, que olhavam as coisas para brincar com elas. As coisas vistas são gostosas, para ser brincadas. E é por isso que os nenezinhos têm esse estranho costume de botar na boca tudo o que vêem, dizendo que tudo é gostoso, tudo é para ser comido, tudo é para ser colocado dentro do corpo. O que os olhos desejam, realmente, é comer o que vêem. Assim dizia Neruda, que confessava ser capaz de comer as montanhas e beber os mares. Os olhos nascem brincalhões e vagabundos – vêem pelo puro prazer de ver, coisas que, vez por outra, aparece ainda nos adultos no prazer de ver figuras. Mas aí a mãe foi sendo educada, numa caminhada igual a essa, sua mãe também a arrastava pelo braço, e quando ela tropeçava numa pedra ou pisava numa poça de água, porque seus olhos estavam vagabundeando por moscas azuis e cachorros sem-vergonha, sua mãe lhe dava um safanão e dizia: “Olha pra frente menina!”.

“Olha pra frente!” Assim são os olhos adultos.

Coitados dos adultos! Arrancaram os olhos vagabundos e brincalhões de crianças e os substituíram por olhos ferramentas de trabalho. Os olhos tornam-se escravos do dever. Os olhos solicitam: “ Brinquem comigo! É tão divertido! Se vocês brincarem comigo, eu ficarei feliz, e vocês ficarão felizes …”.

Boa noite!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

CENTRO DE REFERÊNCIA DA MODA


Inaugurado em 1914, o edifício que acomoda hoje o Centro de Cultura Belo Horizonte é um marco na história da arquitetura na cidade. O prédio neogótico, que também abriga o Centro de Referência da Moda, foi erguido em estilo manuelino e se destaca por entre os arranha-céus da região central da metrópole, tamanha sua imponência e magnitude. Em seus quase cem anos de vida, acomodou importantes órgãos históricos e culturais, como o Conselho Deliberativo Municipal; uma Biblioteca Pública; a primeira rádio da cidade (a Rádio Mineira); a Escola de Arquitetura da UFMG; a Câmara Municipal; e por último, o Museu de Mineralogia, o qual hoje se encontra na Praça da Liberdade. Atualmente ele sedia um centro cultural e um centro de referência da moda, cujas acomodações são dotadas de biblioteca (a qual possui acervo enfocado em obras sobre artes, cultura e humanidades); hemeroteca (coleção de jornais e revistas); salão de leitura; galeria para exposições; auditório; terminais de computador com acesso gratuito à internet; dentre outras conveniências. Lá são executados diariamente debates temáticos, exposições artísticas e mostras de audiovisual. O local também pretende mobilizar o mundo da moda, promovendo debates, estudos, desfiles, exposições, seminários e cursos.  Sem dúvida um dos mais interessantes edifícios históricos de Belo Horizonte; tanto pelo seu conteúdo, quanto pelo seu patrimônio arquitetônico.

Tenham uma ótima noite!

domingo, 10 de novembro de 2013

AGITO METROPOLITANO


Hoje foi dia bastante agitado no Centro de BH. Além da movimentação natural do domingo, por conta das exposições nos museus e espaços culturais da região; do típico e tradicional Quarteirão do Soul, que movimenta o coração belo-horizontino semanalmente; além dos boêmios de plantão; o Hipercentro foi tomado por cruzeirenses que comemoravam a goleada do Cruzeiro sobre o Grêmio, vitória a qual praticamente garante o título para o time celeste no campeonato vigente. Foi interessante presenciar os dançarinos ensinando passinhos de soul e funk para os torcedores, estes animadíssimos com a conquista. Inclusive, invadiram o obelisco da Praça Sete e tomaram as avenidas que o circundam. Durante a semana falarei mais sobre o Quarteirão do Soul e o movimento da black music que conquista Belo Horizonte desde a década de 60.

Abraços a todos e tenham uma excelente semana!

sábado, 9 de novembro de 2013

SUN DAY ON SATURDAY


Contrariando todas as expectativas, o dia hoje nos presenteou com um maravilhoso céu azul de suaves nuvens brancas, sol brando e brisa fresca. Fazia tempos que não víamos o sol na metrópole mineira. Hoje fomos dar aula prática pela manhã temendo chover... e, do contrário, nos surpreendemos com nosso imenso domo celeste completamente índigo. Sábado de manhã gostosa, turma animada e muita tinta! Sim, tinta. Hoje nossas turmas do curso de fotografia deixaram a câmera de lado, pegaram o pincel e puseram-se a brincar com as cores na sua forma de pigmento, para complementar a aula sobre Teoria das Cores. Levamos a galerinha ao Parque Orlando da Silveira, no bairro Silveira, na Região Nordeste da cidade, onde podemos conferir essa interessante vista para o bairro Cidade Nova. Minha esposa, Lígia Tôrres, artista plástica e especialista em matizes e suas variações, comandou a trupe e eu me pus a registrar os momentos únicos. Tudo muito bom! Para quem não conhece, fica a dica: Parque Orlando da Silveira, na rua Juruá.

Boa noite a todos e até amanhã!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

PRAÇA SETE


A Praça Sete de Setembro é o coração consagrado da grande metrópole mineira, situada na Zona Central da cidade, mas especificamente em seu Hipercentro. É onde é bombeada a energia que pulsa no cotidiano de mais de sete milhões de habitantes, considerando-se o subalterno colar metropolitano. Fincada no cruzamento de duas grandes avenidas, Afonso Pena e Amazonas, a praça não é necessariamente uma praça, apesar de haver diversas áreas de convivência ao seu redor. Ela é elevada ao patamar de 'praça' por conta de uma antiga tradição belo-horizontina, a qual costuma nomear cruzamentos de grandes avenidas centrais como se fossem praças. Principal ponto de referência de Belo Horizonte, o lugar é um dos corredores mais cosmopolitas do Brasil, recebendo um fluxo de cerca de dois milhões de cidadãos e turistas diariamente, segundo estimativas recentes. Vale a pena parar para tomar um cafezinho no tradicional Café Nice e observar a intensa movimentação desse interessante núcleo urbano.  

Abraços à todos e até amanhã!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

RUA ESPÍRITO SANTO


Contando com aproximadamente 3km de extensão, a Rua Espírito Santo é um dos mais importantes corredores que cortam a Zona Central de BH. Seu traçado urbanístico permite um fácil escoamento de veículos que saem do Centro rumo às grandes avenidas que rasgam outras regionais da cidade. Democrática, a via começa em um dos mais nobres bairros da metrópole mineira, o Lourdes; e termina cortando uma região de comércio popular intenso, entre as ruas Guaicurus, Caetés e Av. Santos Dumont, passando por diversos locais de destaque na urbe, como o Minas Tenis Clube, o Edifício Acaiaca e a Igreja São José.

Tenham uma ótima noite! 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

MIRAGE


Um brinquedão, literalmente! Mirage é o nome desse colossal brinquedo, que é atualmente a maior roda gigante do Brasil. Conta com 37 metros de altura e está instalada permanentemente no tradicional Parque Guanabara, na orla da Lagoa Pampulha, bem em frente à Igrejinha. Inaugurado em 1951, o Guanabara é o parque de diversões mais antigo de Belo Horizonte funcionando atualmente. Ele levou a alegria a varias gerações, contando com brinquedos da data de sua inauguração, como as pistinhas com carros giratórios, os quais remetem aos saudosos Chevrolet Bel Air da época. A Mirage não esteve sempre lá, pois substituiu recentemente a pequena roda gigante que se acomodava no local. Vale uma visita, especialmente a noite, quando a roda fica com uma iluminação espetacular, além de proporcionar em seu topo uma vista maravilhosa para a região da Pampulha iluminada.

Tenham uma excelente noite!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

THE DARK SUNSHINE BEGINNING


Segunda-feira, quatro de novembro, sete horas da noite, vinte e cinco graus... dia corriqueiro no miolo central da terceira maior metrópole brasileira. Ouço ruídos, barulhos dos carros, trens, motos e conversas... diálogos de cidadãos cada vez mais constantes, mais cyberligados, mais rápidos e menos observadores. Máquinas de um sistema organicamente automatizado. Acessórios de um aparelho. Peças de um gigante quebra-cabeça. O que queremos nós afinal? Estamos sempre com pressa, mas não sabemos onde ambicionamos chegar. Há ambição além do convencional? Criamos ilusões para nos reconfortar e isso faz com que nos acomodemos e entremos em estado de letargia. Ainda que poucos, grandes são os homens que buscam o paraíso em vida. Temos tudo na mão, nos resta saber explorar essa imensa realidade. Infinitas possibilidades estão ao nosso dispor. Fé na tábua!

Boa noite!

sábado, 2 de novembro de 2013

TORRE


Assim como a foto de ontem, eis mais uma experiência analógica, dessa vez usando uma teleobjetiva Tokina 70-210, montada em uma Canon AE-1 de 1976. Na foto, a torre da Estação Central, edifício o qual também sedia o majestoso Museu de Artes e Ofícios. Como costumo dizer, toda grande cidade possui sua estação principal de trens e metrô. Paris possui sua Gare du Nord; Nova Iorque tem a Grand Central Station; Londres a Estação de King's Cross; São Paulo a Estação da Luz... e BH não fica atrás. A Estação Central de Belo Horizonte é um dos principais terminais de trem e de metrô da urbe. Além do metropolitano, a estação recebe diariamente os passageiros da Estrada de Ferro Vitória - Minas, a qual acomoda uma linha que vai ao Espírito Santo, passando (e parando) por diversos municípios mineiros. É lá também que é organizada toda a infra-estrutura para receber os trens de carga que chegam a cidade, trabalho feito com muito esmero aliás, já que a Grande BH é o maior entroncamento rodoviário do país. A Estação Central está localizada no Centro, em frente à uma dos maiores complexos viários de BH, a Via Leste - Oeste. A área externa da estação sedia grandes eventos culturais; show nacionais e internacionais e manifestações diversas. É um marco arquitetônico da cidade, sendo uma das primeiras e principais construções da época da inauguração de Belo Horizonte.

Tenham um excelente domingo!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

BEAGÁ


Seguindo a corrente levando em frente descendo a ponte que mora o carente que bebe aguardente rente ao requinte da forma inerente da vida incessante de um pobre gerente. Este é o abrigo que mora o perigo não pago nem ligo pro joio ou pro trigo eu quero um amigo que não ligue pro umbigo do antigo fulano  que não anda comigo que come figo no próprio jazigo. Moro em Beagá que só anda devagá se o carro estragá ou o se bebum embriagá com o próprio paladá ou pará pra cagá. Moro no Centro sem anfiteatro a um centímetro do bueiro nojento que cheira gasômetro. Minha vida é esta subir Bahia descer Floresta com sol na testa olhei pela fresta me chamaram de besta do boom econômico e o planalto faz festa. Peguei o metrô pra casa num vô feliz num estô sou dono da rua nem lar me sobrô.

Boa noite, dotô!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

SEM FINS E CONFINS


E, mais uma vez, a natureza nos presenteia com imagens espetaculares, devaneios visuais, formados pela gigante cúpula celeste que abstrativamente se metamorfoseia sobre quase seis milhões de cabeças metropolitanas. Dadas as chuvas, os irradiantes tons das serras mineiras encobrem a terceira maior metrópole do Brasil tal qual um ventre que acolhe um rebento; e nos faz pensar que a cidade brotou dali como se fosse naturalmente semeada, sem intervenções humanas. Grandes são as metrópoles que acolhem seus cidadãos organicamente, sem utopias de convivência e sintetismos de modo de proliferação. Grandes são as urbes que abreviam o contato entre a natureza e o progresso. Grande... a perder de vista... como nossa cidade... sem fins... e Confins.

Tenham uma excelente noite!

terça-feira, 29 de outubro de 2013

PALÁCIO DAS ARTES


Situado na Avenida Afonso Pena, praticamente dentro da área do Parque Municipal, o Palácio das Artes é um dos maiores centros de produção, formação e difusão cultural da América Latina. Foi fundado em 1971 e tem projeto original assinado por Oscar Niemeyer, o qual passou os esboços para o arquiteto Hélio Ferreira Pinto, devido a entraves políticos da época. O palácio dispõe de três teatros (sendo o principal um dos maiores do Brasil), os quais possuem recursos acústicos do mais elevado padrão técnico para a realização de óperas, peças teatrais, concertos de orquestra, espetáculos de dança e shows musicais. Dispõe também de além de salas adequadas para exposições, salas de cinema, foyers para lançamento de livros, palestras, congressos e seminários. Ademais, o espaço abriga em seu interior um delicioso café com vista para o parque e uma livraria focada em publicações artísticas. Além do foco em exibições, no Palácio das Artes funciona o Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado, com centenas de cursos profissionalizantes de música, dança e teatro.

Faz jus ao nome... e a cidade onde está inserido.

Boa noite a todos!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

CÃO NOSSO DE CADA DIA: ADOTEMOS!

Dedico essa postagem à minha esposa, Lígia Tôrres, graças ao seu cativante amor aos bichos, de qualquer espécie.

Todos os dias nos deparamos com dezenas de cãezinhos abandonados nas ruas da cidade. Quando eu e minha esposa viemos de Brasília para morar em BH, notamos que aqui a presença de cães de rua é numerosa e alastrada. Segundo a secretaria Municipal de Saúde, apenas no município de Belo Horizonte temos cerca de 27 mil cães abandonados, número que pode dobrar se considerarmos toda a sua região metropolitana. A Lei 4.323, de 13 de janeiro de 1986, e Decreto 5.616, de 15 de maio de 1987 diz é terminantemente proibido o abandono de animais. Apesar disso, é recorrente a renúncia e o desprezo ao melhor amigo do homem, sendo abandonados por motivos desprezíveis e repugnantes. Se não temos mais como sustentar o animal que adquirimos, deveríamos tratar de conduzi-lo a um lugar que possa acomodá-lo, com pessoas acolhedoras e pacientes; e não apenas largá-lo nas ruas, sem o que comer e beber. Cães domésticos são muito dependentes e necessitam do apoio e do carinho de alguém. Isso já está na genética dele, segundo um estudo que vi recentemente. Domesticamos tanto a raça canina que hoje ela é dependente, diferente dos gatos, que são instintivamente emancipados. Com base nisso, não tem nada mais cruel que o abandono de um cachorro. Nos dias de hoje, temos centenas de instituições na cidade que tratam de animais abandonados, deixando-os limpos e medicados, prontos para a adoção. E o melhor de tudo, não cobram 1 real sequer pelo cãozinho. Cães alegram as residências, unem irmãos: fraternizam! Além disso, são ótimos companheiros, curam até depressão. Portanto, faço da fotografia de hoje um apelo: não comprem animais de raça. Cães de rua são tão (ou mais) lindos que os da estirpe; e com a grande vantagem de serem únicos e singulares, diferentes dos demais. Vamos tratar de, aos poucos, mudar esse triste cenário de Belo Horizonte. 

Tenham uma ótima noite!

domingo, 27 de outubro de 2013

AUTOMÓVEL CLUBE


Situado no coração financeiro, cultural e comercial de Belo Horizonte, no cruzamento das avenidas Afonso Pena e Álvares Cabral, o Automóvel Clube de Minas Gerais - à direita da fotografia - foi fundado em 17 de dezembro de 1925 como um espaço destinado ao desenvolvimento do automobilismo na cidade e no estado, promovendo os principais encontros da elite mineira, tornando-se sinônimo de status social e nobreza. Foi projetado por Luís Signorelli, que utilizou-se de elementos neoclássicos para desenhar o edifício, o qual conta com aproximadamente 4.000m² de área. Ainda hoje, os sócios do Automóvel Clube (dentre políticos, empresários e demais aristocratas) dispõem de jantares,  chás, recepções, eventos, além do restaurante do clube, comandado pelo renomado chef italiano Francesco Carli.

Boa semana para todos!

sábado, 26 de outubro de 2013

OUTUBRO ROSA


Outubro Rosa é uma campanha de conscientização mundial sobre a importância da prevenção do câncer de mama; e consiste na iluminação artificial em cor-de-rosa nos conhecidos edifícios e marcos das cidades. O movimento surgiu em 1990 em Nova York, e desde então, promovida anualmente na cidade. Apenas em 1997 tal manifestação começou a alastrar por outras cidades dos Estados Unidos, mais tarde chegando também ao Brasil. Na foto, o Conservatório e Escola de Música da UFMG.

Boa noite a todos!

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

BEAGHOTAM CITY


Toda cidade esconde seus segredos, suas mazelas, delírios e confissões. As metrópoles possuem seus esgotos, abarrotados de restos históricos, alimentados de recessos. Esgotos imundos, cheios de bifurcações, que ora levam nossos excessos aos rios, ora levam à outros esgotos ainda mais sujos. Cruzamentos semelhantes aos das ruas ou avenidas, que contam com interseções que costumam me colocar em profunda reflexão. Ali, naquele ponto, você tem várias opções de caminho a seguir. Caminhos bons, caminhos ruins. Costumo pensar nas divergências que a vida nos impõe. No descrédito que temos com as nas bifurcações da vida. Costumamos já ter em mente qual percorrer... ou estar predestinados a seguir determinado percurso. Mas já parou pra pensar que, ali, você está num ponto o qual costuma ter três, quatro ou mais destinos distintos? Nunca se perguntou onde daria cada uma daquelas vias que ali se intersectam? A vida costuma nos pregar peças parecidas. Te coloca em situações em que você pode escolher pegar o caminho mais fácil e confortável, o qual você já está acostumado e sabe onde vai dar. Conhece cada centímetro daquilo ali. Parece bom... mas é fastio! O cidadão urbano moderno é criado para percorrer caminhos já exaustivamente seguidos pelos outros, como se aquilo ali fosse o sinônimo do sucesso. Raramente paramos num cruzamento para analisar onde cada um daqueles caminhos podem nos dar e quais surpresas nos esperam no final de cada percurso. Essas encruzilhadas ferem, instigam, deprimem e/ou excitam as almas mais inquietas. Na Região Central de Belo Horizonte todas as interceptações entre avenidas recebem o nome de praças. Praça da Savassi, Praça Sete, Praça Tiradentes, Praça do ABC, Praça da Bandeira (canto inferior esquerdo da foto), dentre muitas outras. Essas praças nada mais são que avenidas que se fundem, mesmo por um breve momento, para depois cada uma seguir novamente para onde foram predestinadas. Numa praça um cidadão faz uma pausa, senta-se, relaxa, reflete sobre sua vida para depois continuar seguindo. Poética a forma que nossa querida capital mineira distingue seus cruzamentos entre vias...

Tenham uma excelente noite!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

VISÕES DE OUTRORA


O Centro de Belo Horizonte é um dos locais mais interessantes da metrópole, como eu já disse inúmeras vezes aqui no blog. Dentre suas mais diversas características, um fato que me chama a atenção são os senhores aposentados que vivem na região. São centenas, talvez milhares de proprietários da terceira idade que diariamente perambulam pelas quadras que circundam a Praça Sete. Encontramos eles disputando partidas de damas e xadrez no nível térreo do antigo prédio do BEMGE, tomando cafés frescos no tradicional Café Nice, perambulando pelas ruelas do Parque Municipal e jogando conversa fora sentados nos diversos bancos do quarteirão fechado da rua Rio de Janeiro. Em sua grande maioria, os senhores são aposentados e antigos moradores do Centro, de uma época em que lá eles trabalhavam e viviam suas vidas de maneira provinciana e tranquila. Observo no olhar deles o saudosismo por um tempo que se foi, como é comum nessa idade. A atmosfera nostálgica se dá provavelmente pelo fato de não termos mais o bucolismo de outrora, em uma cidade que cresceu explosivamente nos últimos cinquenta anos.

Um abraço para vocês e até amanhã.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

FLORESTA


Nascido como subúrbio, o Bairro Floresta é hoje um dos principais bairros da Zona Leste de Belo Horizonte. Acolheu os operários que trabalharam na construção da então nova capital mineira. Várias histórias sugerem a origem do nome do bairro; uns dizem que um antigo Hotel Floresta teria motivado o nome, enquanto uma outra versão diz que o nome está ligado à paisagem verde que se avistava, olhando a partir do Centro. A região abrigou ilustres personalidades, como o poeta Carlos Drummond de Andrade, Pedro Aleixo, Negrão de Lima; e até o compositor carioca Noel Rosa, que veio passar uma temporada em Belo Horizonte em busca da cura da tuberculose que o afetava, já que o clima da cidade era considerado um dos melhores do país. Outro compositor, Rômulo Paes, cantou o bairro em versos: Minha vida é esta, subir Bahia, descer Floresta. Nos dias de hoje, o Floresta é um bairro moderno, e possui infra-estrutura completa, com shoppings, bancos, hotéis, supermercados, restaurantes variados, além de abrigar as primeiras lojas de duas conhecidas redes de doces e tortas da cidade: a Lalka e a Confeitaria Momo, respectivamente.

Tenham uma ótima noite!

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

TURMAS DO CURSO DE FOTOGRAFIA DO ESTÚDIO METRÓPOLE


Hoje a foto do dia é sobre um tema diferente. Não quis mostrar as ruas da cidade, nem seus belos panoramas, como costumo fazer. Venho compartilhar com vocês uma foto dos nossos alunos do Curso Completo de Fotografia, pelo quais eu e minha esposa, Lígia Tôrres, estamos muito orgulhosos. Galerinha dinâmica e muito enveredada com as aulas e com os colegas. Nosso curso contempla as mais diversas áreas da fotografia; e visa estimular no aluno um olhar próprio e distinto, aguçando nele cada vez mais a vontade de possuir um estilo singular no seu trabalho. Nas turmas que já formamos, percebemos esse avanço, sendo que a grande maioria dos nossos pupilos saíram do curso como verdadeiros artistas! Todos vocês estão de parabéns... e nós do estúdio, completamente satisfeitos.

Para maiores informações, acessem: www.estudiometropole.com

Abraços a todos!

domingo, 20 de outubro de 2013

A CASA VERDE DE TATZU NICHI


Eis que, dirigindo sobre o Elevado Leste, indo para a Av. Antônio Carlos, fui pego de surpresa por uma casinha em cima de uma chaminé que avistei em meio à perturbação urbana típica do Centro de Belo Horizonte. Incomum e intrigante, a obra intitulada “A Correnteza de Modernização” foi concebida pelo artista japonês Tatzu Nishi e faz parte do projeto BHÁsia, movimento artístico que levou instalações gigantescas aos locais emblemáticos da metrópole mineira, criadas por artistas asiáticos renomados: os chineses Zhang Huan e Jennifer Wen Ma; o indiano Subodh Gupta e o japonês Tatzu Nishi. Eles conceberam para o evento, respectivamente, uma ilha artificial, um barco gigante, uma urna ancestral e a pequena casa verde em cima de uma chaminé que vemos na foto acima. Claro que não podia deixar de registrar tal singularidade. Eu e minha esposa mudamos rapidamente nossa rota e fomos à Praça Boca do Túnel (da qual se tem uma vista privilegiada para a região onde está instalada a peça artística) para produzirmos a fotografia. Durante a semana vamos tentar visitar as outras instalações. Aguardem novidades!

Tenham uma excelente semana!